"Tenho algo melhor que Bond": Após ser esnobado pela franquia 007, Steven Spielberg assumiu outra saga bilionária que o tornou mestre dos blockbusters
Jornalista em formação dividida entre a paixão pelo cinema e pela música. Como coração é grande, cabe desde comédias românticas até documentários musicais. Sempre em busca de encaixar sua devoção por Jorge Ben Jor e John Carpenter em alguma conversa.

Além de ser esnobado pela franquia James Bond e, posteriormente, dirigir um grande sucesso do gênero de aventura, Steven Spielberg abriu mão de outro fenômeno dos cinemas por um motivo nobre.

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Já são décadas firmando seu nome como um habilidoso artesão do cinema. Afinal, Steven Spielberg, já se sabe, construiu o que hoje conhecemos como blockbuster hollywoodiano moderno. Mas, antes de se provar um verdadeiro mestre das bilheterias, Spielberg foi rejeitado por uma das franquias mais antigas e bem-sucedidas do cinema. A história começa após o cineasta ter ganhado reconhecimento pelo sucesso estrondoso de Tubarão. Com confiança e os números de desempenho do thriller marinho embaixo do braço, o diretor foi atrás do produtor Albert R. Broccoli (conhecido como Cubby Broccoli) numa tentativa de conseguir dirigir o próximo filme de James Bond, mas recebeu um "não" redondo.

“O melhor filme dele em 20 anos”: Como a nova ficção científica de Steven Spielberg conquistou o coração da crítica

Entrei em contato com o Cubby depois que Tubarão fez um grande sucesso”, contou Spielberg no podcast The Rest is Entertainment. “Sempre quis dirigir um filme do James Bond, desde o dia em que vi ‘Dr. No’, então liguei para o Cubby depois de Tubarão e me ofereci. Eu disse: ‘Se você precisar de um diretor, adoraria dirigir um’. E ele disse que não.”

Como a vida pode ser bastante irônica em determinados momentos, alguns anos mais tarde, após a estreia de Contatos Imediatos de Terceiro Grau, Broccoli ligou para Spielberg pedindo permissão para utilizar a famosa melodia de cinco notas da ficção científica em uma cena do 11º filme de Bond, 007 contra o Foguete da Morte. Com a vantagem dessa vez, Spielberg tentou um acordo.

"Eu disse: ‘Vamos fazer um acordo. Vou te dar permissão para usar as cinco notas se você me deixar dirigir um filme do Bond’. E ele disse que não. Mas eu lhe dei as cinco notas mesmo assim”, lembrou Spielberg. “Então, eles sempre me recusaram — pelo menos, o Broccoli recusou. Ele nunca explicou por que não me deixava entrar na família Bond.”

Dando a volta por cima, Spielberg foi parar em uma das maiores sagas de aventura do cinema

Entretanto, o talento do cineasta não tava perdido, nem sendo subestimado ou subaproveitado. Pelo contrário. "Quando contei essa história para George Lucas em 1977, quando estávamos juntos no Havaí nos preparando para o lançamento de ‘Star Wars: Uma Nova Esperança’, ele disse: ‘Tenho algo melhor do que Bond. Chama-se Indiana Smith’, que era como se chamava na época”, continuou o diretor. “Ele me contou a premissa da série Indiana Jones, e foi assim que consegui aquele trabalho. Então, se algum dia me pedissem para fazer um filme do Bond agora, minha resposta seria: ‘Vocês não têm dinheiro para me pagar’.

Depois de ter sido rejeitado, anos mais tarde, Spielberg esteve do outro lado e renunciou uma oferta para dirigir outra mega franquia em favor de passar mais tempo com a família. A franquia era nada mais que Harry Potter. "Houve vários filmes que decidi não fazer”, disse o cineasta em uma entrevista de 2023 com a RelianceEntertainment. “Optei por recusar o primeiro ‘Harry Potter’ para, basicamente, passar aquele ano e meio seguinte com minha família, vendo meus filhos pequenos crescerem. Então, sacrifiquei uma grande franquia — o que, olhando para trás hoje, fico muito feliz por ter feito — para ficar com minha família.”

Spielberg está prestes, inclusive, a lançar mais um sucesso da ficção científica, o longa Dia D, com uma trama repleta de mistérios e reviravoltas envolvendo alienígenas e segredos de Estado. No elenco, Emily Blunt, Colman Domingo, Josh O'Connor e Colin Firth embarcam numa aventura sem precedentes para tentar desvendar (e esconder) uma verdade que pode mudar o rumo da humanidade.

Dia D estreia dia 11 de junho nos cinemas.

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