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    Eu Me Importo: Conheça as histórias reais por trás do filme da Netflix
    Por Ygor Palopoli — 22 de fev. de 2021 às 15:00
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    Com o lançamento do filme da Netflix, muitos espectadores tem se perguntado se ele é baseado em uma história real. Mas a resposta não é tão simples!

    Considerada um nome de peso no Globo de Ouro de 2021, a Netflix atualmente aposta no sucesso de filmes como Eu Me Importo, comédia dramática estrelada por Rosamund Pike, que nos mostra a jornada de Marla, golpista profissional que costuma aplicar golpes em idosos. Basicamente, ela convence juízes a lhe darem a guarda de pessoas de idade, sob o argumento de que elas não podem se virar sozinhas. Uma vez com a guarda, ela os coloca em asilos e vende suas propriedades, ficando com o lucro.

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    O filme começa de fato quando Marla encontra Jennifer (Dianne Wiestconhecida por Edward Mãos de Tesoura e, recentemente, Life in Pieces), uma senhorinha que parece inofensiva, mas que guarda segredos obscuros envolvendo o universo do crime e da máfia. Com um enredo tão mirabolante, diversos espectadores começaram a se perguntar se o longa era baseado em uma história real, especialmente por conter uma pegada do "tão inacreditável que só pode ser verdade".

    PERSONAGENS FICTÍCIOS E ACONTECIMENTOS REAIS

    Para responder esta pergunta, o próprio diretor e roteirista, J Blakeson (de A 5ª Onda e O Desaparecimento de Alice Creed), falou durante uma coletiva de imprensa sobre seu filme ter sido ou não baseado em acontecimentos reais. Em seu discurso, ele disse que todos os personagens ali são fictícios, porém tudo que acontece é inspirado por notícias muito parecidas com o filme, que ele mesmo viu antes de escrever, lhe dando a ideia do projeto:

    "Tudo começou quando eu vi notícias sobre cuidadores predatórias na vida real que manipulam o sistema e exploram seus protegidos. E eu fiquei horrorizado. Imagine abrir a sua porta um dia e encontrar uma pessoa parada segurando um pedaço de papel que lhe dá total poder legal sobre você. Essa ideia me apavorou ​​- e parecia muito relevante em nosso momento atual. Ele se conectou a temas que estou interessado em explorar - temas sobre o poder da autoridade, sobre pessoas x lucro, controle x liberdade, humanidade x burocracia", falou.

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    Um dos acontecimentos reais que inspirou o filme foi o caso do cuidador April Parks, que foi condenado em 2019 por mais de 100 acusações de perjúrio, dezenas de acusações de furto e exploração de idosos e uma acusação de extorsão. Ele, dentre vários outros profissionais desta área, ajudam a construir quem é Marla Grayson.

    COMO SURGIU A IDEIA DO FILME

    Blakeson continuou explicando como as notícias influenciaram no filme: "[Eu estava] lendo muitas notícias e fiquei horrorizado com as coisas terríveis que tantos dos cuidadores estavam fazendo - especialmente considerando que a maioria de suas ações era baseada em uma lacuna legal”, disse ele. “Isso forneceu muitos temas que me interessaram, como ambição, a realização do sonho americano e humanos se tornando ações de empresas. Então a história começou aí. Eu sentei e escrevi isso sozinho e muito rapidamente se formou em que é hoje Eu Me Importo", finalizou.

    A questão dos cuidadores de idosos que agem de maneira predatória tem sido um tema cada vez mais debatido no sistema legal norte-americano. Prova disso é que em 2018 o Comitê de Envelhecimento do Senado dos Estados Unidos pediu uma grande reforma no sistema de tutela , alertando que tutores inescrupulosos e mal intencionados usavam sua posição para obter o controle de pessoas vulneráveis ​​e, em seguida, liquidavam ativos e economias para seu próprio benefício pessoal.

    Com roteiro do próprio Blake em parceria de produção com Teddy Schwarzman e Michael Heimler, que já trabalhou com ele em O Jogo da Imitação, o filme foi lançado na Netflix no início de fevereiro e atualmente concorre ao Globo de Ouro 2021 com a atuação de Pike.

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