Chappie é um entretenimento robótico maravilhosamente excêntrico, com um elenco repleto de estrelas. Esta recomendação de série é perfeita para você.
Em Distrito 9, o especialista em ficção científica Neill Blomkamp colocou alienígenas em meio ao caos de Joanesburgo. Já em Chappie, ele troca os extraterrestres por robôs em uma futurista Cidade do Cabo. O resultado? Uma mistura completamente maluca entre ação sci-fi, humor estranho e uma espécie de versão cyberpunk de Três Solteirões e um Beb”. É o tipo de filme perfeito para quem gosta de ficção científica fora do convencional e está disponível na Netflix.
Sobre o que é Chappie?
No filme, Deon Wilson, interpretado por Dev Patel, trabalha para uma empresa de armamentos desenvolvendo androides policiais que patrulham as ruas da Cidade do Cabo. Mas o engenheiro quer ir além: ele cria uma nova inteligência artificial capaz de desenvolver consciência própria.
O problema é que a chefe da empresa, vivida por Sigourney Weaver, não vê muito potencial lucrativo na ideia. Obrigado a abandonar o projeto, Deon consegue ao menos levar consigo um protótipo experimental.
Pouco depois, porém, o robô acaba nas mãos da dupla de criminosos Ninja e Yolandi, interpretados pelos próprios integrantes da polêmica banda sul-africana Die Antwoord: Ninja e Yo-Landi Visser. Eles batizam o robô de Chappie e decidem treiná-lo para ajudá-los em assaltos. O detalhe é que a consciência artificial do robô ainda funciona como a mente de uma criança pequena. Ou seja: Chappie literalmente precisa aprender tudo sobre o mundo — para o bem e para o mal.
Por que o filme vale a pena?
Grande parte do charme de Chappie está justamente nas cenas em que o robô aprende a se comportar como um “gangster estiloso” ao lado de sua nova família criminosa. Essas sequências são facilmente algumas das mais divertidas do filme. O personagem foi interpretado através de captura de movimentos por Sharlto Copley, estrela de Distrito 9, e consegue ser incrivelmente carismático mesmo sendo totalmente digital.
No fundo, a relação entre Chappie e a dupla Ninja/Yolandi é o verdadeiro coração do longa. Mas, como se trata de uma superprodução de ficção científica, a história também inclui conspirações corporativas, disputas internas na empresa de robôs policiais e debates sobre o futuro da tecnologia militar.
O filme ainda brinca com uma questão clássica da sci-fi: é melhor criar máquinas conscientes e quase humanas… ou apenas armas obedientes sem qualquer empatia? Essa parte da trama talvez seja menos original do que a história de amadurecimento de Chappie, mas ainda funciona bem — especialmente graças à participação de Hugh Jackman, que aparece totalmente irreconhecível como um rival corporativo excêntrico e meio patético de Deon.
Chappie pode até ter algumas irregularidades, mas continua sendo um sci-fi extremamente estiloso, estranho e divertido. É um daqueles filmes que abraçam completamente sua própria loucura — e justamente por isso acabam sendo tão únicos.