57 anos de carreira, um Globo de Ouro e banimento do Oscar: Hoje, um dos maiores galãs de Hollywood completa 77 anos
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Estrela de clássicos como Uma Linda Mulher, Gigolô Americano e Chicago, Richard Gere se consolidou como um dos mais ecléticos atores da indústria cinematográfica americana.

Poucos atores podem esbanjar uma carreira longeva e multifacetada como Richard Gere, ator americano que completa hoje 77 anos. O astro se tornou um galã de Hollywood nas décadas de 1980 e 1990, acumulando alguns dos créditos mais bem-sucedidos do cinema. A lista é invejável: Uma Linda Mulher, Chicago, Gigolô Americano, As Duas Faces de um Crime, entre outros longas de sucesso.

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De par romântico fiel a mulherengo incorrigível, até advogado ganancioso e metalúrgico, Gere já fez todo tipo de personagem, assim como já trabalhou com alguns dos diretores mais renomados da indústria. Novamente, a lista é surpreendente: Richard Brooks, Paul Schrader, Akira Kurosawa, Terrence Malick, etc. Completando quase 60 anos de carreira, a estrela, que nasceu na Filadélfia, faz parte de uma Hollywood que não existe mais, porém ainda merece ser cultuada e celebrada.

Miramax

Assim como muitos atores de renome, Gere começou sua trajetória nos palcos. Na década de 1970, o ator não apenas participou da produção inglesa do musical Grease na pele do protagonista Danny Zucko, como também foi um dos primeiros astros de grande notoriedade a interpretar um personagem homossexual na Broadway: o vigarista Max, um dos homens gays vítima do Holocausto da peça Bent (1979).

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Quando finalmente embarcou nas telonas, em meados da década de 1970, Gere começou a chamar atenção de verdade no longa Cinzas no Paraíso, de Terrence Malick. A virada de chave, porém, veio com o papel em Gigolô Americano, icônico filme de Paul Schrader, que o catapultou para o estrelato em Hollywood. A partir daí, era questão de tempo até o ator entrar num projeto que o fizesse ser reconhecido pelas mais aclamadas premiações do cinema, o que, de fato, logo aconteceu.

Buena Vista/Getty Images

Em 1982, ele conquistou Debra Winger e os votantes do Globo de Ouro em A Força do Destino. Essa foi sua primeira indicação ao prêmio, no qual só ganharia sua primeira estaueta em 2003, por sua atuação no musical Chicago. O resto dos anos 80 não foram tão favoráveis para a carreira de Gere, com filmes de pouca expressividade de bilheteria e crítica.

Logo, entretanto, o talento do ator falou mais alto e os anos 90 chegaram para arrebatar de vez sua filmografia com o título mais popular de sua carreira: o drama romântico Uma Linda Mulher. Junto com Julia Roberts, Richard Gere, hoje, faz parte do panteão das comédias românticas. Mais tarde, já no final do milênio, em 1999, os dois iriam se reunir para a produção de mais um clássico, o romance Noiva em Fuga. Nesse mesmo ano, Gere seria eleito o homem mais sexy do mundo pela revista People.

O momento em que Richard Gere quebrou o protocolo e foi banido do Oscar

Vinnie Zuffante/Getty Images

Apesar de ter performances bastante elogiadas pela crítica, e de ter participado de títulos vencedores de Oscar, Gere nunca chegou a ser indicado ao prêmio. O astro, em 1993, inclusive, foi supostamente banido da premiação por conta de um discurso amplamente político que fez durante a cerimônia da 65ª edição.

Na ocasião, ao anunciar a categoria de Melhor Direção de Arte, Gere protestou contra o governo chinês, clamando pelo fim da supressão de direitos humanos no território e no Tibete. A declaração improvisada levou o astro a ser ativamente excluído das cerimônias por 20 anos. Em 2003, ele retornou para celebrar as 13 indicações e a grande vitória como Melhor Filme do longa Chicago.

Luiza Zauza
Jornalista em formação dividida entre a paixão pelo cinema e pela música. Como coração é grande, cabe desde comédias românticas até documentários musicais. Sempre em busca de encaixar sua devoção por Jorge Ben Jor e John Carpenter em alguma conversa.
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