Barack Obama indicou este livro nas férias de verão. Depois virou filme da Netflix com Julia Roberts, Ethan Hawke e Mahershala Ali
Victoria Fernandes
-Redatora
Apaixonada por histórias que unem emoção e estética. Ama romances de época e o charme do cinema francês. Fascinada por distopias e tudo que é cyberpunk. Defensora do cinema brasileiro e do que ele tem de mais humano, criativo e vibrante.

Duas famílias presas numa mansão sem internet, sem TV e sem sinal, tentando entender se o mundo acabou lá fora. O thriller que os Obama produziram — e que divide leitores até hoje.

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Amanda e Clay alugam uma casa em um lugar remoto de Long Island com a expectativa de curtir uma semana de férias com os dois filhos adolescentes. No entanto, uma batida na porta tarde da noite traz uma mudança inesperada: eles se deparam com um casal em pânico que afirma ser os proprietários e alega que uma queda repentina de energia devastou a cidade. Sem acesso à TV nem sinal de internet ou rede de telefone, não há como checar a veracidade das informações.

O mundo depois de nós

O livro não explica o que causou o colapso — e essa foi uma decisão deliberada do autor. Rumaan Alam explicou: "Essa é fundamentalmente uma história sobre não saber. O que é mais assustador sobre a vida do que o fato de que nunca sabemos o que vai acontecer com a gente? Eu sinto que ser vago sobre a ameaça é a única maneira de escrever sobre isso."

O ex-presidente Barack Obama incluiu o romance de Alam em sua lista de leituras de verão de 2021. Dois anos depois, o livro ganhou uma adaptação dirigida por Sam Esmail, criador de Mr. Robot, com produção de Barack e Michelle Obama — o primeiro filme de ficção produzido pela empresa dos Obama, a Higher Ground Productions.

O autor apoiou as mudanças feitas na adaptação: "Eu escrevi meu livro; eu tive a oportunidade. Isso é o que eu faço; é a minha coisa, e o filme é a coisa do Sam." As diferenças entre os dois são significativas — inclusive o final, mais aberto no livro do que na tela. Dlivros

Com O mundo depois de nós, Rumaan Alam foi finalista do National Book Award e do Orwell Prize. O livro é publicado no Brasil pela Editora Intrínseca, com tradução de Alberto Flaksman, e tem 272 páginas.

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