Os primórdios da lenda dos filmes de ação foram difíceis. Arnold Schwarzenegger foi bastante criticado por sua atuação em Cactus Jack, o Vilão.
Em 2026, tendo desfrutado de grandes clássicos de ação como Comando para Matar, O Vingador do Futuro, O Predador e a saga O Exterminador do Futuro, além de Conan, o Bárbaro é muito difícil imaginar como seria o gênero sem a figura imponente de Arnold Schwarzenegger. No entanto, antes de se tornar um ícone, o ator passou por momentos difíceis em Hollywood. Ele teve que lidar com uma indústria que o menosprezava e uma imprensa que o ridicularizava em suas críticas.
E embora tenha estreado relativamente cedo após chegar aos Estados Unidos com Hércules em Nova York, onde sua voz foi dublada, e depois tenha feito uma breve participação especial em um filme noir, ele passou praticamente cinco anos sem trabalho. Mas não era só isso. Encontrar um agente em Hollywood também era uma missão impossível. Nas reuniões, agentes e executivos de estúdio eram incrivelmente indelicados, fechando a porta na sua cara e dizendo que ele era "grande demais" e "musculoso demais". "Todos eles tinham mais ou menos a mesma frase: 'Não podemos te vender agora. Estamos nos anos 70. Dustin Hoffman é o galã. Al Pacino é o galã. Todos eles são baixinhos. São o seu oposto'", relembrou ele em Arnold, disponível na Netflix.
Arnold Schwarzenegger foi detonado por sua atuação em Cactus Jack, o Vilão: "Por sorte, eu não precisei do dinheiro"
E, no entanto, algo resultou disso. Aos poucos, ele foi conquistando seu espaço como ator, encontrando papéis cada vez mais adequados, aguardando um mundo que estava prestes a mudar e onde os caras durões e imponentes estariam em alta. Ele conseguiu perseverar e esperar pelos filmes que o transformariam em uma estrela sem recorrer a papéis coadjuvantes duvidosos porque, "felizmente, eu não precisava do dinheiro".
Mas isso não o impediu, como dissemos, de ter que ler críticas ocasionais capazes de derrubar um gigante como ele. Isso aconteceu em 1979.
Naquele ano, Schwarzenegger assinou contrato para participar de Cactus Jack, o Vilão, um faroeste cômico com roubos e tiroteios, onde contracenou com uma lenda absoluta de Hollywood como Kirk Douglas. O filme, na verdade, foi um fracasso de bilheteria e não foi bem recebido pela imprensa, que não hesitou em criticar duramente o fisiculturista que virou ator: "Uma das críticas dizia que o cavalo tinha expressões faciais melhores que as de Schwarzenegger", continuou o ator, relembrando.
Sejamos claros, nem tudo foi ruim naquela década. Em 1976, o vimos em O Guarda-Costas ao lado de Jeff Bridges, filme que lhe rendeu o Globo de Ouro de Melhor Ator Revelação. Ele chegou a ser cotado para o papel de Superman, que acabou ficando com Christopher Reeve. Mas é evidente que sua carreira só decolou de verdade nos anos 80 com Conan, O Exterminador do Futuro e todos aqueles sucessos de bilheteria que não precisam de muita apresentação, já que sabemos que vocês os adoram.
Cactus Jack, o Vilão conta a história de um jovem cowboy interpretado por Schwarzenegger que precisa escoltar a herdeira Charming Jones em uma viagem que, em teoria, deveria ser simples, mas logo se transforma em uma série de sabotagens, armadilhas e acidentes causados pelo desastrado, porém incansável, Cactus Jack (Kirk Douglas), um fora da lei contratado para roubar o dinheiro deles. Não é exatamente um grande faroeste, mas é uma joia rara que vale a pena descobrir.