Hoje no streaming: Um sucesso de bilheteria com Denzel Washington – do diretor de De Volta para o Futuro!
Fanática por filmes e séries, Ana possui um acervo de informações aleatórias sobre cultura pop e gosta de encarar câmeras imaginárias como se estivesse em Fleabag ou The Office.

Sob a direção de Robert Zemeckis, Denzel brilha no drama O Voo como um piloto criticado após realizar uma manobra arriscada. Ironicamente, o próprio filme também virou alvo de críticas...

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Com sucessos estrondosos como Uma Cilada para Roger Rabbit, Forrest Gump ou a trilogia De Volta para o Futuro, Robert Zemeckis conquistou um lugar na linha de frente do mainstream de Hollywood. Depois de Náufrago, contudo, seu toque certeiro para sucessos diminuiu — o que não significa que Zemeckis deixou de emplacar hits desde então. Seu drama sobre vício O Voo, estrelado por um fabuloso Denzel Washington, arrecadou mais do que o quíntuplo do seu orçamento nas bilheterias. Além disso, a produção de 31 milhões de dólares garantiu duas indicações ao Oscar: uma para Washington como Melhor Ator e outra para Melhor Roteiro Original.

O Voo: Um piloto, muitas revoluções

O avião do piloto Whip Whitaker (Washington) sofre uma falha mecânica, e um acidente fatal parece inevitável! Então, Whitaker realiza uma manobra ousada, transformando a potencial tragédia total em um pouso forçado controlado. Na colisão, Whitaker perde a consciência — e quando acorda no hospital, descobre que salvou 96 vidas.

Contudo, dois membros da tripulação e quatro passageiros morreram. Trágico, mas, diante do cenário previsto antes da intervenção corajosa de Whitaker, é também um pequeno milagre. No entanto, vem à tona que Whitaker é alcoolista e consome drogas pesadas regularmente, e estava sob o efeito de substâncias no dia fatídico. A companhia aérea tenta encobrir a situação — mas um comitê de investigação encurrala Whip...

O drama comovente e por vezes amargamente cômico apoia-se principalmente nos ombros de Washington: o mestre da atuação entrega uma performance impressionante como o herói que luta contra si mesmo, seu vício e as circunstâncias externas. O modo como a altivez pela manobra bem-sucedida, a raiva da oposição, uma imensa culpa e o exaustão se misturam em seu olhar é espetacular.

Mas o roteiro de John Gatins também convence: embora a direção de Zemeckis seja um pouco arrastada em alguns momentos, isso é compensado pelas transições fluidas e convincentes entre remorso, humor ácido, uma crise existencial de fé e rebeldia que a narrativa de Gatins oferece.

Uma cervejaria se sentiu mal representada

A cervejaria Anheuser-Busch não gostou nem um pouco dessa mistura de tons: em O Voo, as profundezas do alcoolismo de Whitaker são retratadas de forma crua e dolorosa — incluindo momentos em que logotipos de marcas sorriem para ele de forma sedutora. Em outros momentos, fica claro como o piloto percebe o álcool de forma prejudicial: como um amigo confortante e encorajador que desperta o êxtase.

A marca norte-americana Budweiser, da Anheuser-Busch, é exibida várias vezes, e por isso o conglomerado exigiu que a Paramount Pictures censurasse ou alterasse o logotipo no filme. A marca de vodka Stolichnaya também se queixou da aparição e exigiu ser removida de O Voo. No entanto, essas reclamações enfáticas foram rejeitadas: como explicou o especialista jurídico Daniel Nazer à NPR, os cineastas não precisam da autorização das marcas para usá-las em suas obras, desde que esse uso tenha relevância artística.

O Voo está no Paramount+.

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