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Ana Freitas
1 crítica
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5,0
Enviada em 10 de junho de 2025
Esse filme fala de uma realidade crua que afeta a população negra em que somente outras mulheres negras poderiam entender o momento perturbar que a personagem principal estava passando. Me tocou na alma. O mais emocionante que já vi
Há tempos esperava abrir a Netflix, ver um filme e sair extasiado com o conjunto da obra. E Até a Última Gota conseguiu por fim a esse meu anseio. Não se trata apenas do retrato fiel de como as pessoas (não) enxergam todas as nuances dos problemas sociais vividos por outras pessoas, e ainda que fosse apenas isso, o diretor e roteirista Tyler Perry já teria cumprido o seu papel com mestria. Mas essa obra prima vai além. Com a interpretação majestosa e visceral de Taraji P. Henson e a brilhante parceria de todos os atores e atrizes coadjuvantes (destaque para Teyana Taylor e Sherri Shepherd), essa bela surpresa cinematográfica explora o que há de mais íntimo em nós, humanos: até onde somos capazes de suportar nossos sofrimentos e as consequências desse turbilhão de dores e lágrimas represados em nossa existência. Janiyah, ainda que fragilizada diante de tudo o que viveu em sua vida como mulher negra, como mãe e como cidadã-invisível, torna-se tão grande, tão necessária e tão exemplarmente compreensível ao longo da trama que ao final, por mais que os créditos estejam subindo, ela permanece como uma grande reflexão e um convite para que olhemos para os lados. Em resumo, ao longo dessa uma hora e quarenta e poucos minutos, sorri, chorei, me arrepiei, torci, comemorei e lamentei. E desejo a todos que lerem essas palavras apenas uma coisa: vejam esse filme, apenas vejam (com uma caixa de lenços, de preferência).
“Até a Última Gota” é um daqueles filmes que te desarma. Começa como um drama urbano qualquer, mas vai crescendo até te deixar sem chão. A atuação da Taraji P. Henson é absurda — ela segura o filme inteiro com uma intensidade crua, real, desconfortável até.
A virada final é um soco seco. Não pelo choque em si, mas porque te faz repensar tudo o que viu antes. E aí a ficha cai: o filme não é sobre um dia difícil. É sobre como o sistema destrói pessoas em silêncio. É sobre ser invisível, ser descartável, e mesmo assim ter que continuar sorrindo.
É uma crítica social potente, feita sem gritar. Mostra o colapso mental como resposta a uma realidade insuportável — e isso, pra mim, é onde mora a genialidade do filme. Dói porque é real. E justamente por isso, é indispensável.
Conteúdo pobre, história complemanente fora da realidade de a mente de uma pessoa lacradora issuportavel, história sem começo meio e fim, muito ruim, não retrata NADA da realidade
São raríssimos os filmes estadunidenses com temática social. Existem inúmeros filmes que trabalham a questão do racismo, inclusive institucional, mas são realmente poucos aqueles que conseguem unir a temática étnico racial à questão social, ou seja, o abismo social sobre o qual se estrutura a sociedade estadunidense que, na sua gênese, não é assim tão diferente da brasileira. Um banho de interpretação de Taraji P. Henson, que eu sempre vou lembrar por "Estrelas Além, do tempo". Na realidade, sua interpretação é tão potente que, mesmo eu sendo homem e branco, me identifico mais com ela, com a sua verdade, do que com os policiais brancos, a saber o que forjou o acidente para penalizá-la e o agente do FBI, que visivelmente estava encaminhando uma "resolução do problema" que incluiria eliminá-la sumariamente. spoiler: Algumas críticas que li aqui me fazem crer que várias pessoas não tiveram este nível de empatia com a personagem ou não entenderam o enredo pois, longe de estar "louca", ela está vivenciando o luto, através de um processo de negação, em relação à filha que faleceu apenas na noite anterior (sendo que é por saber desta circunstância, como acabamos por descobrir, que a gerente do banco reforça que ela não dormiu bem esta noite e a defende, desde o início).
Não era melhor fazer o final de que a filha dela foi para o abrigo, que a gerente do banco realmente cuidasse? Seria muito melhor do que fazer ela de louca, péssimo final, estragou o filme!!!
Foi um desafio a minha própria capacidade de paciência, como é possível se produzir algo tão cotidiano, tão habitual e em imaginar que é produzido algo de conteúdo tão pobre.. eu recomendo a nem começarem a ver.
Esse filme com certeza entraria na lista dos piores filmes que assisti na minha vida, mas pensando na lista de piores filmes que assisti, esse ficaria tão isolado na primeira posição que seria um desrespeito ao segundo e terceiro lugar. A história começa com aquele típico dia ruim que já vimos uma vez em “Um dia de fúria”, mas esse vai muito além no roteiro e atuação. Existem todos os estereótipos possíveis, o dia deve ter no mínimo umas 48hr e uma cena da mochila com um fundo musical que deveria ser para o telespectador mas que não faz sentido algum. Mas não serei injusto, a atriz que interpreta a mãe consegue ser uma gota no oceano de ruindade que a cerca. E por fim, fico pensando como alguém consegue apresentar isso para uma empresa séria para ser produzido. Fico imaginando também aquelas sessões de leitura do roteiro, onde todos devem ter lido e aplaudido a si mesmos pensando que isso seria bom. Talvez seja um filme de comédia e eu sou muito ruim com essas coisas de crítica.
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