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Paulinho S.
9 críticas
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5,0
Enviada em 5 de janeiro de 2025
Ótimo filme! Talvez um dos melhores que vi nos últimos 6 meses. Ele é leve e ao mesmo tempo complexo. Trata o TEA de forma singela e comprometida com a realidade. Assuntos como as singularidades, relações sociais, sexualidade e comportamentos humanos são tratados como devem ser: de forma natural e real. Os atores dão um show em diálogos bem construídos e cenários convidativos. A relação entre a arte o comportamento humano são bem traçados e convidam à reflexão filosófica sobre a vida e suas nuances - diametralmente marcada pela ótima fotografia do filme. Goyo é ótimo e recomendável.
Excelente filme. Trata o assunto do Transtorno do Espectro Autista de forma leve mas sem romantizar o assunto, pois há dificuldades reais para o personagem. Foge do estilo "americano" de filme (que já cansou todo mundo). Ótimos diálogos, um enredo muito bom. Produção simples e barata mas muito bem executada.
As questões inerentes ao TEA (Transtorno do Espectro Autista), especialmente os autistas de alto rendimento, a sua subjetividade e as múltiplas possibilidades envolvidas nos seus relacionamentos familiares e sentimentais, são tratadas de forma sensível e factível. Análise perfeita de contexto, por parte do cineasta, e atuações impecáveis por parte do elenco. O irmão que de fato apoia, a irmã "bruxa", que a pretexto de "proteger" sufoca, a mãe ausente que se culpa pela condição do filho... Um caleidoscópio de humanidade, um portifólio da condição humana. Somam-se lindas tomadas de Buenos Aires, especialmente o Museo de Bellas Artes, que nos trazem inclusive várias obras do acervo, devidamente contextualizadas pelo personagem título. Filme impecável. Uma obra prima! Apud Eliana Nunes da Silva: "acrescento o retrato da mulher trabalhadora latina...que cria os filhos sozinha e luta pra escapar da violência machista. Quem dera todas tivessem a sorte de serem desejadas em sua singularidade, como a heroína do filme. "
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