Mississipi em Chamas

Mississipi em Chamas 2010-05-22 Francisco

Título original: (Mississippi Burning)

Lançamento: 1988 (EUA)

Direção: Alan Parker

Atores: Gene Hackman, Willem Dafoe, Frances McDormand, Brad Dourif.

Duração: 122 min

Gênero: Drama

Status: Arquivado

5           10 13 5

(13 votos)

                   

Sinopse

Mississipi, 1964. Rupert Anderson (Gene Hackman) e Alan Ward (Willem Dafoe), dois agentes do FBI, investigam a morte de três militantes dos direitos civis em uma pequena cidade onde a segregação divide a população em brancos e pretos e a violência contra os negros é uma tônica constante.

 

Elenco

Gene Hackman

(Agente Rupert Anderson)

Willem Dafoe

(Agente Alan Ward)

Frances McDormand

(Sra. Pell)

  • Brad Dourif (Deputado Clinton Pell)
  • R. Lee Ermey (Prefeito Tilman)
  • Gailard Sartain (Xerife Ray Stuckey)
  • Stephen Tobolowsky (Clayton Townley)
  • Michael Rooker (Frank Bailey)
  • Pruitt Taylor Vince (Lester Cowans)

Comentários

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ANA LUCIA DA SILVA em 27/09/2011Nota: 9     

...Esse filme nos conta uma história verdadeira em que dois agentes do FBI, são enviados ao estado do Mississipi para investigar o desaparecimento de três jovens que lutavam pelos direitos civis.
Esses agentes são encarados de forma hostil pela comunidade,inclusive pelas autoridades. A comunidade negra acuada diante da possibilidade de sofrerem novas perseguições e de ocorrerem novas morte ,prefere ficar em silêncio.Um filme contra a impunidade,que me deixou muito triste ao assistir.Recomendo sempre.


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Arabello Lino em 10/01/2001Nota: 5     

O filme nos retrata, de forma bastante clara, o que aconteceu nos EUA.É repugnante pensar que pessoas se julgavam melhores que outras apenas por um simples fato de cor, o filme nos desperta um sentimento de injustiça, de inconformidade. A ideologia dos "separados, mas iguais" se mostra sem valor algum durante a trama. Separados, sim, e muito desigualmente tratados também! Sob um convívio de submissão, de temor e de maltratos os negros viviam em constante repreensão. A Ku Klux Klan, grupo racista, em seus contantes ataques deixa bem claro a situação. O ápice da indignação se dá no momento em que se percebe que as crianças brancas eram ensinadas a manter a "tradição" de racismo, cresciam se sentindo superiores e, talvez isto tenha sido uma das maiores barreiras encontradas que impediam de conscientar as pessoas da igualdade não só de direitos, mas enquanto personalidade humanas.

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Adriano Bittencourt em 03/01/2001Nota: 4.5     

É sem dúvida um dos melhores filmes no que diz respeito ao racismo, um tema um tanto quanto delicado a ser tratado nos EUA já que alguns filmes servem apenas para enaltecer os padrões de "justiça e igualdade do país(vide a bandeira em uma das cenas finais de TEMPO DE MATAR. O interessante é que os personagens de hackman e dafoe contrastam plenamente em suas atitudes(por vezes bastante imparciais por parte de hackman) o que torna o filme ainda mais intrigante, um grande filme e um final duro e triste mostrando o descaso da justiça americana na violência contra negros no sul do país.

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Marcony Reis em 02/01/2001Nota: 5     

Um filme excelente! Mostra a crueldade do racismo no sul dos Estados Unidos na década de 60. Uma ótima opção para quem além de diversão busca também um contexto histórico."

