Uma história leve e emocionante, contada com todo o carinho: é assim que muitos descrevem Sra. Harris vai a Paris.
O poder do cinema em fazer com que até os vestidos mais luxuosos e muito bem confeccionados pareçam extravagantes e desejáveis não pode ser subestimado, com alguns estilistas de grande prestígio aventurando-se nesse campo para criar obras notáveis. Histórias como Sra. Harris vai a Paris podem até ser adaptadas para o cinema, demonstrando o poder sedutor da moda.
Um vestido de sonho em Sra. Harris vai a Paris
Estrelada por Lesley Manville, esta maravilhosa comédia dramática britânica dirigida por Anthony Fabian nos leva ao mundo da alta costura em uma história emocionante contada da maneira mais envolvente. O longa, disponível para compra ou aluguel no Prime Video, é perfeito se você ficou querendo mais do universo da moda depois de assistir O Diabo Veste Prada 2.
Em Sra. Harris vai a Paris, na década de 1950, a empregada doméstica viúva, Sra. Ada Harris (Lesley Manville) se apaixona por um vestido de alta costura da Dior. Ela decide que precisa desesperadamente ter um vestido igual e passa a fazer de tudo para economizar o dinheiro e comprá-lo.
Depois de receber repentinamente uma pensão de viúva de guerra, ela viaja a Paris para fazê-lo. Estando lá, ela então se depara com uma exibição da coleção de 10 anos da Dior e faz amizade com André (Lucas Bravo), o contador, e Natasha (Alba Baptista), a modelo da marca de luxo. No entanto, a diretora da Dior, Claudine (Isabelle Huppert), se ressente da intrusão de Ada no mundo exclusivo da alta costura e pretende atrapalhar os planos da empregada.
O conforto do cinema britânico
Adaptando um romance clássico da mesma época em que a história se passa, Fabian emprega todos os tropos familiares do típico filme britânico descontraído e do clássico cinema de chá da tarde, que também é uma instituição por lá e para o público feminino mais velho aqui. Tudo é cuidadosamente elaborado para manter o espectador completamente cativado durante toda a experiência.
Assim, os conflitos são leves ou até mesmo desprovidos de excessiva seriedade, e até a antagonista é moderadamente simpática a princípio. Sabemos para onde tudo está caminhando, mas aceitamos com um sorriso porque ela consegue fazer isso da maneira mais encantadora.
Há sempre um certo prazer nesses filmes que compreendem profundamente o seu gênero, o espaço que ocupam e devem ocupar, e que sabem como agradar. É a forma mais adequada de conferir dignidade a essa espécie de fada madrinha que, cansada de ser uma mera engrenagem na máquina alheia, decide se tornar a protagonista da sua própria história.