Críticas AdoroCinema
2,0
Fraco
A Série Divergente: Convergente

Distópico, mas previsível

por Lucas Salgado

Divergente já foi lançado num mundo com Jogos Vorazes. Ainda assim, por mais que contasse com muitas semelhanças, conseguia sobreviver como um bom filme de mundo distópico, com Shailene Woodley e Kate Winslet se destacando à frente do elenco. Agora, na medida que o terceiro longa da franquia chega aos cinemas, a impressão que fica é que a franquia tem muito pouco a acrescentar, ainda mais num período pós quatro Jogos Vorazes, dois Maze Runner, um A 5ª Onda e por aí vai.

Não bastasse a pouco originalidade narrativa, a produção também optou por uma tendência de mercado nada original nos últimos tempos: dividir o último livro em dois filmes. Pode ter dado certo com Harry Potter e as Relíquias da Morte, mas não se pode dizer o mesmo de Crepúsculo, Jogos Vorazes e, agora, Divergente. Comercialmente, pode até ser atrativo para os estúdios, mas a verdade é que poucas vezes há história suficiente para render dois filmes de quase duas horas de duração.

A Série Divergente: Convergente começa do momento em que terminou Insurgente, após a queda de Jeanine. Tris, Quatro e companhia não estão felizes com o rumo que a revolução tomou, especialmente com o confronto entre Evelyn e Johanna. Com isso, decidem procurar descobrir o que existe além dos muros de Chicago e acabam se deparando com uma civilização evoluída e liderada por David

Vivido por Jeff Daniels, David é uma espécie de Presidente Snow de Divergente. Um líder calculista e que quer convencer a heroína a atuar ao seu lado. E que por alguns momentos até consegue isso.

Woodley é esforçada, mas não há muito o que tirar da personagem. No mais, tudo do mesmo. Theo James continua um ator fraco com um personagem sem propósito. Miles Teller é o chato que não deve ser confiável. Ansel ElgortZoë KravitzMaggie Q seguem como mero coadjuvantes. Isso sem falar em Naomi WattsOctavia Spencer, em papéis pouco desenvolvidos.

Conhecido pelos trabalhos em Plano de VôoTe Amarei para SempreRED - Aposentados e Perigosos, o diretor Robert Schwentke segue sem realizar um filme memorável. Muito pelo contrário, parece estar piorando. É verdade que o roteiro de Noah OppenheimAdam CooperBill Collage, inspirado em obra de Veronica Roth, não ajuda nenhum pouco, oferecendo diálogos péssimos e situações previsíveis.

Trilha sonora, fotografia, direção de arte, figurinos... Nada no filme chama a atenção. Os efeitos especiais são razoáveis, mas não oferecem nada que já não tenhamos visto inúmeras vezes na tela grande.

Divergente, Insurgente, Convergente... Os títulos são genéricos. A qualidade também.