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Jorge Eduardo M.
115 seguidores
368 críticas
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3,0
Enviada em 22 de abril de 2026
Estou até agora intrigado com esse filme, principal com o final. Este me deixou na dúvida de toda minha avaliação, mas pela sensação de intrigancia, de conflito, entre dúvida e achar q o cara é um babaca por tamanha paranoia fez minha avaliação ser positiva. Saímos no final do filme pensando e se fosse com a gente, me coloquei no lugar de cada um, agora o final é vago, mas essa certamente foi a intenção do diretor.
Um filme leve na forma, mas com um roteiro extraordinário. Um drama psicológico que nos leva a questionar o que faríamos em uma situação semelhante. As reações dos personagens são profundamente humanas, evocando uma tensão que me lembrou Crime e Castigo de Dostoevsky. O filme levanta uma questão filosófica central: uma pessoa pode ser reduzida ao pior ato que cometeu ou, neste caso, ao ato que pensou/planejou/desejou cometer? Gostei da originalidade do roteiro, das atuações e da forma como o filme conduz esses dilemas morais e existenciais, culminando em um desfecho que sustenta a complexidade dos seus questionamentos sem cair em conclusões simplistas.
Primeiramente devo dizer que é um bom filme. Bons atores, trama interessante e inusitada mas para por aí. Difícil fazer uma avaliação sem dar spoiler. O casal se desentende devido a um fato no passado da protagonista que hoje é um sintoma do declínio moral da sociedade estadounidense. Ainda que isso tenha sido demonstrado na trama, não foi explorado com um mínimo de profundidade que merecia esse evento. Ficou apenas no impacto que este causou no casal e no seu entorno. Acredito que isso poderia e deveria ser explorado com alguma profundidade. Aí sim acredito que seria um filme para virar um clássico.
Um filme incomum. De repente algo do passado é profundamente perturbado para o futuro do casal e ambos se comportam de form caótica, assim como os amigos do casal.
O casal vive sustentado por uma arquitetura delicada. Quando então surge uma revelação que quebra a imagem construída, eles entram em conflito e colapso total porque precisam enfrentar uma pergunta brutal: “Se eu conhecer tudo sobre você, ainda consigo te amar?” Esse é o coração do filme."
Trazendo para o cotidiano atual, muitos casais constroem a própria relação como uma imagem cuidadosamente planejada: fotos perfeitas, momentos aparentemente espontâneos, legendas sentimentais e uma estética quase cinematográfica. Mas, por trás de toda essa aparência bonita, existe um receio escondido: o medo de que alguém descubra quem realmente somos longe dos filtros e da versão idealizada.
Logo, esse filme transforma justamente essa insegurança em tensão constante, como se cada cena estivesse prestes a "explodir" emocionalmente.
é aquele tipo de filme que te pega desprevenido: começa quase como um romance torto e, quando você percebe, já está preso numa espiral de paranoia, culpa e tensão. E o melhor é que ele sabe exatamente o que está fazendo com isso.
Zendaya e Robert Pattinson funcionam como o centro gravitacional de tudo, com uma química que transita fácil entre o desconfortável e o engraçado. É estranho, é provocativo e, em vários momentos, até meio absurdo, mas sempre intencional.
Borgli brinca com o limite entre sátira e drama sem perder o controle, criando uma experiência que mais inquieta do que explica. No fim, é aquele filme que te deixa pensando… e talvez um pouco desconfortável também.
O filme tenta fazer uma história pra prender, mas no fim não consegue... uma história manjada, com atuações média e sem criar nada de novo pra prender o público de verdade.
A performance central é, sem dúvida, a alma do filme. Há uma entrega física e emocional que transita entre o desespero absoluto e a resignação silenciosa. Zendaya entrega uma interpretação contida, afastando-se do tom enérgico de outros papéis para mergulhar em uma melancolia profunda enquanto Robert, transita do nerd ao paranoico novo em busca da verdade. Ambos estão espetaculares. Porém, a maior performance pra mim vem de Alana Haim, com a sua implicante Rachel. Sua personagem surge como um oásis que ajuda o embate e impede que a história se torne abstrata ou assombrosa. Acerto em cheio. Destaque também para a direção de fotografia explora ao máximo a presença de todos, utilizando enquadramentos que isolam cada um em seu próprio sofrimento até que os caminhos finalmente se cruzam.
Eu não diria que é um filme de comédia, claro que tem partes engraçadas, mas é muito mais triste do que de comédia, mas isso não o torna ruim, ele começa a ficar bom mesmo do meio para o final, sendo o final genial spoiler: eles se "conhecendo" novamente, como um novo e começo, e se pensar melhor há muito mais coisa por trás disso
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