Do livro para a tela: as principais diferenças entre adaptações literárias de 2026
por Carlos Henrique Trancoso

O que mudou dos livros para os filmes nas principais adaptações do ano? A gente te conta! Mas, ó: cuidado com os spoilers!

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Apesar de nem sempre serem bem aceitas, é comum que aconteçam mudanças na história de livros e quadrinhos quando elas viram filmes. Sempre gera polêmica, mas também é por isso que esses filmes são chamados de adaptações, afinal, são novos olhares às histórias que já amamos e imaginamos a partir da nossa perspectiva.

Em 2026, um dos principais exemplos é O Morro dos Ventos Uivantes, releitura do clássico de Emily Brontë. O livro acompanha não só o relacionamento obsessivo de Catherine e Heathcliff, mas também alcança os impactos dessas escolhas nas gerações seguintes. Já o filme, dirigido por Emerald Fennell, recalcula totalmente o enredo do romance ao concentrar a narrativa apenas na relação dos protagonistas e encerrar o filme na morte da Catherine, ou seja, praticamente na metade da obra original. Nas telonas, o foco também recai na carnalidade da relação, tirando um pouco do lado gótico do filme, mas entregando algo que também interessa aos espectadores de hoje em dia.

Em contramão, uma adaptação que, apesar de alterar bastante da obra original, foi muito aclamada, é Devoradores de Estrelas. Enquanto o livro de Andy Weir é aquela ficção científica raíz, que acompanha Grace formulando teorias, hipóteses, experimentando, e errando, o filme se debruça muito mais no sentimentalismo da amizade do cientista com Rocky. São duas obras que se desenvolvem de maneiras bem distintas, já que uma é extremamente focada no lado científico da história dos astrófagos, enquanto a outra simplifica bastante a história para transformá-la em uma aventura pipoca clássica. A escalação de Ryan Gosling, um dos atores mais carismáticos de Hollywood, se justifica por isso, inclusive.

No mais recente Verity, adaptação do best-seller de Colleen Hoover, uma das principais mudanças gira em torno dos episódios de sonambulismo de Lowen, que é uma peça essencial para que o leitor desconfie dela, ainda que ela seja a protagonista da história. Um dos principais pontos de discussão da história, inclusive, envolve o manuscrito que narra situações perturbadoras que Lowen encontra entre as coisas de Verity - e isso sofre uma leve alteração nas telonas. Enquanto no romance, Jeremy, marido da própria Verity, parece já saber da existência do manuscrito quando Lowen o confronta, no filme ele parece descobrir diante do público, o que adiciona uma nova camada às suas atitudes.

Fato é que nenhuma adaptação conseguirá ser perfeitamente fiel aos livros. Em parte porque enquanto o limite de uma página se baseia na quantidade de caracteres que ela comporta, num filme, cada segundo passado equivale a milhares de dólares. Por isso, a melhor escolha é sempre aproveitar as duas obras: o filme, para você se deleitar com os visuais, e o livro para você se aprofundar ainda mais naquela história e na perspectiva do criador da narrativa. Uma das melhores formas de ler todos os livros que se tornaram e ainda ganharam adaptações para as telonas é o Skeelo, aplicativo de livros digitais que inclui e-books e audiobooks para você ler e ouvir onde, como e quando quiser, direto do seu celular. Então, corra na sua loja de aplicativos e baixe o app do Skeelo!

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Carlos Henrique Trancoso
-Analista de Redes Sociais
Oi, sou o Carlos (ou karlox, para os não-tão-íntimos), e amo músicas, filmes, musicais, filmes musicais e água da casa. Se tem barulho e vídeo, conta comigo!
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