Um dos maiores atores do mundo só teve seu grande sucesso aos 53 anos: Uma atuação vencedora do Oscar para a eternidade!
Giovanni Rodrigues
-Redação
Já fui aspirante a x-men, caça-vampiros e paleontólogo. Contudo, me contentei em seguir como jornalista. É o misto perfeito entre saber de tudo um pouquinho e falar sobre sua obsessão por nichos que aparentemente ninguém liga (ligam sim).

Embora já estivesse quase na metade dos 50 anos, Anthony Hopkins subiu para o primeiro escalão de Hollywood com o lendário Dr. Hannibal Lecter. Porém, sua consagração como estrela mundial quase não aconteceu devido a um equívoco do roteiro.

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Ao lado de marcos inesquecíveis como Seven - Os Sete Crimes Capitais ou Fogo Contra Fogo, O Silêncio dos Inocentes, de Jonathan Demme, figura entre os filmes mais influentes dos anos 1990. O thriller psicológico focado na agente do FBI Clarice Starling e no assassino em série canibal Hannibal Lecter virou o gênero do avesso. Além disso, foi uma das raras produções na história a vencer os cinco prêmios principais do Oscar.

Duas das estatuetas de ouro foram para os protagonistas Jodie Foster e Anthony Hopkins, que entregou uma das performances mais memoráveis de todos os tempos como Lecter. Mesmo 35 anos após o lançamento de O Silêncio dos Inocentes, o lendário ator ainda descreve o papel do psiquiatra manipulador como, de longe, o mais importante de toda a sua carreira.

O Silêncio dos Inocentes: o papel mais importante na carreira de Anthony Hopkins

No verão de 1989, o galês, então com 51 anos, estava nos palcos de Londres encenando a peça M. Butterfly. Naquela época, Hopkins já havia participado de alguns filmes de Hollywood (como O Homem Elefante e Rebelião em Alto-Mar), mas ainda estava muito distante do status de superestrela. Foi quando seu agente lhe enviou o roteiro de O Silêncio dos Inocentes (cujo título original em inglês é The Silence of the Lambs, ou "O Silêncio dos Cordeiros").

Ao ler o título, Hopkins pensou inicialmente que se tratava de uma história infantil ou de um conto de fadas sobre "cordeirinhos". No entanto, ao saber que Jodie Foster (Taxi Driver) — uma atriz que ele admirava muito — já havia assinado contrato para o projeto, seu interesse despertou. Segundo a lenda, ele se sentou em uma tarde quente de verão em 1989 e começou a ler o texto.

O impacto das primeiras páginas

A atmosfera angustiante e a história refinada do roteirista Ted Tally (baseada no romance de Thomas Harris) deixaram o ator em uma espécie de estado de choque. Logo após as primeiras dez páginas, ele deixou o roteiro de lado. Em seguida, ligou para seu agente e perguntou, incrédulo, se a proposta era realmente séria. Hopkins interrompeu a leitura logo no início justamente porque não queria criar falsas esperanças em relação ao papel. Afinal, o personagem Lecter era "o melhor que ele já havia lido", como admitiu anos mais tarde (via Far Out Magazine).

Pouco depois, seu agente confirmou que o diretor Jonathan Demme realmente queria Hopkins para o papel de Lecter. Dias mais tarde, o cineasta foi jantar na casa do ator e assegurou que a oferta era legítima. Hopkins aceitou o desafio e deu vida ao personagem que, segundo o próprio artista, "mudaria tudo".

Após sua performance premiada com o Oscar, ele passou a integrar o grupo de elite de Hollywood e podia praticamente escolher seus projetos. Desde então, vieram mais quatro indicações ao prêmio mais importante do cinema mundial e um segundo Oscar em 2021 (por seu papel em Meu Pai).

O Silêncio dos Inocentes está disponível para streaming no MGM+, Mubi e Paramount+.

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