Estrelada por Tobey Maguire e Reese Witherspoon, uma pequena joia que não obteve o sucesso que merecia nos cinemas.
Existem muitos projetos que, por não fazerem tanto sucesso na época de seus lançamentos, acabam esquecidos em um limbo difícil de acessar. Com o fim das mídias físicas e o avanço dos serviços de streaming, muitos dependem da disponibilização dessas obras em catálogos para que, enfim, possam descobrir produções que mereciam mais atenção. Um dos melhores filmes de fantasia dos últimos 30 anos, Pleasantville, é uma delas.
Conheça Pleasantville - A Vida em Preto e Branco
Pleasantville - A Vida em Preto e Branco conta a história de David e sua irmã Jennifer, que são mágicamente transportados para uma sitcom em preto e branco dos anos 1950. Sua chegada não passa despercebida, deixando uma grandiosa marca na vida dos vizinhos e adicionando um toque de cor às suas vidas.
Gary Ross escreveu e dirigiu aquele que seria seu primeiro longa-metragem, embora já tivesse se destacado em Hollywood como um dos roteiristas de Quero Ser Grande. Para muitos, Pleasantville é um de seus melhores trabalhos e, à sua maneira, o complemento perfeito para O Show de Truman, especialmente considerando que ambos foram lançados em 1998.
Em ambos os filmes, encontramos personagens presos em uma realidade à qual não pertencem, mas aqui, os personagens de Tobey Maguire e Reese Witherspoon estão plenamente conscientes disso. A jornada deles também serve como uma história de crescimento pessoal, que se estende aos outros habitantes desta cidade aparentemente idílica, que talvez não seja tão idílica assim.
Uma obra injustiçada
É verdade que as intenções de Ross são bastante claras desde o início — até mesmo a metáfora sobre o uso da cor em oposição ao preto e branco é muito óbvia — então não espere que ele faça algo revolucionário com um conceito tão cheio de potencial quanto Pleasantville. Você encontrará algo mais ousado nesse sentido no injustamente esquecido Fique Ligado em Paranoias Parabólicas, o que não diminui o fato de que o filme em questão é simplesmente essencial.
Utilizando a fórmula frequentemente debatível do realismo mágico — muitas vezes empregada para tentar validar qualquer coisa — Ross constrói uma narrativa que inclui romance, um comentário ligeiramente mordaz sobre outra época e, acima de tudo, uma ode à não conformidade e à necessidade de adaptação à mudança. O resultado é um filme terno, porém determinado, que aquece o coração de qualquer espectador que se identifique com ele.
A espera de 39 anos termina: Um dos heróis de fantasia mais icônicos dos anos 80 está de volta ao cinemaAlém disso, Pleasantville ostenta um refinamento técnico impecável que imerge ainda mais o espectador na jornada proposta, mas talvez seu ponto mais forte seja o excelente trabalho de todo o elenco. Com um elenco repleto de rostos familiares — vemos até Jane Kaczmarek vários anos antes de interpretar Lois em Malcolm in the Middle — não há um único ponto fraco.
Infelizmente, o projeto foi um fracasso de bilheteria inegável, arrecadando apenas 49,8 milhões de dólares em todo o mundo, contra um orçamento de 60 milhões. Portanto, sua presença online pode ajudar mais pessoas a descobri-lo. É verdade que também recebeu três indicações ao Oscar, mas saiu de mãos vazias, sem levar para casa nenhuma estatueta dourada.
Oficialmente a melhor série de fantasia do Prime Video: nenhuma outra série conseguiu quatro temporadas com nota perfeitaAtualmente, Pleasantville está em plataformas de compra e aluguel digital, mas alguns veículos já o listaram como um possível lançamento futuro da Netflix. Caso chegue ao streaming de Bridgerton, atualizaremos a matéria.