Provavelmente não existe elogio maior que Paul Thomas Anderson pudesse ter feito a Oliver Laxe. Os dois estão confirmados na próxima cerimônia do Oscar.
A trajetória de Sirât pelas premiações não se traduziu em muitos troféus, mas tanto o diretor Oliver Laxe quanto sua equipe estão vivendo uma experiência maravilhosa, que também lhes permite conhecer figuras notáveis da indústria com quem tiveram a oportunidade de interagir.
Por exemplo, após o tradicional almoço entre os indicados ao Oscar, muito se falou sobre a boa relação que o cineasta galego construiu com Jacob Elordi, indicado a Melhor Ator Coadjuvante por seu papel em Frankenstein.
Graças a esses encontros, Laxe também pôde conhecer a opinião de algumas pessoas que admira sobre seu próprio filme, como compartilhou com o comediante e apresentador David Broncano durante sua visita ao talk show La Revuelta, após o anúncio da dupla indicação de Sirât ao Oscar.
Um elogio para lá de peculiar para Sirât
Quando o apresentador perguntou se havia alguém em Hollywood que ele estivesse particularmente ansioso para conhecer como indicado ao Oscar, Laxe imediatamente pensou no diretor Paul Thomas Anderson, que levou a estatueta graças ao seu aclamado mais recente filme, Uma Batalha Após a Outra.
No entanto, revelou que não precisaria esperar até a cerimônia em Los Angeles para conhecê-lo, pois já havia tido essa oportunidade. Embora não tenha revelado exatamente quando, o encontro pode muito bem ter ocorrido na cerimônia do Globo de Ouro, que aconteceu pouco antes de sua visita ao La Revuelta e do anúncio da indicação oficial de Sirat.
"Gostei de conhecê-lo. Ele vai fazer um grande sucesso. Basicamente, a estreia dele será um sucesso estrondoso", afirmou Laxe, bastante convicto do potencial de Uma Batalha Após a Outra. Além disso, o encontro com o cineasta americano permitiu que ele conhecesse a opinião de Anderson sobre Sirât. E ele gostou do que ouviu:
"Ele disse que estava assistindo Sirat na cama, onde tem uma TV, e aos 10 minutos falou: 'Ops, pausa.' Interpretamos isso como um elogio."
"Ele se vestiu e, como tem um cinema em casa, disse: 'Isso precisa ser visto direito'", concluiu o relato. "Não é filme para dormir, é para o cinema. Belo elogio", respondeu Broncano, em meio aos aplausos da plateia.
Provavelmente não há elogio maior que Paul Thomas Anderson pudesse ter feito a Oliver Laxe, que durante meses defendeu a importância da experiência cinematográfica no cinema em geral, e especialmente com Sirât. O filme de Laxe foi indicado a Melhor Som e concorreu comO Agente Secreto na categoria de Melhor Filme Internacional.