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    Rotas do Ódio: "Defender os direitos humanos não é nem de esquerda, nem de direita", explica equipe sobre a 3ª temporada
    Por Bruno Carmelo — 2 de ago. de 2019 às 18:10
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    Susanna Lira e elenco discutem as novas missões da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância.

    Patrícia Stavis

    Esta semana, o elenco de Rotas do Ódio se reuniu em São Paulo para apresentar à imprensa a terceira temporada da série da Universal TV, em que os policiais da DECRADI (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) lidam não apenas com grupos neonazistas, mas também com a questão do trabalho escravo envolvendo imigrantes ilegais.

    A diretora geral Susanna Lira e o diretor da temporada, Vinícius Reis, debateram os desafios desta nova fase ao lado de Mayana Neiva (delegada Carolina Chagas), Antônio Saboia (Júlio Pedrazza), Marat Descartes (Teodoro Castro), Rafael Losso (Capitão), Samuel de Assis (Miguel), entre outros nomes do elenco e da produção.

    Patrícia Stavis / Divulgação
    Mara Lobão, Mayana Neiva, Susanna Lira e Paulo Barata

    Samuel de Assis, principal adição à terceira temporada, no papel de um advogado de direitos humanos que ajuda trabalhadores bolivianos em situação ilegal, confessa que entrou para o elenco próximo da data das gravações, e mal teve tempo para treinar o sotaque angolano: "Eu fui o último a entrar, e nem sabia que ele era angolano quando aceitei. Tive a ajuda da Indira Nascimento, que sequer é angolana! Mas essa era uma figura inesperada: um advogado negro, de dreadlocks, que tem uma voz, uma vontade de gritar".

    De fato, os criadores deixaram claro que a preocupação dos personagens não pode ser apenas em reprimir esquema de exploração de trabalhadores, mas também cuidar destas pessoas quando forem destituídas de seu trabalho (mesmo forçado) e de seu lar, ainda que provisório. Susanna Lira, cineasta experiente em projetos de temática social, salienta a presença de "oito atores imigrantes que atuaram pela primeira vez", ao lado do elenco veterano da série. Mayana Neiva comemora a escolha, por trazer "lugares de fala e experiências humanas diferentes".

    Fábio Augusto Ferreira Santos / Divulgação

    Questionados sobre o discurso político da série, os criadores fizeram questão de sublinhar que o projeto não se filia a nenhuma vertente partidária. "Defender os direitos humanos não é de direita, nem de esquerda. A integridade humana tem que estar acima de posicionamentos políticos", explica Lira. 

    "A gente não quer trazer uma mensagem pronta, mas fazer com que as pessoas se sensibilizem. Nós, artistas, nascemos para provocar a reflexão", conclui.

    A terceira temporada de Rotas do Ódio estreia dia 4 de agosto, às 23h, no Universal TV.

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