O protagonista de Rocky e Rambo relembra as graves consequências de décadas realizando as próprias cenas de ação.
Através dos anos, Sylvester Stallone procurou fazer as próprias acrobacias durante as gravações de seus filmes de ação, e isso cobrou um preço. Responsável por projetos como Rocky, um Lutador, Rambo - Programado para Matar, Falcão - O Campeão dos Campeões e mais, nosso astro arriscou o corpo em diversas cenas perigosas - uma decisão da qual hoje se arrepende.
"Ele agarrou minha camisa e suas unhas cravaram na minha pele": Sylvester Stallone revela briga com Richard Gere no set deste clássicoSylvester Stallone se arrepende de fazer as próprias cenas de ação
Durante uma entrevista recente para a Fox Digital News, Sylvester Stallone falou abertamente sobre como décadas de façanhas ousadas durante as filmagens afetaram o seu corpo - e como ele se arrepende do feito.
“Eu poderia literalmente passar meia hora falando sobre lesões, a quantidade, não estou falando de uma só, estou falando de 30 horas, 30 minutos só de lesões individuais, porque elas se acumulam”, começou ele.
“Eu me machuquei muitas, muitas vezes, mas depois de Os Mercenários, acabei com nove cirurgias na coluna, três artrodeses no pescoço. Meus dois ombros foram deslocados, meu olho, sabe, coloquei todo tipo de lente... foi brutal", acrescentou.
Sly ainda completa:
“Deixe que os dublês façam o trabalho deles (...) Não seja um exibicionista. Eu sei que muita gente está pensando em fazer acrobacias... não faça. Não faça. Deixe o profissional fazer. Você não pode vencer a gravidade; quando você atinge o chão, você perde, e isso cobrará um preço (...) As pessoas perguntam: ‘Você não tem orgulho disso?' Não. Acho que fui um idiota por ter feito isso.”
Apesar de ter transformado sua disposição para encarar cenas de ação em uma das marcas de sua carreira, Stallone agora olha para o passado com uma perspectiva bastante diferente. Aos 80 anos, o ator reconhece que nenhum filme ou sequência vale o preço cobrado pelo próprio corpo e deixa um alerta importante para as novas gerações de intérpretes.