Notas dos Filmes
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    Legalidade
    Média
    3,4
    22 notas e 4 críticas
    distribuição de 4 críticas por nota
    1 crítica
    2 críticas
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    4 críticas do leitor

    Miguel V
    Miguel V

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    4,5
    Enviada em 18 de setembro de 2019
    Legalidade é um filme com uma excelente fotografia e um enredo bem desenvolvido, ainda que as personagens do triângulo amoroso sejam fictícias, mas além de tornar o filme mais atraente, ajudam a potencializar a realidade da disputa ideológica da época. Para um país com uma memória tão olvidada , que praticamente permitiu retomar uma disputa ideológica ultrapassada com uma polarização tão radicalizada, como a que o atual governo brasileiro vem promovendo, já é um fator muito importante e louvável em seu lançamento no momento político atual. As imagens da época permitem amplificar o realismo das cenas gravadas e Leonardo Machado interpretou com maestria o governador Brizola. A conexão com o princípio do século atual com a busca sobre os pais biológicas da personagem Blanca, consegue trabalhar a questão da ditadura militar subsequente a Legalidade, e as questão dos presos e desaparecidos do regime. A ação épica envolvente que conecta bem com a realidade latino-americana que se vivia na época, da Conferência em Punta del Leste, da qual Brizola participou, a questão indígena presente na atividade da personagem Luis Carlos nas Missões é deveras provocante, se considerarmos o que o atual governo brasileiro está fazendo com os povos originários. É uma lição de história exemplar, pois o mesmo ultra radicalismo dos grandes empresários e militares que faziam crer que Jango e Brizola eram perigosíssimos subversivos marxistas, se repete "ipsis litteris" com o governo Bolsonaro e seus apoiadores da classe rentista nacional e estrangeira. Por tudo isto este é sem dúvida uma das melhores produções cinematográficas do cinema brasileiro contemporâneo.
    Felipe M.
    Felipe M.

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    5,0
    Enviada em 11 de setembro de 2019
    O filme é muito bom, conta com detalhes momentos muito importantes para história do Brasil e do Rio Grande do Sul, sem apelações. Belas atuações!
    Paulo Henrique M
    Paulo Henrique M

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    1,0
    Enviada em 8 de setembro de 2019
    Tanto Jânio Quadros quanto João Goulart parecem meros figurantes da história, principalmente diante do extremo protagonismo tomado por Leonel Brizola – muito bem interpretado pelo já falecido Leonardo Machado, em seu derradeiro papel. É importante notar que o filme contou com a consultoria de vários membros da família do político e, portanto, apresenta um forte viés da visão do seu protagonista, que claramente atua como o herói livre de defeitos, com o intuito de defender a justiça e respeitar a constituição a qualquer preço. Um símbolo de caráter e bom-mocismo nacional. O herói que a gente precisa. Com um personagem principal tão perfeito e moralmente incontestável, a história precisou criar um romance de novela ao redor dos acontecimentos para ter alguma coisa pra contar. Na falta de algo mais criativo, meteram um triângulo amoroso envolvendo a Cléo Pires (que, tal qual Beyonce, agora é só Cleo, ela tirou o acento e o sobrenome). A atriz, porém, apresenta em tela o mesmo carisma de uma pastilha efervescente. Sua atuação só chama atenção com a exibição gratuita de peitinhos (que nem isso é mérito dela, já que são provavelmente de uma dublê). O romance aproveita para encher de ficção os fatos históricos – algo que eu não tenho problema nenhum em aceitar, desde que seja bem motivada, o que não acontece. Uma pena que a história seja poluída com um enredo tão terrível, já que a produção é muito bem feita. A década de 60 é bem retratada, incluindo filmagens feitas dentro do Palácio Piratini, sede do governo gaúcho. Provavelmente, durante o corte final, o filme não estava ruim o suficiente para os padrões nacionais, então os produtores decidiram adicionar uma história paralela passada no tempo presente só para desperdiçar o talento de Letícia Sabatella, já que esses acontecimentos não adicionam NADA na trama e são tão interessantes quanto esperar o ônibus para o centro em um domingo chuvoso. crítica completa em https://vitaminanerd.com.br/legalidade/
    Juliana S
    Juliana S

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    4,5
    Enviada em 26 de setembro de 2019
    Longe de mostrar Brizola como um bom moço como li noutra crítica, o filme narra a força e a façanha de um líder que em várias falas do filme mostrou-se coerente com a Constituição - por isso Legalidade. Se ele tinha esse jeito arrebatador, não era para menos, não sou brizolista mas minha simpatia por ele é grande como uma liderança que conseguiu através do poder da palavra em sua rádio da Legalidade conclamar o povo gaúcho, manter a chama acesa e ainda, de quebra, faz o 3o Exército apoiá-lo. A trilha sonora é de arrepiar - especialmente para quem é gaúch@ - Vitor Ramil nos chama para Semeadura! É muito bem-vindo, não só pelo tema extremamente importante como uma referência histórica - de passado e de presente, assim como devemos saudá-lo por ser uma produção brasileira, contando nossa história. Parabéns! Temos muita história brasileira para ser contada!
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