Título original: (Nina)
Lançamento: 2004 (Brasil)
Direção: Heitor Dhalia
Atores: Guta Stresser (Nina) Myriam Muniz (Dona Eulália) Sabrina Greve, Luíza Mariani, Juliana Galdino (Ana) Milhem Cortaz (Carlão) Guilherme Weber, Abrahão Farc (Velho) Wagner Moura (Cego) Selton Mello (Namorado de Ana) Renata Sorrah (Prostituta) Lázaro Ramos (Pintor) Matheus Nachtergaele.
Duração: 85 min
Gênero: Drama
Status: Arquivado
Nina (Guta Stresser) é uma jovem de sensibilidade agudíssima e mente fragilizada, que procura meios de sobrevivência numa metrópole desumana. A proprietária do apartamento onde mora, Dona Eulália (Myriam Muniz), uma velha mesquinha e exploradora, parece ter prazer em esmagar a vontade da sua inquilina exaurida. Em meio aos desenhos que faz em toda a parte e vivendo a agitada cena eletrônica de São Paulo, Nina mergulha nos fantasmas de seu inconsciente até acabar envolvida em um crime.
Críticas: Corra, Nina, Corra!
Apesar da queda de 8,5% em relação ao faturado na semana anterior, esse último fim de sem...
Ela começou cedo. Aos 14 anos foi descoberta por Jean-Luc Godard e participou de Detetive (1985). Dois ...
Favorito absoluto para o Oscar 2012, O Artista é sem dúvida o filme francês mais bem falad...
Carlos em 09/01/2012Nota: 10
...E pela minha leitura, temos um filme de estilo "noir", mas apresentando essa característica à partir dos fragmentos existenciais vividos e colocados pra fora pela própria personagem central. Nina é o filme, e jamais o contrário.
Carlos em 09/01/2012Nota: 10
...Trabalho poético, muito bom. Apesar de ser mais um "dramalhão" brasileiro, foi inovador. Pois já não vemos neste filme a tão rotineira morbidez do cinerma nacional, onde a tristeza não leva a lugar algum, e ficam vagando e vagando sempre sem demonstrar uma luz no final do túnel. Nina vivia uma vida sórdida, mas ela tinha humanidade...revelada até nos seus problemas psicológicos, e com sua subjetividade aflorada, tentava transformar com criatividade seu mundo feio em um mundo de fugas. Era sua única saída para não enlouquecer ainda mais. E retrata o cotidiano de uma jovem da geração post-punk moderna. Inovador por isso. Não aguentavamos mais o Brasil copiar sempre o realismo europeu a esmo...apenas retratando a dor de retirantes flagelados, ou moradores de comunidades carentes. Com certeza este filme já se tornou "Cult" .
epitacio em 13/06/2011
boa noite a todos !
gostaria se possivel
saber o nome na musica e o cantor
da musica francesa que toca na sena
em que a guta stresser esta nua dançando
na frente do wagner moura (o cego)
pois a muito tempo procuro esta musica e nao encontro
grato.
epitacio.
jpvarp_25 em 29/08/2010Nota: 5
Um ótimo roteiro, com atuações ótimas de Guta Stresser e Myriam Muniz. A fotografia e as imagens foram excelentes também, reforçando ainda mais o teor psicológico do filme. É um filme que não é comercial, pois não é facilmente de ser compreendido e também não tem tramas de agrado, como mocinha e vilão. O roteiro é denso e psicológico, caracterizando-se como uma tortura psicológica provocada pela Eulália sob Nina, que por sua vez, fica passiva e desorientada na vida. A falta de alimentos, dinheiro e sobretudo de amor e carinho fez com que o lado negro da mente florescesse dia após dia! Sentimentos de abandono, passividade, raiva, culpa e mais tarde alívio resumem esse filme.
