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    Missão Cupido: Filme nacional mistura "Amélie Poulain com Jack Black", brinca ator
    Por Renato Hermsdorff — 3 de dez. de 2017 às 08:37
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    Visitamos o set do novo longa de Rodrigo Bittencourt (Real - O Plano por trás da História), protagonizado por Lucas Salles e Isabella Santoni, no qual todos os carros são... fuscas?

    Depois de colocar Fábio Porchat como chefe do tráfico no videoclíptico Totalmente Inocentes - e de apresentar a equipe econômica do Plano Real como uma espécie de Cães de Aluguel de Quentin Tarantino em O Plano por trás da História -, Rodrigo Bittencourt investe de novo no tom escrachadamente surrealista em seu terceiro longa-metragem, Missão Cupido, cujo set o AdoroCinema visitou em 10 de novembro, no bairro do Horto, Zona Sul do Rio de Janeiro. Um universo onde todos os carros são... fuscas?

    "Além de charmoso, ele é engraçado e divertido. É um carro divertido, não é?", explica o diretor. "A gente está com um conceito de Amélie Poulain no filme. Tem toda uma paleta de cores e tal, e eu queria tirar o filme desse universo cotidiano que a gente vive e transformar o filme num 'lugar nenhum'".

    E não é só isso: "Por exemplo: na praia só tem cor laranja. Tem várias regrinhas que a gente foi criando assim, para fazer com que a coisa não fosse esse universo naturalista, que é muito chato", opina Bittencourt. Uma delas é a estética em forma de HQ. "A nossa interpretação é toda em staccato, então tem que tomar cuidado para não correr o risco de ficar falso", conta Isabella Santoni, que interpreta a mocinha do filme.


    Mocinha? Com roteiro do próprio Rodrigo, Missão Cupido conta a história da jovem Rita (Isabella), que recebe uma ingrata profecia de um anjo (Miguel, vivido por Lucas Salles) que a condena a viver sem amor. Quando toma conhecimento da mandinga, a Morte (Agatha Moreira) em pessoa decide baixar na Terra e seduz Rita. Caberá a outro anjo, Rafael (Victor Lamoglia), a mando do Todo-Poderoso (Rafael Infante), consertar esse "caralhão de merda" (palavras do intérprete do anjo).

    Embora a ideia de "mulher (Rita) com mulher (Morte)" possa assustar aquela tia velha que dá "bom dia" no grupo do Whatsapp, Rodrigo Bittencourt não está nem aí para as opiniões conservadoras. "O papel do artista é mexer com as emoções do ser humano, senão a gente não faz arte. Esse filme tem essa tendência do ser humano hoje: de transitar sexualmente por várias partes".


    Fã da carreira (é preciso estabelecer a diferença) de Kevin Spacey, Lucas Salles acrescenta mais ingredientes nesta mistura: "A gente está juntando Jack Black com Amélie Poulain. Ao mesmo que tem o Jack Black gordinho atrapalhado tentando resolver seu problema, tem a doçura da Amélie Poulain". Mais? "O filme tem várias referências a outros filmes. Tem referência a Kill BillPequena Miss Sunshine e tem pequenas referências que se você não pegar, perdeu!". "Quero muito que, lá quando estrear o filme, o AdoroCinema faça a lista: 'Dez referências que você não pegou no filme Missão Cupido. Veja aqui'".

    Sugestão anotada.

    Produzido pela Raccord Produções (de Como Ser Solteiro, Desenrola), Missão Cupido ainda não tem data de estreia prevista nos cinemas brasileiros.

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