Ridley Scott afirma categoricamente que "apenas três roteiros para meus filmes me cativaram imediatamente": Um deles é Ponto Sem Retorno
Marco Rigobelli
Marco é tradutor e redator. Tem uma história pessoal com O Bebê de Rosemary, acha que 10 Coisas que Eu Odeio em Você é um dos maiores filmes já feitos e pode passar horas contando fatos aleatórios sobre O Senhor dos Anéis.

O diretor não tem pudores em inflar a história pós-apocalíptica do seu último filme, mesmo que tenha tido de poli-la.

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Ele está há algum tempo sem fazer um verdadeiro sucesso de bilheteria, mas não será por falta de vontade de Ridley Scott na hora de tentar oferecer um espetáculo cinematográfico e, com certeza, não é por falta de empenho em dar declarações que deem o que falar. É quase mais empolgante ver o que ele vai soltar para a imprensa enquanto promove seu último filme do que o filme em si.

O diretor britânico voltou às telas de cinema com o drama pós-apocalíptico Ponto Sem Retorno e, como costuma acontecer, oferece sua própria visão de como tem sido sua carreira, da qual não hesita em reivindicar a autoria. Mesmo que com frequência tenha se dedicado mais a buscar roteiros do que a criá-los ou desenvolvê-los.

Cão velho não aprende truques

Em conversa com Martina Barone para a GQ, Scott observa como, em algumas ocasiões, seguir seu instinto visceral o levou ao sucesso, sobretudo quando se tratava de ficção científica. Foi neste gênero que ele encontrou os únicos “três roteiros em toda a minha carreira [que] me impressionaram de imediato”. Esses roteiros são os de Alien, o Oitavo Passageiro, Perdido em Marte e, claro, o do filme que está promovendo: Ponto Sem Retorno.

Esse amor imediato não significa que não seja necessário realizar mais trabalho posteriormente. As reescrituras do roteiro original de Dan O’Bannon para Alien foram muito documentadas, por exemplo. Scott também decidiu que o roteiro de Ponto Sem Retorno precisava de ajustes e pediu ao roteirista Mark L. Smith para modificar o terceiro ato.

“Precisava de uma perspectiva realista”, então Smith e Scott introduziram o personagem de Jacob Elordi em uma situação que não acontece no livro. É uma decisão que chega perto de ser inspirada, o que leva a se perguntar por que não decidiram trabalhar mais no restante do roteiro para entregar um filme ao menos razoável.

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