Só pela introdução de Kara Zor-el arrebentando o teto da Fortaleza da Solitude na cena pós-créditos de Superman, fica bem estabelecido o contraste entre ela e Clark Kent. Essa diferença de personalidade e criação dos primos kryptonianos será bastante explorada em Supergirl, o filme solo da heroína.
Diferente de Kal-el, que chegou à Terra como um bebê e cresceu cercado de amor de sua família humana, a personagem de Millie Alcock testemunhou a destruição de seu planeta e de tudo o que conhecia quando adolescente e precisou se virar sozinha desde então. A forma como atitudes impulsivas e irônicas da garota estão ligadas a isso foi justamente o que chamou a atenção do diretor Craig Gillespie no roteiro tal qual o arco de Tony Stark em Homem de Ferro:
"Sempre adorei o primeiro Homem de Ferro por ser imperfeito, complexo em conflito. Me enviaram o roteiro da Ana Nogueira e, depois de ler duas cenas, eu pensei: 'É isso aí'. Era exatamente o que eu esperava, é tudo focado na personagem. [Kara] tem muitos traumas, muitos demônios e ela não se desculpa por nada. Você tem uma personagem punk e descolada sem aparar os espinhos dela", disse Gillespie em entrevista à Empire.
DC Studios / Warner Bros. Pictures
Para Milly Alcock, a compreensão das diferenças entre o Superman e a Supergirl veio a partir da leitura de "Supergirl: Woman of Tomorrow", HQ na qual o longa-metragem se baseia:
"Naquele momento, eu entendi que James [Gunn] estava tentando fazer algo muito diferente e inesperado com ela. Ela é um ótimo contraste para o Superman, porque é uma sobrevivente de trauma no sentido mais puro da palavra. Eu estava animada para interpretar alguém tão belamente imperfeita e resiliente", pontuou Alcock à mesma revista.
Supergirl estreia no dia 25 de junho nos cinemas brasileiros.