Polo de novidades do cinema, da música e TV contemporâneas, a Coreia do Sul vem conquistando cada vez mais espaço no palco da produção artística mundial.
Já é mais do que evidente que a produção artística da Coreia do Sul tomou o mundo de arrastão. Dos kpop aos k-dramas, o ocidente foi conquistado pelo jeito de fazer TV e música do país asiático. Não seria diferente com o cinema sul coreano que, talvez há mais tempo que as outras duas produções, já ganhava os círculos de críticos, festivais pelo mundo e o público com suas histórias criativas e estéticas inovadoras.
Conheça 5 obras-primas do cinema alemão que mostram a potência artística da tetracampeã que joga hoje contra a Costa do MarfimSe nesse século chegamos ao feito inédito de um filme coreano ganhar o principal prêmio da noite do Oscar, o time asiático vem trilhando uma forte campanha para conquistar o título da Copa. Para conhecer ainda mais a potência artística desse país, o AdoroCinema reuniu 5 joias sul-coreanas para você sair do óbvio e ainda entrar no clima do jogo entre Coreia do Sul x África do Sul
Splendid Outing
Bem antes de Bong Joon Ho e Park Chan-wook catapultarem a Coreia do Sul para as telonas do mundo todo, o cinema coreano se fundou logo depois da Guerra da Coreia. Com essa iminente indústria, nasceu a Era de Ouro da produção cinematográfica sul-coreana, culminando em obras ecléticas, inovadoras e seminais de cineastas como Kim Soo-yong. Splendid Outing é uma de suas obras mais famosas, lançada em 1978, já distante da época mais proeminente da renascença do cinema coreano, mas parte de uma era de transformação inventiva e experimental da produção coreana.
Na trama, uma bem-sucedida executiva é assombrada por sonhos estranhos de sua irmã gêmea falecida. Atormentada por essas visões de um passado enterrado, ela deixa a cidade rumo ao litoral. Lá, entretanto, ela é inexplicavelmente sequestrada e levada para uma remota ilha de pescadores, onde um homem insiste que ela é sua esposa desaparecida.
Il Mare
Dirigido por Lee Hyun-seung, Il Mare conta a história de um homem e uma mulher que, separados no tempo, moram na mesma casa do lago, mas são capazes de se comunicar misteriosamente pela caixa de correio da residência. Tudo começa no ano de 1999, quando a jovem Eun-joo muda-se da casa litorânea para retornar à cidade e deixa uma carta na caixa de correio com instruções para o próximo proprietário enviar toda a sua correspondência para seu novo endereço.
No ano de 1997, entretanto, o primeiro dono da casa, um arquiteto chamado Sung-hyun, acaba de mudar-se para o novo lar e encontra o cartão de Eun-joo. Pensando ser brincadeira, o jovem a responde através da caixa e sua resposta inexplicavelmente chega até ela, dando início a uma história de amor em tempos paralelos, separada por um intervalo de dois anos.
Ha Ha Ha
Um dos mais celebrados e prolíficos diretores coreanos contemporâneos, Hong Sang-soo ganhou o prêmio Un Certain Regard do Festival de Cannes por Ha Ha Ha. A trama acompanha dois amigos que, ao saírem para beber juntos, compartilham memórias afetivas de suas visitas à mesma cidade litorânea de Tongyeong. À medida que as histórias se desenrolam em flashbacks, eles percebem que estavam no mesmo lugar, na mesma hora e conheceram e se envolveram com as mesmas pessoas.
Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera
Primavera, Verão (...) é obra do transgressor diretor Kim Ki-duk e acompanha a vida de um monge budista à medida que ele atravessa as estações, desde a infância até a velhice. Junto com ele, vivendo num templo flutuante no meio de uma floresta intocada, está um menino treinando para se tornar também um monge. Dividido em 5 segmentos, o filme se desenrola em blocos de 10 a 20 anos e assiste ao tempo e as estações passarem.
Poesia
Vencedor de Melhor Roteiro no Festival de Cannes de 2010, Poesia conta a história de uma mulher de 60 anos chamada Mija que, atormentada por uma crise familiar e pelo diagnóstico de Alzheimer, inscreve-se num curso de poesia. Apesar de sua perda de memória recente, Mija encontra força e propósito nas aulas de poesia. Seu mundo vira cada vez mais de cabeça para baixo quando ela descobre que seu neto está envolvido num crime terrível, o que a faz se voltar mais para sua poesia como um suporte e uma maneira de aguentar o peso da vergonha.