Título original: (Spider)
Lançamento: 2002 (Canadá)
Direção: David Cronenberg
Atores: Ralph Fiennes, Miranda Richardson, Gabriel Byrne, Bradley Hall.
Duração: 98 min
Gênero: Drama
Status: Arquivado
Spider (Ralph Fiennes) é um sujeito estranho e solitário. Após um longo período de internação em um hospital psiquiátrico, ele regressa às ruas do East End de Londres, lugar onde cresceu. As imagens, os sons e os odores dessas ruas começam a despertar lembranças de sua infância que há muito haviam sido esquecidas. No coração das memórias de Spider encontra-se o grande trauma da perda de sua mãe. Ele acredita que seu pai, o encanador Bill Cleg (Gabriel Byrne), matou a esposa para que uma prostituta tomasse seu lugar e fosse morar em sua casa.
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Ígor Rodrigues de Oliveira em 04/01/2002Nota: 5
Uma verdadeira aventura sobre a mente perturbada de uma pessoa que, na minha opinião, é o retrato dos telespectadores que batem palmas para os blockbusters que surgem na indústria hollywoodiana. Trata-se de sujeitos que não conseguem enxergar a própria realidade e são responsáveis pela sua própria destruição. São essas mesmas pessoas que, com certeza, não entenderam a fantástica viagem de Cronemberg.
Francisco Russo em 02/01/2002Nota: 3.5
"Spider" poderia ser confundido facilmente com um filme de David Lynch. A narrativa não-linear e fragmentada, personagens que surgem inexplicavelmente, cenas sem muito sentido dentro da história... todos estes são ingredientes de filmes de Lynch que estão também presentes em "Spider". Além disso Cronenberg surpreende por fazer um autêntico drama, fugindo um pouco dos gêneros que o tornaram conhecido no cinema. Todos estes fatores acabam fazendo de "Spider" um filme mais interessante de ser visto do que propriamente bom, mas que merece uma conferida. O estilo de narrativa imposto por Cronenberg é bastante intrigante, principalmente se você não conhece ainda a história do protagonista. As descobertas ocorrem cena a cena, com cada vez mais indagações surgindo na mente do espectador - sendo que algumas delas ficam sem resposta ao término do filme. Ralph Fiennes tem uma boa atuação, assim como Gabriel Byrne."
Daniel X. em 05/01/2002Nota: 4.5
Spider (não sei o motivo do "desafie sua mente") é simplesmente um dos melhores filmes do ano. A narrativa do filme foi ótima ! Se encaixa no estilo de filmes como Memento,American Psycho, Fight Club... Filmes que assistimos na visão do personagem principal e que vai se revelando pouco a pouco. Somente nos minutos finais do filme é que realmente descobrimos o "Édipo" guardado no personagem (esquizofrênico)Spider.Mas quem não sabe nada de psiquiqtria realmente vai ficar "boiando". Dessa vez o diretor acertou a mão e deveria investir mais em filmes c/ tema psicológico como fez também em Crash."
Luiz Felipe Bruno em 09/01/2002Nota: 4.5
O filme é sensacional. Quem procurou entender o filme da forma que ele é mostrado, ou seja, com início, meio e fim, não vai gostar. O "plus" do filme é justamente esse : as entrelinhas. Imaginar o que se passa na cabeça de um garoto que tem na mãe a mulher ideal. É preciso questionar todas as sequências e parar pra pensar um pouquinho se o que foi mostrado é realmente o que se quis dizer."
Flávio Campos von Sperling em 19/01/2002Nota: 4
Cronenberg mais uma vez mostra como sabe abalar e penetrar na psique humana, como fez em Scanners, infelizmente muito pouco divulgado. O filme merece certa dedicação para ser assistido por tornar-se, às vezes, muito cansativo. Decepção para os que esperavam algo como Gêmeos-Mórbida Semelhança.
Henrique Miura em 07/01/2002Nota: 2
"Spider" intriga sua mente. Suga ela por aproximadamente 100 minutos. Não existe nenhuma maneira de não se sentir preso na trama, já que ela é embolada, quase sem sentido. Como dizem, é a mente de um esquizofrênico em celulóide. Querer entendê-la de relance, é uma perda de tempo. Porém, "Spider" fracassa quando o espectador percebe que sua atenção, sua concentração, sua implicação com pequenos detalhes, foram totalmente descabidos. Você acompanha uma trama interessante, enquanto é um enigma, mas quando se desvenda e se descobre sobre o que realmente era o filme; fica aquela desagradável sensação de que não entendeu o filme. Na verdade, pouco tem a se entender em "Spider". No final, é tudo muito claro, simples e convencional. Todas aquelas esquisitices, são explicadas por uma palavra, no máximo. Apesar de complexo, "Spider" não é confuso. Você consegue acompanhar a trama com facilidade, prestando atenção em detalhes, que em sua mente, podem ser fundamentais para um desfecho surpreendente; desfecho, que por acaso, derruba suas atenção e menospreza a profundidade. O "desafie sua mente" do sub-título nacional, fica apontado para cima até os 20 minutos finais - até que o filme demonstra com clareza que o "desafio da mente", foi apenas um truque para intrigá-lo falsamente. O problema de "Spider" não é no filme. É em você. Quem acaba sendo o culpado pelo descontentamento com o filme, é o próprio espectador. Conforme você acompanha a história, vai criando diversas possibilidades sinistras e bizarras, além de esperar algo que faça com que você realmente possa matutar no cinema. Isso, porém, não acontece. As estranhezas, os personagens duplos à lá