Imperdível para os fãs de Arquivo X: 100 episódios de suspense e ficção científica de J.J. Abrams
Giovanni Rodrigues
-Redação
Já fui aspirante a x-men, caça-vampiros e paleontólogo. Contudo, me contentei em seguir como jornalista. É o misto perfeito entre saber de tudo um pouquinho e falar sobre sua obsessão por nichos que aparentemente ninguém liga (ligam sim).

Embora Fringe não tenha preenchido completamente a lacuna deixada por Arquivo X, a série é uma recomendação definitiva para quem ama mistérios de ficção científica. No Brasil, você pode assistir a todos os episódios exclusivamente no Prime Video.

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De 1993 a 2002, Arquivo X conseguiu prender a atenção de milhões de telespectadores ao redor do mundo diante da TV, e garantiu que as teorias da conspiração sobre contatos imediatos de terceiro grau se tornassem definitivamente populares. Quando a série terminou — pelo menos por um tempo, antes de ganhar as temporadas 10 e 11 em 2016 e 2018 —, a lacuna deixada pelo formato de sucesso precisava ser preenchida.

Em 2008, Fringe estreou na TV. A série de ficção científica e mistério foi desenvolvida pelo cocriador de Lost e posterior diretor de Star Wars, J.J. Abrams, junto com os roteiristas de Star Trek, Roberto Orci e Alex Kurtzman. A produção tinha o objetivo de abordar temas semelhantes aos de Arquivo X, mas pretendia ir um passo além no quesito ficção científica.

Você ainda não assistiu à série? No Brasil, todas as cinco temporadas estão disponíveis para os assinantes do Prime Video.

Conheça a trama de Fringe

A agente do FBI Olivia Dunham (Anna Torv) torna-se parte de uma unidade especial que investiga uma série de eventos aparentemente impossíveis: pessoas sofrem mutações misteriosas, memórias são manipuladas e as leis da natureza parecem ter sido revogadas. Para desvendar os casos, ela recebe o apoio do excêntrico cientista Walter Bishop (John Noble) e de seu filho, Peter (Joshua Jackson). Juntos, eles descobrem um mundo oculto de pesquisas experimentais que vai muito além de tudo o que a opinião pública considera possível.

Além do "caso da semana"

Embora no início Fringe parecesse uma série focada no clássico estilo processual de "caso da semana", sem caminhar para uma mitologia maior, a produção provou ser narrativamente muito mais ambiciosa a partir da 2ª temporada. Os casos misteriosos envolvendo pessoas que se desintegram, telepatia e a relação frágil entre tempo e espaço culminaram progressivamente em um grande arco de história centrado em universos paralelos.

O que tornou a série tão divertida não foi apenas a abordagem da chamada fringe science (ciência de fronteira ou pseudociência), ou seja, aquela ciência que está além do conhecimento convencional. Os personagens também eram fascinantes!

Walter Bishop, em especial, cativava por sua personalidade ambivalente. Em meio a conspirações, segredos e o destino de diferentes mundos, ele formava o núcleo emocional instigante da série graças à sua profunda humanidade e à sua frequentemente questionável moralidade.

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