100 Dias: Amyr Klink elogia a “precisão impressionante” da cinebiografia com Filipe Bragança: “Tem situações emocionantes que eu nem lembrava mais”
por Júlia Barbosa

Dirigido por Carlos Saldanha, 100 Dias narra a traverssia do navegador brasileiro pelo Oceano Atlântico em um barco a remo.

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Há 40 anos, Amyr Klink impressionou o Brasil ao completar a façanha de atravessar o Oceano Atlântico em um barco a remo e, hoje sua jornada chega às telas dos cinemas. Em 100 Dias, o ator Filipe Bragança interpeta o jovem navegador em uma cinebiografia que relembra não só a ambiciosa viagem, mas também sua relação com a família que ficou em terra firme.

Dirigido por Carlos Saldanha, responsável também pelas animações Rio e A Era do Gelo 2, o filme adapta "100 Dias Entre o Céu e o Mar", livro escrito por Klink em 1985 a partir de seu diário de bordo. Segundo o próprio Amyr, foi surpreendente para ele ver como eles transformaram suas memórias em uma história coesa e rica em detalhes:

"Ele [Saldanha] foi de uma precisão tão impressionante que o filme tem situações emocionantes que já tinha até esquecido. Eles conseguiram pescar todos os detalhes: desde a cruzinha que eu usava no pescoço, a história do esparadrapo da mão e a da ardentia, por exemplo", conta o navegador-escritor em entrevista exclusiva ao AdoroCinema.

Além da precisão dos elementos visuais, Klink conta que a publicação de seu livro demorou a sair justamente porque seus registros se resumiam, majoritariamente, a dados técnicos e códigos alfanuméricos registrados no meio do balanço das ondas. Então, encarar essas lembranças a partir de um lado mais sentimental e contemplativo é "emocionante de um lado e divertido do outro". Amyr chegou a contar que sua esposa, Marina Klink, brinca que "agora com o filme ela conheceu o futuro marido".

Com Filipe Bragança, Philippine Leroy-Beaulieu, Felipe Camargo e João Vitor Silva, 100 Dias estreia hoje, 29 de outubro, nos cinemas brasileiros.

Júlia Barbosa
-Redatora | Crítica
Criada no palco, sempre foi movida pela arte. Defensora ferrenha de Crepúsculo e Ricardo Darín, fala pelos cotovelos sobre as histórias que vemos nas telas e nos bastidores.
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