"É de partir o coração": Charlize Theron gostaria de ter retornado na saga que deu origem ao melhor filme de ação da década de 2020
Amante dos filmes de fantasia e da Beyonce. Está sempre disposta a trocar tudo por uma sitcom ou uma maratona de Game Of Thrones.

Charlize Theron não reprisou o seu papel em Furiosa, prelúdio de Mad Max e essa decisão a afetou profundamente, além de esconder uma história mais complexa.

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Quando foi anunciado que Furiosa: Uma Saga Mad Max ganharia seu próprio filme, uma pergunta surgiu imediatamente entre os fãs da franquia Mad Max: Estrada da Fúria: por que Charlize Theron, que marcou o público em Estrada da Fúria, não voltaria ao papel? A resposta envolve escolhas narrativas, limitações técnicas e o desejo de George Miller de contar uma história completamente diferente.

Após o enorme sucesso do longa em 2015, Miller tinha diversas opções para continuar explorando seu universo pós-apocalíptico. O filme, estrelado por Tom Hardy e Theron, conquistou público e a crítica, arrecadando mais de 380 milhões de dólares mundialmente e vencendo seis Oscars!

Embora o diretor tenha considerado inicialmente continuar acompanhando Max Rockatansky, acabou optando por explorar o passado de Furiosa. O projeto se transformou, então, em uma verdadeira história de origem, mostrando os acontecimentos que moldaram uma das personagens mais icônicas da Terra Devastada. Lançado em maio de 2024, Furiosa: Uma Saga Mad Max acompanha sua infância, seu sequestro e sua ascensão em meio ao brutal universo dominado pela Cidadela.

Por que George Miller deixou Charlize Theron de fora?

O principal problema estava relacionado à idade da personagem. O novo filme se passa muitos anos antes dos acontecimentos de Estrada da Fúria e acompanha Furiosa durante diferentes fases da vida. George Miller chegou a considerar o uso de efeitos digitais para rejuvenescer Charlize Theron.

No entanto, após observar resultados de produções recentes, concluiu que a tecnologia ainda não estava no nível necessário. Em entrevista à revista Empire, o diretor explicou: "Pensei na possibilidade de rejuvenescê-la digitalmente. Depois vi grandes diretores como Ang Lee e Martin Scorsese usando essa tecnologia em Projeto Gemini e O Irlandês, e percebi que o processo ainda não estava totalmente pronto." Miller temia que o efeito chamasse mais atenção do que a própria história, prejudicando a imersão do público.

Para interpretar a versão mais jovem de Furiosa, a produção escolheu Anya Taylor-Joy. Segundo os produtores, a atriz possuía uma característica essencial para o papel: a capacidade de transmitir emoções sem depender de diálogos extensos.

Doug Mitchell, produtor de longa data de George Miller, elogiou a atriz. Para ele, Taylor-Joy representa uma espécie de equivalente feminina de Max Rockatansky, graças à sua intensidade, determinação e presença física.

Mitchell também destacou sua dedicação ao trabalho: "Ela trabalha extremamente duro. Talvez até demais. Não tem carteira de motorista, mas consegue dirigir um carro. Pode não saber estacionar perfeitamente, mas coloque-a em um War Rig e ela dá conta do recado."

Mantendo a ligação com Charlize Theron

Apesar da troca de intérprete, os criadores fizeram questão de preservar a conexão com a versão vivida por Charlize Theron. Segundo Doug Mitchell, as duas atrizes compartilham características semelhantes, incluindo experiência com dança e uma forte expressividade corporal.

O objetivo nunca foi substituir a interpretação de Theron, mas mostrar como a jovem Furiosa gradualmente se transforma na guerreira que o público conheceu em Estrada da Fúria, até porque Anya Taylor-Joy não é a única a interpretar Furiosa no longa!

Nos primeiros 45 minutos da história, a personagem aparece ainda criança, vivida por Alyla Browne. Doug Mitchell não poupou elogios à jovem atriz: "Ela é fenomenal. Muito talentosa de forma intuitiva. Algumas cenas eram extremamente sombrias e exigiam muita sensibilidade emocional. Ela é impressionante."

Quando o projeto foi anunciado, Charlize Theron admitiu ter ficado triste por não retornar ao papel. Em entrevista ao The Hollywood Reporter em 2020, declarou: "É um pouco doloroso, sem dúvida. Eu amo essa personagem e sou muito grata por ter participado da sua criação. Ela sempre será alguém por quem tenho muito carinho."

Mesmo assim, a atriz afirmou confiar plenamente na visão de George Miller. Com o passar do tempo, Theron disse compreender melhor a proposta do diretor e revelou ter enxergado o projeto sob uma nova perspectiva após assistir ao resultado final.

A aprovação definitiva

Depois de ver o filme, a atriz do mais recente sucesso da Netflix, O Jogo do Predador, demonstrou total apoio ao trabalho realizado. Durante a entrevista, foi questionada após o lançamento e resumiu sua opinião de forma direta: "É incrível. É um filme magnífico."

No fim das contas, Furiosa: Uma Saga Mad Max mostra que George Miller não tentou substituir Charlize Theron. Seu objetivo era contar um capítulo anterior da vida da personagem, confiando a missão a Anya Taylor-Joy e Alyla Browne para mostrar a jornada que transformou uma menina do deserto em uma das guerreiras mais temidas da Terra Devastada.

A franquia Mad Max está disponível na HBO Max.

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