Milhões de pessoas assistiram A Odisseia vazado e Universal garante que haverá consequências: "Tomaremos todas as medidas legais cabíveis"
Giovanni Rodrigues
-Redação
Já fui aspirante a x-men, caça-vampiros e paleontólogo. Contudo, me contentei em seguir como jornalista. É o misto perfeito entre saber de tudo um pouquinho e falar sobre sua obsessão por nichos que aparentemente ninguém liga (ligam sim).

O filme de Christopher Nolan foi visto por mais de dois milhões de pessoas nas duas horas em que esteve disponível na rede social de Elon Musk.

>

Desde muito antes de sua estreia nos cinemas, falou-se extensamente sobre a infinidade de opções para assistir a A Odisseia, de Christopher Nolan, nas telonas. As opções variavam de exibições em salas convencionais ao todo-poderoso e espetacular IMAX 70 mm, passando, é claro, pelo clássico formato fotoquímico em 35 mm.

A odisseia de A Odisseia

O que não esperávamos era que, dez dias após a estreia, a adaptação do poema épico de Homero encontrasse uma nova janela de exibição no X (antigo Twitter), onde foi publicada uma cópia pirata em alta qualidade que, em cerca de 150 minutos, acumulou pouco mais de dois milhões de visualizações.

Como era de se esperar, o vídeo, que começou a viralizar após um repost que dizia "Alguém postou A Odisseia inteira no X. Dá para acreditar?", foi removido e substituído por uma notificação de retirada de conteúdo; tudo isso acompanhado da devida suspensão da conta responsável pela publicação original.

A Universal, produtora e distribuidora do longa-metragem, divulgou o seguinte comunicado explicando a situação e seu modus operandi em casos como este (via Deadline):

"Percebemos que o filme havia sido publicado sem autorização e iniciamos imediatamente os procedimentos para sua remoção. Levamos as violações de direitos autorais muito a sério e tomaremos todas as medidas legais cabíveis para proteger nosso conteúdo e nossos direitos de propriedade intelectual."

Como uma cópia em alta qualidade de A Odisseia vazou continua sendo um mistério até o momento. A teoria mais lógica, por enquanto, é o roubo do arquivo do disco rígido que contém o filme nas exibições padrão em DCP (Digital Cinema Package) por parte de algum funcionário de cinema, embora não se deva descartar hipóteses de o vazamento ter vindo diretamente da cadeia de pós-produção.

Seja como for, parece que este incidente, ocorrido no último dia 25 de julho, não causou grandes estragos a A Odisseia, que já acumula a incrível marca de 640 milhões de dólares após seu segundo final de semana em cartaz. Elon Musk, por sua vez, não comentou nada a respeito em sua rede social; talvez esteja ocupado escrevendo prompts para o Grok para criar a versão "antiwoke" que prometeu aos seus seguidores como presente de Natal.

facebook Tweet
Links relacionados