30 filmes por ano, um novo Jurassic Park e adeus à ficção científica espacial: Este é o novo plano da Netflix para seus filmes originais
Marco Rigobelli
Marco é tradutor e redator. Tem uma história pessoal com O Bebê de Rosemary, acha que 10 Coisas que Eu Odeio em Você é um dos maiores filmes já feitos e pode passar horas contando fatos aleatórios sobre O Senhor dos Anéis.

Superbad, Quem Vai Ficar com Mary? ou Poder Sem Limites são outros filmes que vão usar como modelo na Netflix.

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Na Netflix, eles não costumam ser muito fãs de dar detalhes claros sobre quais são seus objetivos na hora de dar luz verde a alguns projetos ou cancelar outros. Tudo isso foi por água abaixo graças ao The Insneider, onde foi detalhado o novo plano de futuro da Netflix para seus filmes com uma precisão totalmente inesperada.

O primeiro ponto concorda com o que a própria plataforma tinha nos prometido de fazer menos filmes originais por ano. O objetivo da equipe comandada por Dan Lin é que essa linha caia para 30 filmes por ano, sendo mais surpreendente a decisão de descartar diretores iniciantes e dar prioridade ao trabalho com realizadores experientes. Com isso, busca-se que a taxa de conclusão aumente o máximo possível, pois essa é a métrica que realmente interessa aos executivos da plataforma, e não o suposto número de visualizações.

Todos os detalhes sobre os próximos filmes da Netflix

Além disso, a Netflix está especialmente interessada em ressuscitar o cinema de ação dos anos 90 e do início do século. Buscam-se abordagens mais realistas e um fortalecimento do suspense. Por outro lado, o cinema de ficção científica espacial ou os relatos de fantasia mais densos serão praticamente erradicados em favor de uma ficção científica realista ambientada na Terra. Ou seja, nada de mais coisas ao estilo Rebel Moon.

Já com o cinema de terror haverá mais margem, buscando alternar projetos de baixo custo que partam de ideias atraentes com produções mais caras em que a presença de alguma estrela de Hollywood sirva como atrativo adicional para o público. Mas claro, o tempo de ficar com filmes de terror descartados por outras distribuidoras chegou ao fim.

Por outro lado, tanto as comédias quanto as comédias românticas serão muito importantes. Aqui vale desde veículos para o destaque de seu protagonista, como os filmes estrelados por Adam Sandler, até produções de elenco mais coral, com Missão Madrinha de Casamento como principal referência nesse ponto. Também haverá a aposta em filmes de comédia mais direcionados a um público específico ao estilo de Superbad - É Hoje, mas tentando sempre manter o orçamento abaixo dos 20 milhões de dólares.

No que diz respeito às comédias românticas, o plano da equipe supervisionada por Jason Young é impulsionar propostas mais irreverentes com modelos como Quem Vai Ficar com Mary? ou Amor a Toda Prova. Mas claro, eles também colocam no mesmo barco Para Todos os Garotos que Já Amei, um dos grandes sucessos da plataforma.

Blockbusters e projetos híbridos

O objetivo de tudo isso é "criar o filme favorito de alguém", por isso é lógico que, por exemplo, também busquem criar uma nova franquia ao estilo Jurassic Park dentro do cinema de aventura. Tampouco esquecem as comédias mais voltadas para o público familiar como Uma Babá Quase Perfeita, embora, se possível, direcionando-as a datas festivas populares que sirvam como atrativo adicional para o público.

Entre seus objetivos prioritários também estão fazer filmes híbridos que misturem animação e live-action, cinema de estilo juvenil diferente do habitual ao estilo de Poder Sem Limites ou convencer artistas de outros campos, como o mundo da música, a se aventurarem na realização de filmes familiares.

A verdade é que não soa nada mal, mas uma coisa é propor algo e outra muito diferente é o que acaba chegando à plataforma. Pelo menos percebe-se uma certa tentativa de parar de fazer tantas produções ruins, mas também não descarto que continuem fazendo, embora apresentando-as de forma mais atraente.

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