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Maravilhoso! "O Filho da Noiva" é uma verdadeira obra-prima, que merecia um reconhecimento muito maior do que obteve em festivais e premiações internacionais. O filme consegue divertir, emocionar e fazer o público torcer pelo protagonista a cada cena. Existem citações fenomenais, como sobre a crise na Argentina - "Que nova crise? Nós estamos sempre em crise, quando não é o FMI são as forças populares" -, ícones da nossa atualidade e até mesmo à série "Chaves". O pedido de casamento que surge no filme é tocante, uma cena belíssima, assim como é toda a meia hora final do filme. Excelente. |
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Quando foi anunciado os indicados para o Oscar de melhor filme estrangeiro, muitos se surpreenderam com a presença de um tal filme argentino que não fazia muito barulho. Diversos artigos de jornais brasileiros, diziam que este tal filme argentino que havia roubado a vaga do nosso belíssimo "Abril Despedaçado". Porém, outros tinham um discurso mais político, dizendo que essa indicação havia sido apenas pelo fato da Argentina passar uma crise econômica lamentável que levou o país a falência. Agora, verdade seja dita: "O Filho da Noiva" não conseguiu sua indicação por motivos políticos, e se roubou realmente a vaga do nosso concorrente, foi por méritos bem consideráveis. Se o "Abril Despedaçado" é uma pequena pérola preciosa do nosso cinema, "O Filho da Noiva" é um diamante argentino raro, uma obra-prima irretocável. Excluindo a máquina de fazer filmes que é o Estados Unidos (Hollywood), três países estão se sobressaindo dos demais. O Brasil passa por uma ascenção empolgante, o México já está passando por uma de suas melhores fases (criando até astros e realizando filmes esperadíssimos), e por fim, a Argentina que, mesmo na profunda crise que atravessa, parece ter encontrado o rumo para se fazer grandes filmes. E o mais intessante, em "O Filho da Noiva" já acompanhamos essa nova realidade argentina, - logo no começo do filme, o protagonista está em seu restaurante, e aparece investidores interessados em comprar seu comércio, porém mesmo com a forte crise (que é brevemente discutida em diálogos), seu restaurante vai bem, diferente dos demais concorrentes que estão fechando as portas e declarando falência. Rafael Belvedere (Ricardo Darín) é um homem displicente. Sua vida (seu tempo) parece ser totalmente dedicado ao serviço, gerenciado o restaurante que foi fundado por seus pais. Com sua mãe (Norma Aleandro) doente, ele só resolve voltar a vê-la depois de quase um ano sem aparecer, sendo que foi alertado pelo pai (Héctor Alterio) sobre o aniversário dela. A relação com sua filha é totalmente apática, ela conta o que fez na escola e ele mal lhe dá atenção, algo como ela diz e ele finge que escuta - por isso, sua filha nem gosta muito de visitá-lo. Ela prefere ficar com sua mãe, ex-esposa de Rafael que não suportou sua desatenção. E quem sofre agora com essa desatenção é Naty (Natalia Verbeke), a jovem e bela atual namorada dele, que vai aos poucos percebendo o total descompromisso dele pela relação. Em uma noite, Rafael sofre um enfarte. Por ter levado esse susto, ele começa a repensar sua vida e as prioridades que deu ao serviço e deixou a família de lado. Nisso surge em seu caminho diversas complicações e surpresas como, por exemplo, o desejo de seu pai em casar com a esposa doente na igreja (e pede a ajuda dele para isso), o surgimento de um amigo de infância (Eduardo Blanco), e a pressão de sua namorada em começar uma relação séria e compromissada; além da venda do restaurante da família. Ou seja, Rafael aos 42 anos começa uma reformulação em sua vida, onde a família e os amigos virão na frente de trabalho,- porém, muitas coisas não será o enfarte que mostrará, mas sim o erro. Juan José Campanella faz um trabalho impecável. Se tratando do roteiro (que escreveu em parceria com Fernando Castets), ele cria uma história rica e fascinante; é uma história dramática que nas mãos de muitos cairia em um dramalhão barato, naquela coisa melosa e piegas. Porém, o caminho traçado pelo diretor/roteirista é outro, é um lado cômico, um lado leve, descontraído e sem choradeira barata. Sempre quando algum personagem derrama lágrimas, existem razões mais do que suficientes para isso acontecer. Numa história que envolve, família, amor, paixão, amizade, erro, arrependimento e sonho, Campanella acertadamente faz um filme acessível para todo tipo de público; tanto aqueles que buscam um filme artisticamente rico quanto para aqueles que buscam o simples entretenimento, "O Filho da Noiva" é ideal. A grande maravilha do filme, talvez, é seu humor. Para se ter uma idéia, existe uma hilariante situação em que o seriado mexicano "Chaves" (que passa aqui no Brasil há mais de 20 anos!) é citado (portanto, só quem conhece o seriado irá entender a passagem cômica); existe também outra cena que tira um sarro com o ex-presidente dos EUA, Bill Clinton. Ou seja, o filme tem um humor versátil e mundialmente cultural; afinal, não é sempre que encontramos em um filme, piadas em cima de Chaves e Bill Clinton. Contudo, o humor do filme vai muito mais além dessas breves referências. Todos os personagens tem função humorística no filme, desde a filha de Rafael, chegando até o amigo de infância dele, que se tratando de humor, é a melhor coisa o filme. O elenco do filme é primoroso; Ricardo Darín está excelente, consegue ter bom humor, quando é para ser sério atinge o objetivo perfeitamente, e em um de seus melhores momentos, passa uma honestidade incrível