"Ninguém ousaria chegar perto": Sam Raimi agradece a Stephen King por ter colocado o filme que lançou sua carreira no radar
Fanática por filmes e séries, Ana possui um acervo de informações aleatórias sobre cultura pop e gosta de encarar câmeras imaginárias como se estivesse em Fleabag ou The Office.

Sem Stephen King, A Morte do Demônio não teria se tornado um marco do cinema de terror dos anos 80.

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Para se tornar uma figura de destaque no cinema de terror, às vezes tudo o que você precisa é de um pequeno empurrão de uma lenda da literatura. Este é o caso maravilhoso do jovem Sam Raimi que, 45 anos após o lançamento do filme, continua agradecendo a Stephen King por ter colocado no mapa sua joia indiscutível do gênero, filmada com um orçamento apertado e com imenso talento: Uma Noite Alucinante - A Morte do Demônio.

Valeu, Stephen King

Durante uma entrevista ao Cinema Blend, o cineasta, que acaba de lançar sua hilariante comédia Socorro!, relembrou como o mestre do terror impulsionou sua carreira após assistir ao longa-metragem estrelado por Bruce Campbell no já distante Festival de Cannes de 1982. Uma daquelas coincidências que bem poderiam ser consideradas um evento canônico.

"Bem, ninguém ousaria chegar perto de A Morte do Demônio nem com uma vara de 10 metros. Aí descobri que Stephen King estava no Mercado de Filmes de Cannes. Ele assistiu e escreveu uma crítica fantástica para a revista Twilight Zone. Fiquei muito honrado, porque ele era um dos meus maiores ídolos, e ainda é. Ele é uma grande influência."

Uma grande inspiração

Na verdade, essa influência, como Raimi explicou, ainda está muito presente, a ponto de ser deliberadamente evitada durante o processo de criação do já mencionado Socorro!, categorizado como um cruzamento entre Louca Obsessão e Náufrago.

"Pensei: 'Prefiro evitar essas referências'. Por mais que eu adore os dois filmes, e ambos sejam grandes clássicos, quero que este seja algo original. Então, conscientemente, não os revi, embora já os tenha visto muitas vezes, e trabalhei conscientemente com os roteiristas para que seguissem caminhos opostos aos desses dois projetos."

Parece que, afinal, ainda temos muitas coisas a agradecer ao Sr. King, incluindo a filmografia de um dos pilares do cinema de terror contemporâneo.

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