"Você trabalha com diretores que são uns porcos": Gary Oldman critica duramente este vencedor de três Oscars
Fanática por filmes e séries, Ana possui um acervo de informações aleatórias sobre cultura pop e gosta de encarar câmeras imaginárias como se estivesse em Fleabag ou The Office.

Há 35 anos, Gary Oldman trabalhou com um diretor famoso e controverso que tornou sua vida no set extremamente difícil. Hoje, ele prefere evitar esse tipo de colaboração, mesmo que o resultado seja um ótimo filme!

>

Mais de 40 anos após o início de sua carreira, Gary Oldman continua sendo um dos atores coadjuvantes mais requisitados de Hollywood. Ele ganhou um Oscar por sua interpretação de Winston Churchill em O Destino de uma Nação, interpretou Sirius Black em vários filmes de Harry Potter e, claro, colaborou com uma série de cineastas renomados. Entre eles estão: Luc Besson, Francis Ford Coppola, Tony Scott, Ridley Scott, Christopher Nolan e David Fincher.

Mas, hoje em dia, Oldman não escolhe mais diretores com base na fama, e sim em preferências pessoais. Seu trabalho com um cineasta cult controverso influenciou significativamente isso: em 1991, Oldman atuou diante das câmeras de Oliver Stone, vencedor de três Oscars, com quem filmou o épico político JFK - A Pergunta Que Não Quer Calar.

Gary Oldman se arrependeu de trabalhar com este diretor renomado

Oldman interpretou Lee Harvey Oswald, que foi preso como suspeito do assassinato do presidente americano John F. Kennedy e morto a tiros dois dias depois por Jack Ruby (interpretado por Brian Doyle-Murray no filme). O papel foi relativamente pequeno – o thriller de conspiração repleto de estrelas se concentra nas investigações do promotor público Jim Garrison (Kevin Costner) – mas Oldman realizou uma extensa pesquisa por conta própria e conheceu, entre outras pessoas, a viúva de Lee Harvey Oswald, Marina Oswald.

JFK foi um enorme sucesso para todos os envolvidos: apesar de sua longa duração de 189 minutos, o filme arrecadou mais de US$ 205 milhões nas bilheterias, recebendo oito indicações ao Oscar e ganhando duas estatuetas (Melhor Montagem e Melhor Fotografia). No entanto, Oldman, em particular, guarda lembranças desagradáveis ​​das filmagens.

Ele revelou isso em diversas ocasiões: em 2008, falou negativamente sobre sua colaboração com Oliver Stone – e em 2022, durante uma retrospectiva no British Film Institute, entrou em ainda mais detalhes. Descreveu o diretor como, entre outras coisas, "impulsivo" e "vaidoso".

"Essa profissão atrai valentões"

“Não sei porquê, mas esta profissão atrai valentões”, continuou Oldman. “Você trabalha com alguns diretores que, devo dizer, são uns porcos. [...] Já participei de alguns filmes muito bons feitos por porcos. Não faria isso comigo de novo.” Ele prefere trabalhar com pessoas “humanas” e de quem também gosta pessoalmente.

Mais tarde, em entrevista ao Deadline, quando questionado sobre suas duras palavras, Oldman suavizou um pouco seu tom – disse que não se referia tanto a diretores de cinema, mas sim a diretores de teatro. No entanto, Oldman não afirmou explicitamente que pretendia excluir Stone de suas críticas. "Ele é durão", disse o ator. Uma coisa parece certa: os dois nunca serão melhores amigos.

facebook Tweet
Links relacionados