James Bond completa 50 anos no cinema
De AdoroCinema ▪ sexta-feira, 5 de outubro de 2012 - 17h14

Exatamente hoje, 50 anos atrás, era lançado nos cinemas americanos 007 Contra o Satânico Dr. No, o primeiro filme com o agente secreto 007.

por Francisco Russo

5 de outubro de 1962. Os Bondmaníacos conhecem bem o significado desta data, afinal de contas foi neste dia que 007 Contra o Satânico Dr. No, o primeiro filme com o agente secreto James Bond, foi lançado nos cinemas mundiais. Os fãs brasileiros ainda teriam que aguardam mais sete meses para conferir a aventura, já que por aqui ela seria lançada apenas em 27 de maio do ano seguinte. Era o início daquela que é até hoje a mais longa série cinematográfica já feita.

Entretanto, engana-se quem pensa que Bond nasceu direto no cinema. O personagem foi criado pelo escritor Ian Fleming e já fazia muito sucesso na literatura antes de ingressar na sétima arte. O escolhido para interpretá-lo foi Sean Connery, após a recusa de Max von Sydow e a sondagem a diversos astros da época, como David Niven e Cary Grant. Com o sucesso de Dr. No, Connery reprisou o personagem em mais quatro filmes: Moscou Contra 007 (1963), 007 Contra Goldfinger (1964), 007 Contra a Chantagem Atômica (1965) e Com 007 Só Se Vive 2 Vezes (1967).

Em 1969, Connery deixaria a série e abriria espaço para a contratação de George Lazenby como o novo James Bond. Entretanto, ele apenas interpretou o agente secreto em um filme: 007 A Serviço Secreto de Sua Majestade. Extremamente criticado pelo público, o longa arrecadou cerca da metade dos filmes anteriores da série e sacramentou o fim da era Lazenby como James Bond. Connery voltaria no filme seguinte, 007 - Os Diamantes São Eternos (1971), ao custo de um contrato bem vantajoso, que o colocou como o ator mais bem pago da época. Connery ainda voltaria ao papel em 007 - Nunca Mais Outra Vez (1983), refilmagem de 007 Contra a Chantagem Atômica que não é considerada na cronologia oficial da série.

Já no filme seguinte da série James Bond mais uma vez mudaria de intérprete, só que desta vez com sucesso. Roger Moore assumiu o smoking e estrelou sete longa-metragens como o personagem: Com 007 Viva e Deixe Morrer (1973), 007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro (1974), 007 - O Espião Que Me Amava (1977), 007 Contra o Foguete da Morte (1979), 007 - Somente Para Seus Olhos (1981), 007 Contra Octopussy (1983) e 007 Na Mira dos Assassinos (1985). Foi neste período que Bond rodou o planeta em aventuras por vezes exageradas, tendo inclusive visitado o Rio de Janeiro em 007 Contra o Foguete da Morte.

A idade chegou e, mais uma vez, chegou a hora de trocar o intérprete de James Bond. O novo escolhido foi Timothy Dalton, que rodou apenas dois longa-metragens como o personagem: 007 - Marcado Para a Morte (1987) e 007 - Permissão Para Matar (1989). O mau desempenho de ambos nas bilheterias mundiais, especialmente se comparados aos demais filmes da série, abreviou a permanência de Dalton no papel.

Pierce Brosnan assumiu o manto de Bond tendo a responsabilidade de recolocar o personagem na esteira do sucesso. Conseguiu, e acabou estrelando quatro filmes: 007 Contra Goldeneye (1995), 007 - O Amanhã Nunca Morre (1997), 007 - O Mundo Não é o Bastante (1999) e 007 - Um Novo Dia Para Morrer (2002).

Em busca de um James Bond mais antenado com os dias atuais, os produtoressrc='http://a69.g.akamai.net/n/69/10688/v1/img5.allocine.fr/acmedia/medias/nmedia/18/93/81/37/20279219.jpg' crop="false" /> resolveram mudar outra vez e apostaram firme em Daniel Craig. Com um visual mais abrutalhado, longe do estilo sedutor de seus antecessores, Craig caiu no gosto do público e estourou nas bilheterias mundiais. Estrelou três filmes, 007 - Cassino Royale (2006), 007 - Quantum of Solace (2008) e o ainda inédito 007 - Operação Skyfall (2012), além de ter contrato assinado para mais duas produções.

Como se pode ver, James Bond é um cinquentão ainda em ótima forma, criado em plena Guerra Fria e que, ao longo das décadas seguintes, superou as várias mudanças de intérpretes e ainda as constantes instabilidades no cenário político mundial de forma a jamais se tornar algo obsoleto. O público que acompanha suas aventuras agradece.


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Comentários

  • Simone A.

    Amei o filme Sob o Sol da Toscana...simplesmente maravilhoso!