O novo filme de Jason Statham vazou acidentalmente no Prime Video antes de seu lançamento nos cinemas, e os distribuidores estão furiosos. "É uma tremenda mancada"
Marco Rigobelli
Marco é tradutor e redator. Tem uma história pessoal com O Bebê de Rosemary, acha que 10 Coisas que Eu Odeio em Você é um dos maiores filmes já feitos e pode passar horas contando fatos aleatórios sobre O Senhor dos Anéis.

O thriller, intitulado Código: Vingança, passou várias horas na plataforma: tempo mais do que suficiente para já estar circulando como rastro de pólvora na Internet.

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Sempre digo aquilo de que "Os caminhos da indústria cinematográfica são inescrutáveis", mas, dentro da imprevisibilidade habitual, acontecem coisas que, diretamente, parecem não fazer sentido. Ontem mesmo, os limites do absurdo foram ultrapassados quando o Amazon Prime Video fez algo que, como ressaltou um usuário do X, muito provavelmente vai fazer com que alguém seja demitido na empresa.

Foi sem querer querendo

Acontece que, há algumas horas, antecipando-se à sua estreia nos cinemas, a plataforma de streaming de Jeff Bezos vazou por acidente Código: Vingança, o último filme de Jason Statham cujo orçamento está estimado em cerca de 40 milhões de dólares. O longa, segundo apurou o Deadline, ficou disponível no catálogo do serviço por várias horas ao ser publicado na íntegra na seção onde, via de regra, só são exibidos trailers.

Como era de se esperar, este incidente não caiu nada bem para os compradores internacionais dos direitos de distribuição do filme. Um deles, óbvia e compreensivelmente irritado, declarou ao veículo que repercutiu a notícia o seguinte:

Esta é uma situação sem precedentes. É uma cagada gigantesca. Nunca estive nessa situação antes. O que está claro é que este é um problema multimilionário para a Amazon, e os compradores vão esperar que cheques sejam assinados para ajudar a resolvê-lo.

Essa ideia está alinhada com a de uma pessoa que trabalhou no projeto, que afirma que "Haverá sérias repercussões para a distribuição". Na verdade, ao contrário do que diz o depoimento anterior, existe sim um precedente semelhante —guardadas as devidas proporções—, que é o da Netflix, que recebeu um processo no valor de 105 milhões de dólares depois que um disco rígido com um longa-metragem inédito de Nicolas Cage intitulado Fortitude foi roubado de seus escritórios.

Por enquanto, Amazon, Lionsgate, a equipe de produção e os representantes de Statham não se manifestaram para dar seus dois tostões sobre a polêmica do momento. O que está claro é que bastaram apenas algumas horas para que Código: Vingança estivesse correndo como rastro de pólvora nos "circuitos de distribuição alternativa" que todos conhecemos.

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