É uma das melhores cenas de batalha do cinema: 63 anos depois, continua tão impressionante quanto antes
Fanática por filmes e séries, Ana possui um acervo de informações aleatórias sobre cultura pop e gosta de encarar câmeras imaginárias como se estivesse em Fleabag ou The Office.

Uma retrospectiva de uma das batalhas mais espetaculares da história do cinema. Em poucos minutos e sem efeitos especiais, ela impressionou a todos que a assistiram.

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Sejam elas travadas nos Campos de Pelennor, no planeta Geonosis ou em Porto Real, batalhas impressionantes não faltam, tanto no cinema quanto na televisão. Mas uma em particular capturou a atenção por 63 anos, porque é difícil imaginar uma batalha mais épica em termos da quantidade de figurantes envolvidos. A partir de 1 hora, 46 minutos e 50 segundos, para sermos precisos, Lawrence da Arábia nos apresenta a impressionante batalha de Aqaba.

Uma batalha espetacular em Lawrence da Arábia

Neste ponto do filme, T.E. Lawrence (Peter O'Toole) lidera os rebeldes árabes, aliados ao chefe Auda Abu Tayi (Anthony Quinn) e às tropas do príncipe Faisal (Alec Guinness). Chegando pelo deserto de Nefud, as tropas atacam a cavalo e em camelos o acampamento montado rio acima da cidade, depois seguem diretamente para Aqaba, até alcançarem o Golfo.

O resultado da batalha foi crucial para os rebeldes, pois, ao capturarem Aqaba, ganharam acesso ao mar e, ao atacarem pelo deserto, surpreenderam o exército otomano pela retaguarda, que esperava um ataque vindo do mar. A batalha foi espetacular e quase sem precedentes para a época.

Na tela, aproximadamente 150 cavaleiros e condutores de camelos galopam a toda velocidade em direção à cidade. De um ponto alto, a câmera de David Lean filma em panorâmicas lentas a infiltração dos rebeldes pelos becos da cidade, revelando gradualmente o mar e as fortificações do porto de Aqaba, bem como um canhão apontado para o mar, que não será usado, já que os rebeldes chegaram pela retaguarda.

Uma completa afronta

Sem qualquer derramamento de sangue explícito em cena, entendemos que a cidade "caiu" nas mãos dos rebeldes, e Lawrence é celebrado como deveria ser — pelo menos até Auda Abu Tayi descobrir que não há ouro nos cofres de Aqaba, apesar das promessas que os britânicos lhe fizeram.

Com essa sequência épica, sem quaisquer efeitos visuais, onde cada silhueta é a de um figurante em seu cavalo, Lawrence da Arábia nos oferece um momento grandioso, como só o cinema da década de 1960, que buscava o grande espetáculo acima de tudo para competir com a televisão, poderia nos oferecer.

Vale ressaltar que a Batalha de Aqaba realmente aconteceu, e o filme é vagamente baseado nela, adaptando-a aos seus próprios temas e orçamento. As forças envolvidas são, portanto, reduzidas a um conflito entre os otomanos e os rebeldes árabes, excluindo a intervenção da frota britânica, que de fato ocorreu na realidade.

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