Durante 26 anos, este filme tem sido tão perturbador que poucos consegue assistir a ele uma segunda vez
Rafael Felizardo
-Redator | Crítico
Sonhador desde pequeno e apaixonado por cinema de A a Z, encontrou em David Lynch um modo de sonhar acordado.

Em 2000, o diretor Darren Aronofsky lançou um longa-metragem que ficou marcado no imaginário do público.

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Às vezes, um filme é tão visceral que se torna difícil assisti-lo mais de uma vez. Com isso em mente, podemos citar obras como Irreversível, Anticristo, Holocausto Canibal e mais, que desafiaram o espectador com cenas perturbadoras e temas considerados pesados para o público comum.

Em 2000, o cineasta Darren Aronofsky fez questão de entrar para essa lista após lançar Réquiem para um Sonho. Estrelado por Jared Leto, Ellen Burstyn, Marlon Wayans e Jennifer Connelly, o longa-metragem ficou conhecido por provocar um forte impacto emocional no espectador, sendo frequentemente citado entre os títulos mais difíceis de revisitar.

Qual é a história de Réquiem para um Sonho?

Na trama, acompanhamos a jornada de Sara Goldfarb, uma mulher solitária que leva uma vida repleta de memórias. Em seu interior, ela nutre um sonho que gradualmente se transforma em obsessão: ser convidada para o set de seu programa de televisão favorito. Convencida de que esse dia chegará, ela se submete a uma dieta drástica na esperança de poder usar o vestido vermelho que reservou para a ocasião tão esperada.

Enquanto isso, seu filho Harry tenta escapar da realidade cotidiana através das drogas. Ao lado da namorada Marion, e do amigo Tyrone, ele se entrega a sonhos de sucesso, amor e liberdade, convencido de que um futuro melhor está ao seu alcance.

Contudo, tais aspirações logo se chocam com a realidade. À medida que as ilusões se desfazem, cada um mergulha em uma espiral vertiginosa onde a busca pela felicidade dá lugar à angústia e à autodestruição.

Com uma trilha sonora assombrosa composta por Clint Mansell, Réquiem para um Sonho é uma experiência verdadeiramente sufocante. A história conduz o espectador por uma descida ao inferno que é retratada com virtuosismo ímpar, enquanto Aronofsky consegue transmitir as emoções e o desespero dos personagens por meio de uma direção bastante sólida.

Vale frisar que o longa não é chocante no sentido tradicional; ele vai desgastando o espectador pouco a pouco. Tijolo a tijolo, Aronofsky constrói uma atmosfera de autodestruição que se torna cada vez mais opressiva, e leva os personagens a um ponto extremo de não retorno. A narrativa então culmina em um cenário devastador, que expõe como atos aparentemente pequenos podem destruir vidas.

Para os interessados, vale lembrar que Réquiem para um Sonho está disponível para aluguel e compra no Prime Video.

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