Milly Alcock introduz a Supergirl ao Universo Expandido DC. O filme dirigido por Craig Gillespie estreia no dia 25 de junho nos cinemas brasileiros.
Às vésperas da estreia de Supergirl, Milly Alcock foi alvo de ataques de Dean Cain, ex-intérprete do Superman, nas redes sociais. Esta não é a primeira vez que o ator provoca polêmicas envolvendo o Universo DC e grupos minoritários on-line e Milly é, tampouco, infelizmente, a primeira protagonista feminina de um blockbuster a sofrer com o discurso de ódio.
O ator estadunidense de 59 anos protagonizou o seriado Lois & Clark - As Novas Aventuras do Superman, que foi ao ar entre 1993 e 1997, e está frequentemente envolvido em controvérsias. E, no último domingo, interagiu com fãs no X (antigo Twitter) a partir de post ironizando que Kara Zor-el usa brincos mesmo tendo a pele à prova de balas em um pôster.
"Imperfeito, complexo e em conflito": Craig Gillespie explica por que Supergirl está mais próxima do Homem de Ferro do que do SupermanEm um dos comentários, um usuário da rede debochou dizendo que Alcock se parecia com, Cha-Ka, personagem de O Elo Perdido, e Cain respondeu concordando com risadas e a frase "Mas que droga...eu ri!". Logo em seguida, ele negou ter dito que a atriz era feia, também em tom sarcástico, quando um segundo perfil pontuou que "Milly Alcock não é feia, eles que divulgaram fotos terríveis dela".
A discussão fez com que muitos outros fãs criticassem a postura de Dean Cain. A maior parte dessa repercussão argumenta que ele não deveria comentar sobre a aparência de uma mulher daquela forma e também cita outros exemplos de atrizes que foram alvo de misoginia quando assumiram lugares de destaque no cinema, entre elas Margot Robbie e Zoë Kravitz.
Tanto que, quando foi questionada sobre os ataques sofridos tanto durante a primeira temporada de House of the Dragon quanto quando foi anunciada como a nova Supergirl, Milly Alcock condenou atitudes machistas que tratam corpos femininos como alvos:
"Definitivamente, isso me fez perceber que o simples fato de existir como mulher naquele espaço já é algo que as pessoas comentam. Nos acostumamos muito com essa estranha posse dos corpos das mulheres. Não posso realmente impedi-los, Só posso ser eu mesma", afirmou Alcock em entrevista à Vanity Fair.
Dean Cain já levantou discursos de ódio contra atores da DC anteriormente
Esse episódio ao redor do visual da nova Supergirl não foi a primeira tentativa de Dean Cain de aparecer na mídia fazendo comentários controversos e conservadores sobre a DC Studios. No ano passado, durante a estreia de Superman, ele fez um discurso virtual lamentando que James Gunn e David Corenswet tinham "tornado o personagem woke demais" ao levantar que Kal-el/Clark Kent seria um imigrante.
Na ocasião, ele foi rebatido rapidamente quando o público puxou imagens extraídas de Superman & Lois, a série na qual ele mesmo trabalhou, em uma cena onde Superman é ameaçado por um oficial de imigração americano por ser um alien.
Tempos depois, Cain também causou polêmica ao anunciar em seus perfis que iria se voluntariar para virar um agente do ICE, a polícia migratória dos Estados Unidos. Enquanto isso, Milly Alcock começa a turnê de divulgação de Supergirl nesta semana, vindo ao Rio de Janeiro entre os dias 13 a 15 de junho.