David Lynch (Miranda Richardson, por exemplo, aparece na pele de três personagens diferentes), e os fatos chaves do filme - são sempre explicados na esquizofrenia do personagem. Cronenberg não sabe encontrar outra explicação para os fatos que ocorrem, e acaba simplificando tudo. Mesmo você se contentado com o "enigma da vida" (o personagem investiga sua infância com afinco para saber o que o levou até aquela situação psicologicamente desfavorável), ficando intrigado com as situações que vão sendo colocadas (assassinato, traição, anotações, e diversos detalhes minuciosos) e se interessando cada vez mais com a trama, tudo acaba não funcionando ao final de "Spider". As anotações non-sense e entendíveis somente ao personagem (que lhe instiga e lhe faz pensar), acaba de uma hora para outra, sendo amassada e jogada no lixo. E nisso entra novamente o fator chave que prejudica o filme: é tudo tão comum para uma trama tão complexa, que você acaba ficando com a ingrata sensação de que perdeu algum detalhe, e não entendeu. Seja como for, é sempre gratificante ver Ralph Fiennes em cena. O ator que sabe equilibrar muito bem trabalhos comerciais ("Dragão Vermelho", "A Lista de Schindler", "O Paciente Inglês") com fitas bem alternativas ("Paixão Proibida", "Oscar de Lucinda", "Sunshine"), vem cada vez mais conquistado público. Não é por menos, seu talento é fundamental para que "Spider" funcione enquanto tem algo interessante e revelador para apresentar. Seu personagem é um enigma; esquizofrênico, sua memória é um verdadeiro quebra-cabeça, que vai sendo montando e vai aos poucos apresentando um lado negro; e Fiennes explora bem essa mutação. "Spider" só tem outros dois atores que recebem uma atenção secundária, Miranda Richardson bem em cena, e Gabriel Byrne (que não faz um grande filme desde "Os Suspeitos"), mostrando que ainda lhe resta um tiquinho de talento, apesar de cair no clichê de seu personagem.
Orestes Chaves em 15/01/2002Nota: 4.5
Da cinematografia do cineasta canadense David Cronenberg temos todos os tipos de perturbações, algumas sobre o efeito de drogas, que transformam dolorosamente seus personagens. “SCANNERS, SUA MENTE PODE DESTRUIR”(1981), “A MOSCA”(1986) E “GÊMEOS, MÓRBIDA SEMELHANÇA”(1988) são alguns exemplos de quanto seus filmes mostram essas condições. Agora, em “SPIDER, DESAFIE SUA MENTE”(2002) as coisas percorrem o lado psicológico dessas perturbações. Aqui Ralph Fiennes é Dennis “Spider” Cleg, um esquizofrênico recém saído de um sanatório, vivendo das lembranças que acredita serem verdadeiras. Como sugere o ridículo título em português, desafiamos nossa mente a entender a mente desequilibrada de um personagem feito com um certo encantamento por Fiennes. Miranda Richardson (em três papéis, ótima!), Gabriel Byrne (como o pai de Spider) e Lynn Redgrave (a mãe) fazem, e bem, a parte deles para nos confundir ainda mais. Tudo isso com a fotografia de Peter Suschtzky e a mão firme e inventiva de Cronenberg. Não é pouco. Nem para um louco."
pedro1asakura em 16/01/2002Nota: 3.5
Não há nada de tão espetacular em Spider. Nada é tão difícil de se entender. Nem poderia. O enredo é simples; um esquizofrênico internado em uma clínica começa a se lembrar da sua infância e perece-be assim que existe um trauma. A narração dessas memórias tal como a direção do filme ajudam a entrar na loucura do personagem principal e penetrar em sua mente. Nisso, deveria consistir o ar enigmático do filme, mas esse ar simplesmente não existe. E o pior, é que no final existe uma sacada apenas interessante, não genial, que quase acaba com a história toda. Quanto as atuações, não há o que se queixar: Miranda, Byrne e principalme Ralph estão muito bem em cena. Um enredo simples apresentado por uma narração incomum e uma direção segura, sustentada por um bom elenco. Isso é Spider. Nada de tão especial. Bem...razoável."
Lorena Bittencourt em 10/01/2002Nota: 1.5
Esperava mais de Spider! Um filme que exclama: "desafie sua mente", poderia ser bem mais inteligente. Um caso simples de esquizofrenia, onde o personagem na fase adulta, não suportando a culpa por ter matado a própria mãe,quando criança, cria toda uma trama-fantasia em que incrimina seu pai! Comparar este filme com David Lynch, sinceramente, é menosprezar um autor tão brilhante como Lynch! Al''em disso, Spider é extremamente monótono e sua trama fica clara demais a cada cena. Podia ter sido melhor!"
Saulo Davi em 18/01/2002Nota: 5
Muito bom. O filme te passa aquela sensação de estar fora do mundo, fora do seu lugar, uma sensação angustiante. Se você adorou o filme, gostou pouco ou não gostou, eu recomendo o livro de mesmo nome (Cia das Letras). É muito melhor que o filme. Tem coisas no livro que não aparecem no filme. Por favor, leia o livro. Você não vai se arrepender.
Muito bom! O maiss curioso deste filme foi a escolha de um diretor até então especialista ...
por Fernando Schiavi Leite, 14/02/2012 às 00:25
Esse filme é simplesmente uma obra-prima do David Fincher, genial. Não me deu sono, não a...
por carlos_alberto_09, 14/02/2012 às 00:22
História original e ao mesmo tempo previsível, entretanto eu adorei o filme, fiquei torcen...
por B.Boy Jc, 14/02/2012 às 00:18
Esses não eram exatamente os motivos de fazerem filmes preto e branco. Muitos diretores opt...
por andreluizgf, 14/02/2012 às 00:11