e emocionante. Os veteranos Norma Aleandro e Héctor Alterio estão impecáveis, ela interpreta uma doente com muita naturalidade e sem exageros, sua maneira contida é formidável e funciona durante o filme todo, já ele nos faz acreditar no perseverante amor existente pela mulher. Natalia Verbeke aparece muito bem sempre, bonita e sempre simpática, sua presença na tela é sempre maravilhosa; e por fim, Eduardo Blanco que é a peça de humor chave do filme, interpreta um ator aspirante, a cena onde conta seu segredo para Rafael é irretocável, já na cena do casamento é engraçado e emocionante, além de diversas outras. "O Filho da Noiva" (El Hijo de la Novia, 2001) é, talvez, o melhor filme que vi esse ano no cinema, e olha que muitas coisas boas pintaram nos cinemas nacionais. Indicado ao Oscar na categoria de melhor filme estrangeiro, o filme vem colecionando elogios em festivais, aqui mesmo no Brasil, foi sucesso absoluto em todas as mostras e festivais que passou. Sempre muito ovacionado, "O Filho da Noiva" vai ganhar uma refilmagem norte-americana nos próximos anos, onde dificilmente irá superar essa versão original, que tem um humor genuíno e não deixa de ser um filme crítico, onde sobra até para a igreja católica e suas tradições. Uma dica: não saia antes dos créditos terminarem, pois após os créditos, revelá-se quem é o tal Dick Watson que a namorada e a ex-mulher de Rafael tanto comentam. O filme nos faz rir até quando já acabou. ." |
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"O filho da noiva" nos contamina de ternura do começo ao fim, nos leva a refletir nossas fantasias sobre a felicidade para assumirmos a vida como ela é, assumir as relações com as pessoas que nos cercam, enfim ser melhor como pessoa. E Rafael consegue se modificar para melhor, torna-se sensível à doçura do pai. O filme também é importante por retratar a nova organização na área de serviços. O restaurante simbolizou um ramo de atividade. Até a pouco tempo, esses ramos eram dominados por família e ofereciam um atendimento mais afetivo, mantinham laços de amizade com clientes e funcionários. Hoje predomina a técnica e o atendimento padronizado. O sofrimento de Rafael é o sofrimento de milhões: o que é ser alguém? A beleza do filme está em resgatar o humano que ainda existe em nós, a sua resistência à barbárie, ao fútil, a mediocridade." |
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Lindo! Encantador como os olhos azuis do protagonista. Ótimo ver novamente Norma Aleandro em uma representação comovente, sem ser apelativa. Fico pensando se tivesse sido produzido nos USA...acho que perderia todo o encanto." |
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MARAVILHOSO. FORA A HISTÓRIA DO FILHO, ESTRESSADO E SEM TEMPO PARA VIVER. TEM A DO PAI E DA MÃE QUE SOFRE DO MAL DE ALZEIHMER. O MODO COMO O FILME TRATA DA VELHICE É MRAVILHOSO. E O PEDIDO DE CASAMENTO DO MARIDO A ESPOSA DEPOIS DE 40 ANOS - ELES NÃO SE CASARAM NA IGREJA COMO ELA QUERIA - FOI FEITO DE UM MODO MUITO SENSIVEL. UM FILME QUE TRATA DE VALORES DA VIDA SEM PIEGUICE." |
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Este filme é uma sensibilidade extrema. Nos emociona de uma forma que fiquei sem palavras.São situações do cotidiano, a rotina em si. Enfim ,coisas que fazem parte da nossa vida e que às vezes não paramos e refletimos se está tudo bem ou não. Simplesmente adorei, chorei e, é claro, também fiquei curiosa sobre Dick Watson." |
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Um dos melhores filmes que assisti em toda a minha vida! È um daquele filmes que nos levam do riso ao ao choro numa fração de segundos. Muito delicado e sensivel, enfim uma obra-prima!" |
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Achei o filme maravilhoso, mesmo porque sou muito romantico e apaixonado, quero mandar os parabéns ao ator Ricardo Darin pela atuação maravilhosa, espetacular". "Ricardo, vc foi espetacular fez minha mãe, minha namorada e eu chorar assim como muitas pessoas que estavam no cinema, gostaria muito de poder escrever alguma mensagem em seu mail pessoal, eu e minha namorada viramos seu fã, parabéns pelo trabalho lindo e por tanto carisma e simpatia". Estamos anciosos esperando a estreia de Kanchatka(nao sei se e assim que escreve)veremos com certeza no primeiro dia de estréia.HUM MILHÃO DE PARABÉNS A VC E TODO O ELENCO,VCS FORAM DIVINOS.Um dia esperamos conhece-lo pessoalmente. Muito obrigado. |
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Campanella realmente conseguiu desnudar a alma humana em uma obra sensível e realista. E tudo fica ainda mais perfeito quando se passou, na vida real, por um caso de Alzheimer. Assistir ao "Filho da Noiva" é estar sujeito a uma catarse inigualável." |
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Um filme muito bom, com um baixo orçamento e aspectos peculiares da Argentina, filho da noiva é uma otima opção. O filme mostra situações de uma família tradicional da Argentina, na qual não deixou-se abalar pela crise vivenciada em todo país. Rodemos observar relações entre marido e mulher, amigos de longa data e de pais e filhos de diferentes gerações. Atuação perfeita de Ricardo Darin, sem falar da direção de Juan José Campanella. Dierção de arte muito boa usando o "azul" como cor predominte. |
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Simplesmente lindo. Este filme eu recomendo a todas as pessoas que querem se emocionar. Vale a pena ver. Darin como sempre impecável e a história é maravilhosa e verossímil. Aprovadísimo! |
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