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Daniel em 08/01/2001Nota: 5     

Mississipi em Chamas, realizado em 1988, trata do assassinato de três ativistas, um deles negro, dos direitos humanos no Sul dos Estados Unidos por remanescentes da KKK (KU KLUX KLAN) na década de sessenta. As vítimas são jovens militantes; o crime agita assim a imaginação do povo e o governo federal é obrigado a intervir. O FBI é convocado para conduzir as investigações através da pele de Willem Dafoe, auxiliado por um agente local que conhece bem a região personificado por Gene Hackman. O primeiro conflito estabelecido é o daquele velho chavão da cooperação entre dois policiais completamente diferentes que tem de se suportar até cada um descobrir o valor do outro e passarem a colaborar efetivamente. Dafoe é o policial certinho e acadêmico que quer resolver tudo através da mais estrita legalidade e da utilização de aparato técnico e científico. Hackman é o típico matuto, conhecedor da sua terra e da sua gente. Indiferente a todo aquele aparato, ele vai recolhendo informações através de conversas informais nos bares, nas ruas até que, em um salão de cabeleireiros conhece uma mulher que depois descobre ser esposa de um dos principais líderes racistas. O segundo conflito fica sendo, então, o interesse amoroso entre o policial durão e charmoso e aquela mulher submissa que tem medo de se libertar daquela vida. O conflito maior logicamente é a rivalidade entre o policial bonzinho e o violento. Apresentados os personagens, reconhecidos os conflitos, faz-se necessário o ponto de virada, aquele que dá uma guinada geral para toda a história e a leva para o final. Dafoe, finalmente reconhece que seus métodos não estão levando a nada e fica revoltado com a surra que a mulher recebe do marido quando este desconfia de que ela está passando informações para a polícia. Passa o bastão para Hackman que, afinal, usa o aparato do FBI para pressionar de forma dura os bandidos e fazer com que caiam em armadilhas não muito legais. Será que é muito difícil prever o final? Mississipi em Chamas é um filme muito bom: a direção é forte e segura, o roteiro é bem escrito e emocionante, os atores são espetaculares. Parker conduz muito bem a trama, chegamos a sentir verdadeiro ódio pelos brancos filhos da puta e, para realçar o sadismo dos racistas, recheia o filme de cenas de violência. Porém, e é esta a questão que eu gostaria de ressaltar: é um filme anti-racista? A resposta é: sim e não. Se, por um lado, é uma contundente denúncia das atrocidades racistas, por outro, a forma como ele realiza esta denúncia é, em si mesma, racista. Em primeiro lugar, a ação se passa no começo da década de sessenta e é interessante observar o que o filme NÃO mostra: justamente o início dos grandes processos de mobilização negra que à época e em todos os Estados Unidos já estavam eclodindo. Os negros de Parker são uma massa amorfa e sem personalidade, que sofre quieta, com pouquíssimas reações e sem resultado. A investigação, portanto, é conduzida, levada, resolvida e concluída por brancos de uma entidade governamental, o FBI, que vamos e convenhamos, nunca primou exatamente pela resolução de conflitos sociais. Mas, o que me parece mais claro é o momento de revolta do jovem policial idealista interpretado por Dafoe. Depois de passar dias e dias observando os negros sendo discriminados, espancados, igrejas sendo queimadas, enforcamentos assinados com a tradicional cruz em chamas enterrada de ponta-cabeça no chão, ele só percebe realmente o quanto o mundo é cruel e violento quando a mulher (branca) é espancada pelo marido-cafajeste. Caem, portanto, as últimas ilusões do protagonista. Podem cair, também, as expectativas do público da mensagem de Parker que substitui um racismo do tipo "olha como o negro é inferior e portanto deve ser maltratado" pelo tipo paternalista que diz "olha como uma parte dos brancos é malvada e como os negros são vítimas e, portanto, devem ser protegidos".

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Ricardo Portes em 05/01/2001Nota: 5     

Alan Parker à frente de mais uma excelente produção!O conjunto de drama, policial e suspense, e a presença do sempre ótimo Gene Hackman, fazem este filme ser nota 10!

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Carlos Alberto Trigueiro em 04/01/2001Nota: 4.5     

Um filme bastante sério, que desnunda um período conturbado da sociedade americana: a volta dos levantes racistas e de organizações terroristas( ainda que desorganizadas) como a Ku Klux Klan. Todo o elenco está ótimo, e o roteiro está bem a altura da importância histórica do momento. Um filme obrigatório!

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Danilo Brandão em 07/01/2001Nota: 5     

Excelente filme. Fiel retrato do racismo na década de 60, o filme prende o telespectador do começo ao fim com suas cenas emotivas e eletrizantes que despertam em quem está assistindo ao filme um sentimento de indignação e ansiedade. Vale a pena conferir!

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Cléber de Araújo Arantes em 09/01/2001Nota: 5     

O filme retrata a segregação racial no Sul dos EUA, onde a politica, a justiça e as demais esferas do poder são comandadas por brancos, na sua maioria racista; que não medem esforços para impedir tanto a inserção do negro na sociedade como o seu direito de exercer sua cidadania plena, usando de violência e outro meios inescrupulosos para isso. Um filme memorável!

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Bruno Aparecido em 06/01/2001Nota: 5     

Um filme fabuloso que mostra a realidade da história americana. sem clichÊs e com uma grande atuação de gene hackmann esse filme vai estar sempre na memória dos americanos.Deveria levar o oscar de filme daquele ano.

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