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Luiz Cappellano
62 seguidores
103 críticas
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5,0
Enviada em 9 de junho de 2025
São raríssimos os filmes estadunidenses com temática social. Existem inúmeros filmes que trabalham a questão do racismo, inclusive institucional, mas são realmente poucos aqueles que conseguem unir a temática étnico racial à questão social, ou seja, o abismo social sobre o qual se estrutura a sociedade estadunidense que, na sua gênese, não é assim tão diferente da brasileira. Um banho de interpretação de Taraji P. Henson, que eu sempre vou lembrar por "Estrelas Além, do tempo". Na realidade, sua interpretação é tão potente que, mesmo eu sendo homem e branco, me identifico mais com ela, com a sua verdade, do que com os policiais brancos, a saber o que forjou o acidente para penalizá-la e o agente do FBI, que visivelmente estava encaminhando uma "resolução do problema" que incluiria eliminá-la sumariamente. spoiler: Algumas críticas que li aqui me fazem crer que várias pessoas não tiveram este nível de empatia com a personagem ou não entenderam o enredo pois, longe de estar "louca", ela está vivenciando o luto, através de um processo de negação, em relação à filha que faleceu apenas na noite anterior (sendo que é por saber desta circunstância, como acabamos por descobrir, que a gerente do banco reforça que ela não dormiu bem esta noite e a defende, desde o início).
Há tempos esperava abrir a Netflix, ver um filme e sair extasiado com o conjunto da obra. E Até a Última Gota conseguiu por fim a esse meu anseio. Não se trata apenas do retrato fiel de como as pessoas (não) enxergam todas as nuances dos problemas sociais vividos por outras pessoas, e ainda que fosse apenas isso, o diretor e roteirista Tyler Perry já teria cumprido o seu papel com mestria. Mas essa obra prima vai além. Com a interpretação majestosa e visceral de Taraji P. Henson e a brilhante parceria de todos os atores e atrizes coadjuvantes (destaque para Teyana Taylor e Sherri Shepherd), essa bela surpresa cinematográfica explora o que há de mais íntimo em nós, humanos: até onde somos capazes de suportar nossos sofrimentos e as consequências desse turbilhão de dores e lágrimas represados em nossa existência. Janiyah, ainda que fragilizada diante de tudo o que viveu em sua vida como mulher negra, como mãe e como cidadã-invisível, torna-se tão grande, tão necessária e tão exemplarmente compreensível ao longo da trama que ao final, por mais que os créditos estejam subindo, ela permanece como uma grande reflexão e um convite para que olhemos para os lados. Em resumo, ao longo dessa uma hora e quarenta e poucos minutos, sorri, chorei, me arrepiei, torci, comemorei e lamentei. E desejo a todos que lerem essas palavras apenas uma coisa: vejam esse filme, apenas vejam (com uma caixa de lenços, de preferência).
Um filme que inicialmente você não dá nada por ele e que não surpreende nada por conta de vários clichês e de situações forçadas que acontecem no decorrer do filme no entanto o plot que ele dá no final dá o valor no filme que ninguém esperava
O filme é emocionante . Me deu vontade de entrar na tv e ajuda la .. essa mãe solteira tentando criar sua filha em uma vida difícil e cruel . Realidade de várias pessoas .
“Até a Última Gota” acompanha a personagem Janiyah em um dos dias mais caóticos de sua vida (talvez o segundo pior). Tudo o que pode dar errado, dá. Cada situação simples se transforma em um enorme mal-entendido, e as dificuldades se acumulam até que ela se vê desesperada, precisando de dinheiro para pagar o aluguel e alimentar a filha. É nesse ponto que o enredo toma um rumo inesperado, colocando-a armada dentro de um banco, situação que se torna o centro do filme (como a própria chamada da Netflix já antecipa).
Apesar de não ser fã do gênero dramático, dei uma chance pela repercussão positiva e fui surpreendida. O filme entrega emoção, empatia e uma carga reflexiva muito forte, tudo isso com atuações intensas e um roteiro que prende. Me chamou a atenção como, mesmo em meio ao caos, é possível sentir a humanidade da protagonista e dos demais personagens. Há momentos em que é difícil não se colocar no lugar de Janiyah, questionando o que faríamos em circunstâncias semelhantes.
Sinceramente, “Até a Última Gota” me ganhou. Entregou um enredo coeso, momentos comoventes, e até um plot twist bem construído. Não vou entrar em análises psicológicas como gostaria, para não comprometer a experiência de quem ainda vai assistir, mas posso dizer: se você se permitir mergulhar na história, ela devolve tudo com intensidade. É um filme que não deixa o espectador sair ileso no melhor sentido possível (ou não).
Não era melhor fazer o final de que a filha dela foi para o abrigo, que a gerente do banco realmente cuidasse? Seria muito melhor do que fazer ela de louca, péssimo final, estragou o filme!!!
Filme ruim. Lacrador, Elenco fraco com atuações péssimas. Perda de tempo. Fico impressionada como s Netflix pode produzir algo tão fraco e colocar como top 10 para induzir o público s assistir.
Um filme mega tendencioso. O chefe, homem, é ruim. O policial, branco, homem, é mentiroso e agressivo. A professora com cara de gnt com grana, tirou a filha dela, a dona da casa, super zuada. Ela sofreu tudo possível em um único dia, e quem acredita nela são somente mulheres. Muito forçado! O conselho tutelar tira a filha sem nem avisar antes?! Como assim? Isso é um processo! Zuado demais, militante demais. A pobreza existe, mas na boa, difícil ter empatia com um filme mega forçado.
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