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    "Sou muito perigoso para dirigir Star Wars", diz Ridley Scott
    Por João Vitor Figueira — 27 de dez. de 2017 às 19:11
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    Diretor ainda disse que a franquia Alien tem potencial para igualar as sagas Star Wars e Star Trek em popularidade.

    Ridley Scott está em alta por ter bancado a ambiciosa atitude de retirar Kevin Spacey do corte final do suspense baseado em fatos reais Todo o Dinheiro do Mundo. Após o ator de House Of Cards ser alvo de múltiplas denúncias de assédio sexual, Scott o excluiu do filme que já estava pronto e rodou novas cenas com Christopher Plummer em poucos dias. O esforço foi recompensado com três indicações ao Globo de Ouro, incluindo a de melhor diretor para o cineasta octagenário.

    Antes mesmo de Todo o Dinheiro do Mundo atrair tanta atenção da imprensa, o ano de 2017 já havia sido agitado para o realizador, que revisitou duas das maiores propriedades de sua carreira ao dirigir Alien: Covenant e ser o produtor executivo de Blade Runner 2049. Com décadas de serviços prestados para Hollywood e quatro indicações ao Oscar, o cineasta afirmou que seria ousado demais para trabalhar em um filme da saga Star Wars.

    Scott já viu outros diretores assumirem franquias que ele criou e e, em entrevista para o site Vulture, foi perguntado se ele já esteve do outro lado. Isto é, se ele já foi convidado para dirigir filmes que integram cinesséries criadas por terceiros. Quando o jornalista menciona, especificamente, uma possível oferta de trabalho por parte de Kathleen Kennedy, presidente da Lucasfilm, para a franquia Star Wars, Scott é irredutível. "Não, não. Eu sou muito perigoso para isso", afirmou. 

    O cineasta disse que é "perigoso" porque "sabe o que está fazendo". "Eu acho que eles gostam de ficar no controle e gosto controlar, eu mesmo, as coisas. Quando você pega um cara que fez filmes de baixo orçamento e de repente dá para ele um filme de US$ 180 milhões, isso não faz sentido algum. É uma puta burrice. Sabe quanto custam as refilmagens?", perguntou, em alusão à sua experiência em Todo o Dinheiro do Mundo.

    Mark Rogers/Twentieth Century Fox Film Corporation
    Ridley Scott e Katherine Waterston durante as filmagens de Alien: Covenant (2017).

    Como Scott mencionou, grandes estúdios não têm mais arriscado quando se trata de escolher diretores para filmes que integram franquias. Vide, os nomes que a Marvel Studios convoca para seus projetos ou a queda de braço entre a companhia e Edgar Wright durante a produção de Homem-Formiga, que terminou com a demissão do cineasta.

    A declaração de Scott chega em um momento curioso. Após a compra de parte da 21st Century Fox, incluindo os estúdios 20th Century Fox, pela The Walt Disney Company, o estúdio do Mickey, também dono da Lucasfilm, terá direito à franquia Alien, criada por Scott. O que o veterano acharia se um diretor novato fosse escalado para um hipotético novo filme de Alien (como o projeto idealizado e, posteriormente abortado, que teria Neill Blomkamp como diretor)?

    Em outra entrevista, desta vez ao jornal The Toronto Sun, o diretor disse que a saga Alien deveria estar no mesmo patamar de outras franquias muito queridas pelo público. "Não existe nenhuma razão para Alien não estar no mesmo nível, para os fãs, de Star Trek e Star Wars", disse. "Então eu acho que o próximo passo a ser dado é se perguntar se nós vamos sustentar a série Alien com a evolução do monstro ou reinventar algo novo? Eu acho que você precisa ter uma evolução da criatura porque ele é o melhor monstro de todos os tempos."

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    Comentários
    • Mr. Valdenys Virtuoso
      Cada um tem sua opinião... om
    • Jailson Mendes
      Foi bom sim
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