Diretor de O Homem que Sussurra revela o crime real que influenciou a pista mais importante do mistério da Netflix: "Acho que não dá para ficar pior do que isso"
Jornalista em formação dividida entre a paixão pelo cinema e pela música. Como coração é grande, cabe desde comédias românticas até documentários musicais. Sempre em busca de encaixar sua devoção por Jorge Ben Jor e John Carpenter em alguma conversa.

Já disponível na Netflix, o suspense foi além do livro em que se baseou e resolveu se inspirar num caso criminal real para construir as pistas de seu mistério.

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A busca obstinada de um pai e um avô pelo filho e neto desaparecido é o motor da trama de O Homem que Sussurra, o novo thriller de sucesso da Netflix baseado no livro homônimo do autor britânico Alex North. O drama familiar e criminal acompanha os esforços de Tom (Adam Scott), um escritor de romances policiais, em investigar o sequestro do filho Jake (Acston Luca Porto).

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Enquanto tenta encontrá-lo, o autor precisa se reaproximar do pai, o detetive aposentado Pete Willis (Robert De Niro). Isso porque o mistério do desaparecimento pode estar conectado com um antigo e infame caso resolvido por Pete: os assassinatos em série de várias crianças pequenas cometidos por Frank Carter (Michael Keaton), também conhecido como o Homem Sussurro.

Com o tempo se esgotando para recuperar o menino, Pete e Tom se juntam à detetive responsável pela investigação, Amanda Beck (Michelle Monaghan), para desvendar as inúmeras pistas deixadas pelo assassino, como as macabras e misteriosas fitas cassete com gravações do criminoso entrevistando Jake. Há um problema, porém: o Homem Sussurro original está encarcerado em prisão perpétua; portanto, quem quer que esteja sequestrando e matando crianças novamente só pode ser outra pessoa.

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Diante desse mistério assustador, o diretor James Ashcroft fez questão de deixá-lo ainda mais macabro ao utilizar uma referência da vida real para compor parte dos rastros do mistério. Durante uma entrevista para a Entertainment Weekly, o cineasta contou que há um precedente histórico verdadeiro para o assassino enviar pelo correio áudios em fita cassete de conversas com suas vítimas.

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Ashcroft ouviu um trecho de uma gravação real dos assassinos em série Ian Brady e Myra Hindley, dupla que sequestrou, torturou e matou várias crianças na Inglaterra, no que hoje é conhecido como os assassinatos do pântano.

Eram apenas vozes, eles conversando com essa criança e gravando tudo para quaisquer que fossem seus próprios propósitos”, diz Ashcroft. “E havia algo tão banal nisso que tornava a situação ainda mais aterrorizante. No fim das contas, estamos falando de um adulto exercendo poder sobre uma criança inocente. E não acho que possa ficar pior do que isso.”

Na entrevista, o diretor também refletiu sobre os motivos do assassino ter deixado pistas para os investigadores que estavam no seu encalço. “Acho que isso apenas demonstra o egocentrismo e o narcisismo do próprio Frank”, comenta ele.

E dá para perceber isso, eu acho, naquelas cenas com o De Niro, de que ele [Frank] é alguém que simplesmente precisa ter a palavra final. Ele precisa torcer a faca na ferida. Ele precisa tentar controlar a situação. Então, acho que as pessoas que agem dessa maneira geralmente têm algum tipo de necessidade de controle, quer elas realmente o tenham ou não, ou estejam fazendo isso apenas por si mesmas.”, concluiu.

O Homem que Sussurra já está disponível na Netflix.

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