A Letra Escarlate

A Letra Escarlate 2010-05-22 Francisco

Título original: (The Scarlet Letter)

Lançamento: 1995 (EUA)

Direção: Roland Joffé

Atores: Demi Moore, Gary Oldman, Robert Duvall, Lisa Jolliff-andoh.

Duração: 136 min

Gênero: Drama

Status: Arquivado

5           10 11 5

(11 votos)

                   

Sinopse

Em 1666 em Massachussetts, Bay Colony, uma bela mulher (Demi Moore) casada com um médico (Robert Duvall) chega na localidade na frente do marido, com a incumbência de providenciar um lar para o casal. Mas ela fica apaixonada por um reverendo (Gary Oldman), que tem por ela os mesmos sentimentos. No entanto, eles reprimem tais emoções pelo fato dela ser casada, mas quando ela supõe que seu marido foi morto pelos índios ela se sente livre e acaba ficando grávida do reverendo. Mas, como apesar de ficar presa e socialmente marginalizada ela se recusa a dizer o nome do pai da criança, passa então a portar um "A" de adúltera bordado em cores vermelhas em suas roupas, como símbolo de sua vergonha perante a sociedade local.

 

Elenco

Demi Moore

(Hester Prynne)

Gary Oldman

(Reverendo Arthur Dimmesdale)

Robert Duvall

(Dr. Roger Prynne)

  • Lisa Jolliff-andoh (Mituba)
  • Edward Hardwicke (Governador John Bellingham)
  • Robert Prosky (Horace Stonehall)
  • Roy Dotrice (Reverendo Thomas Cheever)
  • Joan Plowright (Harriet Hibbons)
  • Malcolm Storry (Dunsmuir)

Comentários

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sandroalexcwb em 07/06/2010

Como o Moralismo está ligado aos personagens do filme Letra Escarlate?


 O Estado e a religião confundiam-se e de uma forma geral todos os personagens carregavam uma herança cultural moralista que para os padrões da época de 1666, eram absolutamente normais. A intolerância e conflitos entre homens brancos e indígenas pareciam coisas comuns. As autoridades políticas e religiosas aguardavam um sinal de Deus para a tomada de decisões.


 Uma mulher casada, vivendo sozinha, administrando sua própria vida e defendendo a liberdade de culto sem medo de perseguições, era uma fronta para aquela sociedade machista onde as mulheres  eram tratadas como seres inferiores e carregavam consigo o estigma da ignorância .


A personagem Hester Prynne, moralmente massacrada, acusada de heresia por promover reuniões onde o conteúdo das conversas, eram de cunho sexual. Fora também  condenada a prisão por não revelar o nome do pai do filho bastardo que carregava em seu ventre. O caráter de sua gravidez, talvez não fosse de tamanha relevância frente ao fato de não se arrepender desse “pecado” perante os magistrados e não satisfazer a curiosidade de todos revelando o nome do pai da criança, sua atitude corajosa, a tornara uma criminosa perante a sociedade. O seu maior pecado fora desafiar aqueles senhores que advogavam em causa própria e legislavam de acordo com suas conveniências.


Após o nascimento da criança onde todo período de gestação fora passado dentro da prisão, a Sra. Hester fora libertada das grades para imediatamente  ser  aprisionada a um distintivo(com a Letra A de Adultera), onde segundo ela não simbolizava a sua falta de vergonha, mas sim a vergonha daquela sociedade hipócrita que  a condenara  por fornicação e adultério a tornando o ser mais vil e indigno de viver naquele ambiente de tanto respeito.

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igor em 09/01/2001Nota: 5     

Gostei muito do filme, acho que o fato do final ter sido alterado, com relação à obra de Nathaniel Hawthorne não prejudicou em nada, muito pelo contrário, os escritore da época só falavam em morte, porque o filme deveria ter o mesmo fim? É incrível como hoje ainda existam pessoas que pensam desta forma, e que não aceitem que um filme mostre a religião por um outro ângulo. Filme Nota 10!!! Excelente trilha sonora, o que podia se esperar de John Barry."

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Adriana Maiaa em 03/01/2001Nota: 4.5     

Ao visitar minha locadora numa segunda-feira de Carnaval obviamente não encontrei lançamento algum. Aí me embrenhei no meio daqueles infinitos títulos misturados e bagunçados. Escolhi "A Letra Escarlate", não me lembrava das críticas ao filme mas simpatizei com a sinopse. Não decepcionou. O filme é uma crítica ao extremismo religioso. Demi Moore está muito bem representando a força da mulher contestadora e apaixonada, apesar de estar com uma voz meio rouca. Até que ponto a burguesia pode ir com a sua hipocrisia? E até que ponto pode ir a resistência humana na luta por um ideal? A fotografia é linda e o conflito índio x homem branco também estão de parabéns. Só não mereceu nota 10 porque o final não foi condizente com o grau de realismo da história.

