"Eu não leio os roteiros, eu peço que eles leiam para mim": Tom Cruise revela hábito inusitado na hora de aceitar seus papéis no cinema

Tom Cruise entra em cartaz na próxima quinta-feira, 1º de outubro, com o filme Digger.

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Por Júlia Barbosa

Tom Cruise está prestes a estrear Digger, o qual considera o personagem mais desafiador de toda a sua carreira. Em diversas entrevistas, o astro detalhou como desvendar as nuances do magnata Digger Rockwell e do roteiro bastante teatral escrito por Alejandro González Iñarritu e Sabina Berman exigiu mentalmente dele.

Como parte de seu processo particular para aceitar e construir seus papéis no cinema, Tom revelou que nunca lê os roteiros que chegam até ele. Para decidir se fará um projeto, ele prefere que os próprios responsáveis pelo texto o recitem em voz alta para evitar interferências pessoais:

"O que eu faço com diretores e roteiristas é que eu não leio os roteiros, eu peço que eles o leiam para mim. Porque eu não quero que minhas ideias invadam isso ainda. Eu quero entender o que eles querem comunicar. Eles têm trabalhado nisso, eles têm coisas que estão simplesmente ali na ponta da língua. Então eles vêm até mim e eu apenas fico sentado ali e digo, 'eu quero que você leia para mim'", explicou Cruise durante o New Heights, podcast dos irmãos Travis Kelce e Jason Kelce.

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Fazendo jus ao apelido de Mr. Cinema, o ator detalhou que faz isso para se colocar no lugar do espectador e refletir se a história que estão contando para ele entreteria o público que pagaria um ingresso para assistí-la: "Eu sou um cara do cinema de pipoca. A pergunta que eu faço é simples: Me comove ou não me comove? Em quais pontos ela me pega ou não me pega?", completou.

Ele ainda disse que não costuma fazer comentários ou debater muito sobre os roteiros e apontamentos que os diretores lhe dão, pois prefere agir ao invés de falar. O próprio Alejandro G. Iñárritu confirma que Cruise se comporta exatamente dessa maneira, transformando seus comentários em ação na frente das câmeras:

"Tem uma cena longa que planejamos por meses com muitas ideias, muitos diálogos, muita diversão, muita coisa, e cada segundo conta. Se alguma coisa der errado, uma palavra, uma hesitação, uma gaguejada, e está tudo ferrado. E então Tom volta, e eu dou a ele sete correções. Ele estava me olhando como se os olhos dele estivessem tirando fotos. Ele acertou cada nota, eu só consigui pensar: "Como diabos esse cara consegue entender a fisicalidade, os espaços, o silêncio, o grito, a agressividade, a vulnerabilidade, a interação com a câmera, e saber cada detalhe?", contou Iñárritu em entrevista à GQ Magazine.

Digger estreia na próxima quinta-feira, 1º de outubro, nos cinemas brasileiros.

Criada no palco, sempre foi movida pela arte. Defensora ferrenha de Crepúsculo e Ricardo Darín, fala pelos cotovelos sobre as histórias que vemos nas telas e nos bastidores.
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