O ator mais popular dos filmes de ação tem um passado na DC que nos deixou com uma história de violência que vale a pena conferir.
O sucesso de Máquina de Guerra, um dos filmes mais assistidos de todos os tempos na Netflix, reafirmou a capacidade de Alan Ritchson de atrair milhões de espectadores em serviços de streaming com sua ação desenfreada, carisma e inegável apelo como herói de ação. Muitos o veem como o verdadeiro sucessor de Arnold Schwarzenegger, e os paralelos são realmente impressionantes. Ele é uma verdadeira força de destruição, capaz de arrancar um sorriso simplesmente por aparecer na tela, algo que demonstrou amplamente em Reacher, onde entregou alguns dos momentos mais espetaculares de sua carreira. Mas ele também sabe como nos presentear com cenas dramáticas.
Prova disso é Titans, uma série live-action, focada no grupo de ajudantes da DC, rapidamente chamou a atenção por sua abordagem mais sombria, sua releitura de personagens clássicos e sua tentativa de atualizar os Jovens Titãs para um público adulto. Um objetivo que, no entanto, foi um tanto prejudicado pela evidente falta de orçamento em algumas partes e por alguns finais de temporada um tanto anticlimáticos. Mesmo assim, ao longo de suas quatro temporadas, encontramos alguns episódios excelentes.
Alan Ritchson já foi dois super-heróis diferentes da DC antes de Reacher – mas você provavelmente não o reconheceuAlan Ritchson em Titans: Criando laços através de traumas compartilhados
Este é Hank e Dawn (1x09), uma espécie de história de origem para dois personagens secundários, mas essenciais na série: Hawk e Dove. O primeiro, Hank Hall, interpretado por Alan Ritchson, era um jogador de futebol americano cuja carreira foi interrompida precocemente e que acabou se reinventando como, bem, uma espécie de Batman. O resultado? Uma história crua, íntima e bastante comovente que revela como a violência que ele inflige não provém do heroísmo, mas de uma dor que ele nunca soube como controlar.
Basicamente, a série apresenta o relacionamento dele com Dawn Granger (Minka Kelly), como um laço que nasce de um trauma compartilhado no próprio dia em que se conheceram. A partir daí, eles são mostrados como as únicas pessoas capazes de se entender e se apoiar mutuamente, ajudando um ao outro a não desmoronar enquanto tentam superar seus próprios demônios, que são muitos. Estar juntos também significa conviver com a violência: ele representa a força bruta e o caos, enquanto ela é mais sutil, a tentativa de impor ordem. Em outras palavras, você também verá Ritchson quebrando ossos aqui.
É um contraste que cria um equilíbrio dinâmico, comum em histórias de super-heróis. Mas a série pega esse conceito – que nas versões originais tinha um componente mais místico – e o reinterpreta em um contexto mais moderno e realista, alcançando uma versão que funciona muito bem dentro do seu tom, e que também nos remete aos quadrinhos dos Jovens Titãs dos anos 80 que, assim como no caso dos X-Men, tinham seus protagonistas lidando com inseguranças, crises de identidade e responsabilidades adultas.
Esses momentos de Titans mostram que a série poderia ser capaz de elevar o nível das produções da Warner Bros. e da DC. Mesmo assim, essa tentativa de mostrar super-heróis como algo mais do que apenas caras de uniforme pode te interessar agora que The Boys terminou. É só ir na Netflix e procurar por Titans.