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Admaa em 11/01/2001Nota: 4     

O filme com toda a certeza foi excelente, mas uma vez que foi baseado na obra The Scarlet Letter do escritor norte-americano Nathaniel Hawthorne foram omitidos algums detalhes e toda uma simbologia marcantes na obra.

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Robertson Frizero Barros em 07/01/2001Nota: 2     

Esta versão de "A Letra Escarlate" ("The Scarlet Letter"), "livremente adaptada" do romance de Nathaniel Hawthorne, é sempre apontada como o maior exemplo de deturpação de uma obra literária em nome do "entretenimento hollywoodiano". Demi Moore é criticada não só por sua atuação morna, mas também por ter influenciado na condução da história e deturpado o espírito da obra e da época retratada. A "Hester Pryne" de Demi Moore é uma mulher libertária, moderna, que enfrenta a sociedade de igual para igual em uma postura que se encaixa bem com a década de 1990, mas é impossível quando se imagina o século XVII da história original e mais ainda quando se remete ao romance de Hawthorne, um clássico da literatura americana. A personagem de Hawthorne vive cercada da culpa cristã que lhe é imposta pela sociedade, mas em nenhum momento se liv ra dela; ela aceita seu destino, o de carregar a letra "A" em sua roupa, como símbolo de seu adultério, até o fim de seus dias; ela enfrenta a sociedade, em termos, apenas ao lutar pela guarda de sua filha Pearl e ao se negar a delatar o nome de seu amante. Mas o maior absurdo de "A Letra Escarlate", o filme, dirigido pelo competente Roland Joffé (de "A Missão") - que aqui errou terrivelmente - é o final feliz hollywoodiano imposto por Demi Moore e por aquelas temerárias "sessões prévias" que os estúdios hollywoodianos realizam em cidadezinhas do interior dos EUA para medir "a reação do público". O livro não tem um final feliz, e nem poderia ter, retratando o obscurantismo de uma sociedade cheia de defeitos mas que mesmo assim se vê no direito de julgar e condenar os outros. Mas, diante da reação da audiência da "sessão prévia", optou-se por um final açucarado... O filme tem pontos positivos, como a trilha sonora correta de John Barry e o figurino, que curiosamente foi em grande parte reaproveitado para o filme "As Bruxas de Salem" ("The Crucible"), anos depois. Mas só agradará quem não dá muita importância à coerência histórica ou à fidelidade nas adaptações fílmicas de obras literárias, nem sabe distinguir uma atuação boa de um arremedo de interpretação (refiro-me às caretas de Demi Moore e à incrivelmente fraca performance do excelente Gary Oldman). Só recomendo jamais utilizarem o filme como referência ao livro, em respeito ao autor, um dos grandes nomes da literatura americana."

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Raul Zonta em 06/01/2001Nota: 0.5     

O filme perde-se ao transpor o mundo do autor para a tela, nao pela mudanca do final mas pela pessima interpretacao de Demi Moore. Bons atores, Oldman e Duvall mereciam contracenar com uma atris que pelo estude.....e ai e so assistir o filme."

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Denivaldo em 10/01/2001Nota: 5     

O filme A Letra escalarte é um classico da literatura inglesa. Trata-se de um filme empolgante, no qual a principal lição é a crítica ao fanatismo desenfreado, próprio de religiões desvirtuada da essência do evangelho.

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Giseli em 02/01/2001Nota: 5     

O filme é ótimo!!! Se até no "Titanic" teve um romance inventado, "A Letra Escarlate" também poderia fazer algumas alterações para tornar a história mais envolvente. Mudar o script de livros em adaptacões é uma prática constante em novelas e seriados brasileiros, por exemplo. E só a cena do Gary Oldman no lago, principalmente, e a cena dos dois na rústica banheira já valem o filme!

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Elisabete em 04/01/2001Nota: 3.5     

"A letra escarlate", apesar de não seguir na íntegra o livro de Nathaniel Hawthorne, é um bom filme. Tem uma fotografia maravilhosa. O ator Gary Oldman, o qual aprecio bastante, protagoniza um personagem onde ele sempre os eterniza. Acredito também que, além de ser um grande ator, sabe escolher os filmes onde assinará embaixo.

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Verônica Vieiraa em 08/01/2001Nota: 4     

Apesar de ter seu final diferente do livro,o filme dá aos telespectadores uma excelente lição no que diz respeito ao contexto social e político da época.Apenas perde o teor de realidade nas cenas do ataque indígena devido ao exagero de sangue."

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