Rafael Vespasiano em 04/01/2010Nota: 4
Nina: Nina é um filme de difícil leitura, mas que prova a qualidade do cinema que se está fazendo atualmente no Brasil; a personagem Nina (Guta Stresser, soberba!) é uma jovem que tem uma sensibilidade muito grande e demonstra ser uma garota inteligente, bolando até mesmo uma teoria, que permeia todo o filme que é a seguinte: existem as pessoas ordinárias, acomodadas e que não querem mudanças no mundo e, existem as pessoas extraordinárias, que são revolucionárias e querem mudanças no mundo, Nina vive constantemente transitando entre esses dois tipos de pessoas, vive uma vida desregrada, sem emprego fixo e é atormentada todos os dias por Dona Eulália (Myriam Muniz, fabulosa!), que é quem aluga um apartamento para Nina, esta é tão espizinhada por aquela, que Nina cria ódio em relação à Dona Eulália; esta é uma pessoa ordinária, assim como Nina também o é, mas como esta quer se vingar daquela, até por meio da morte, Nina passaria a ser uma pessoa extraordinária, provocando mudanças, pelo menos no mundo à sua volta; sua raiva em relação à Dona Eulália é descarregada/extravassada em seus desenhos (estilo mangás japoneses), que simbolicamente mostram o ódio daquela por esta. Direção, fotografia e edição excepcionais!; roteiro ágil; e participações especiais de vários atores e atrizes de primeiro time. Ótimo! Nota: 9.
Ariadnea em 25/01/2004
Caricato, desastroso e vazio Nina, o primeiro longa do diretor Heitor Dhalia, tenta ser uma adaptação de Crime e Castigo, de Dostoievski. Porém, o resultado é um filme fraco, cheio de elementos inúteis e um grande elenco desperdiçado. A protagonista Nina, interpretada por Guta Stresser é uma personagem mal construída, antipática, com atitudes pré-adolescentes. Talvez o intuito do diretor era colocar Nina como vítima das dificuldades da vida na cidade grande. Uma jovem que mora distante da família e aluga um quarto na casa da velha Eulália; porém, a jovem não tem maturidade para manter um emprego de garçonete em uma lanchonete. Pára de trabalhar, não procura outro emprego, sofre por não ter dinheiro para nada e se sente injustiçada pela velha Eulália, que a proíbe de comer sua comida, usar seu sabonete ou coisas do tipo enquanto não pagar o aluguel! Cá entre nós, mais que justo! De qualquer forma, a vilã Dona Eulália também é uma personagem mal construída, caricata, quase tão real quanto as bruxas madrastas de contos de fada! Crueldade inverossímil, não convence o espectador e não ajuda a causar pena de Nina. Marçal Aquino (autor de excelentes roteiros como Os Matadores e O Invasor) é co-roteirista, junto do diretor Haitor Dhalia. Porém, neste trabalho, o roteiro deixou a desejar. A história não se desenvolve, nada acontece, Nina não se mexe para a vida ser melhor, e o diretor insiste em nos forçar a ter pena dela, pobre coitada! O maior conflito da trama parece ser a relação entre Nina e Eulália, do ódio que uma sente da outra e a situação de "quem pode sacanear mais" que se cria entre as duas. Guta Stresser, Myriam Muniz, Milhem Cortaz, Wagner Moura, Selton Mello, Renata Sorrah, Lázaro Ramos, Matheus Naschtergaele, Ailton Graça entre outros, compõem o ma-ra-vi-lho-so elenco que Dhalia criou. Alguns com pequenas participações, mas de qualquer forma, sempre muito bem em seus papéis. O que acaba dando mais raiva ainda pelo filme não ser bom. Inevitável pensar "O que estes atores estão fazendo aí???". Mas como nada pode ser tão maniqueísta quanto a velha Dona Eulália, o filme não tem apenas pontos negativos. Ponto pro elenco citado acima, para a estética criada pelos diretores de arte Akira Goto e Guta Carvalho, incluindo o figurino e a maquiagem. O filme é todo caricato, porém a arte representa muito bem esta caricatura. Personagens que não existem que vivem em lugares que não existem. Os