SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
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2 - Fraco
O maior mérito do diretor neste filme foi o de fotografá-lo com uma textura semelhante aos quadros do pintor holandês que é homenageado: Johannes Vermeer (Colin Firth). O roteiro baseado no livro de Tracy Chevalier é simplório. Uma jovem e bela empregada, Griet (Scarlett Johansson) vai ser a musa inspiradora de uma das pinturas mais famosas de Vermeer. A sua família não era o que se poderia considerar um "poço de normalidade". A sogra controlava as finanças da família a punhos de aço. A família de Vermeer abusava nos gastos financeiros no período que se seguia à conclusão de um quadro. Van Ruijven (Tom Wilkinson), o mecenas da cidade de Delft, comprava a obra de Vermeer. A ostentação da família se prolongava até o momento em que o dinheiro escasseava. A matrona entrava em ação pressionando a produção do pintor holandês. Griet intuitivamente entende a importância da luz na criação dos quadros do seu patrão. Este, por sua vez, torna-se uma espécie de professor. Ensina a sua bela funcionária que acaba lhe servindo de modelo na pintura que leva o título do filme. A esposa de Vermeer é retratada como uma mulher insegura, ciumenta, que vivia grávida o tempo todo. Ela que outrora havia sido a musa inspiradora do marido temia perder o espaço para uma outra mulher. A paixão entre Vermeer e Griet pode ser acompanhada através de certas sutilezas: tremores nas mãos e a languidez nos olhares. A coisa nunca chega às vias de fato. Porém, após ter posado por horas a fio, Griet sai correndo do ateliê para os braços do seu namorado, o açougueiro, para realizar as suas fantasias sexuais. Peter Webber fez um filme para ser contemplado como uma pintura. E teve êxito na sua empreitada.
Adicionado em 10 de jan de 2003 às 00h00
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