cenários se encaixam perfeitamente no clima que Dhalia optou por criar. Materiais utilizados no cenário foram adquiridos em demolições, para transmitir uma sensação decadente. A fotografia também é muito boa, especificamente na cena de sexo com o cego, onde contrastes de luz e sombra enriquecem a cena, ao som de muito bem escolhida trilha sonora. Mas o que peca mesmo é o roteiro. Dhalia quis colocar elementos de Crime e Castigo no filme, porém estes ficam perdidos e não fazem diferença alguma no roteiro, como o assassinato do cavalo num sonho ou numa alucinação de Nina. Outro fator que não faz a mínima diferença é o fato dela ser desenhista. Ela poderia ser qualquer outra coisa, que não mudaria em nada. Continuaria sendo uma personagem preguiçosa e deprimida pela vida difícil em São Paulo. Se Dhalia queria mesmo falar do drama de quem vem morar em São Paulo, deveria ter feito um filme sobre um nordestino que chega com oito filhos, depois de dias de viagem num pau-de-arara, enfrenta preconceito e discriminação, demora a conseguir um emprego com o tão famoso "salário de fome" e nunca mais consegue juntar dinheiro para voltar para sua terra. Isso sim seria um drama danado, verossímil e real. Já Nina não. É inverossímil de qualquer forma. Seus amigos, suas baladas, suas pirações, e seu desfecho. Tudo ruim. Um filme que dá raiva da protagonista e nojo do vilão. Desliguei a TV com a sensação de tempo perdido. Uma pena.
Julianaa em 11/01/2004Nota: 4.5
O filme, é muito interresante pois o principal tema não é muito abordado hoje em dia. Tem uma fotografia exelente, e o clima que está diretamente ligado a personagem principal, por isso dá pra voçê sentir como é estar no lugar dela. Sem dúvida um dos melhores filmes que já vi.
Junior em 31/01/2004Nota: 5
Acabei de assistir uma reapresentação no circuito alternativo, ficou incrível essa adaptação de Crime e Castigo de Dostoiewsky. Um filme tenso, de terror psicológico, que retrata a piração de uma garçonete paulistana, frequentadora da lama das baladas de música eletrônica, que acaba surtando e cometendo um crime. Ilustrações muito loucas de Lourenço Mutarelli e extraordinárias interpretações de Guta Stresser como Nina e Myriam Muniz como a megera Eulália, isso num filme repleto de participações de estralas reconhecidas do cinema nacional. Considero, apesar de se tratar de um produto diferente, muito melhor que "O Cheiro do Ralo" do mesmo diretor.
Constanzaa em 18/01/2004Nota: 5
É Crime e Castigo sem tirar nem pôr! Com uma fotografia e trilha sonora ótima, faz uma releitura do clássico de Dostoiévski marcando muito bem as figuras do livro, assim como o perfil psicológico de Nina. Extraordinário.
Francisco Oswaldo Saliba em 21/01/2004Nota: 3
A insistência do diretor em conferir um clima de suspense e até mesmo de terror a trama me irritou de tal modo que deixei de prestar atenção no maravilhoso conteúdo do roteiro. As cenas que deveriam apenas compor o imaginario da protagonista (devido a sua aflição) ganham um ar de terror nas maos de Heitor Dahlia que enquadra os personagens e espaços nos padrões do gênero. Apesar disso o filme tem um roteiro que merece méritos por retratar uma historia comum nas grandes cidades atraves de uma visao diferente, pelo ponto de vista da desesperada. Daria 9 para o roteiro, mas o contra peso da direçao me fez abaixar a bola do filme.
Vou assistir apenas pelos efeitos especiais q estão elogiando aí, mas sem grandes expectat...
por Joe Cortez, 12/02/2012 às 07:00
Excelente filme! Javier Bardem em uma atuação marcante, mereceu o Oscar na época tanto el...
por Renan, 12/02/2012 às 02:10
Adorável.Um tema tão complicado explorado com delicadeza.
por Livia, 12/02/2012 às 01:41
Eu realmente gostei de ter assistido,fotografia maravilhosa.É o tipo de filme que tem o cli...
por Livia, 12/02/2012 às 01:33