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    Operação Overlord
    Críticas AdoroCinema
    4,0
    Muito bom
    Operação Overlord

    O lado trash da guerra

    por Barbara Demerov
    A madrugada que antecedeu o Dia D, na Normandia, compõe o cenário de Operação Overlord, terror de guerra que destaca em seu título o plano de invasão executado em 1944. Toda a base do filme se encontra na Segunda Guerra Mundial, mas a graça se encontra justamente na maneira diferenciada como a história é conduzida (especialmente por tratar de um tema já muito abordado no cinema). Aqui, o horror da realidade se mistura com um estilo mais sofisticado de filme B; e a resolução não poderia ser mais divertida.

    O senso de urgência que a guerra traz é introduzido logo na sequência inicial, definindo a mensagem que o filme quer transmitir: o que importa é o que está acontecendo agora. Ao acompanharmos uma equipe de soldados americanos prestes a serem jogados (literalmente) para além das linhas inimigas, já é possível saber o que nos aguarda nos próximos minutos: ação, morte, sangue... e mais ação. Mas o que há além disso? O que torna Operação Overlord diferente de outros tantos filmes de guerra? A resposta: o nome J. J. Abrams, cujo estilo e ideias inesperadas mostram-se tão fortes aqui quanto na franquia Cloverfield.



    Além da evidenciação do clima de sofrimento, pobreza e apreensão, a sensação do terror da guerra com o terror do desconhecido se unem e elevam a intensidade da história. Sabemos que há mais do que nazistas no pequeno vilarejo francês, mas o que está acontecendo exatamente? O suspense é muito bem elaborado e trabalha o horror da batalha de maneira crível; mas o espaço também é o do gore, puro e simples, que toma as rédeas sem medo de impactar. A transição é fluida e ao mesmo tempo carregada, mas nunca perde seu ritmo.

    A "rotina" da Segunda Guerra Mundial (incluindo bombas plantadas em terrenos vazios e o terror que soldados nazistas instauram nos civis) logo se opõe à missão que foi incumbida aos soldados que sobreviveram. O filme aproveita mais um pedaço da realidade e transforma os estudos científicos dos nazistas em inocentes na chance de introduzir o sobrenatural e, principalmente, a carnificina. A missão de destruir uma torre nazista não é mais tão simples como parece, pois há muito mais em jogo.



    Assim como em relação aos efeitos práticos e especiais, a ambientação de Operação Overlord é, sem dúvidas, um dos pontos mais altos da produção. Mesmo intercalando o lado histórico com o lado irreal, é possível ver que sua identidade ainda se mantém intacta, o que não é pouca coisa. O elenco também se destaca e não só está sintonizado como também ajuda a manter um ritmo dinâmico entre os planos secretos e as execuções dos mesmos. A aliança formada pela francesa Chloe (Mattilde Ollivier) com os soldados, incluindo Boyce (Jovan Adepo) e Ford (Wyatt Russell), entrega aquela parcela de humanização à história e se alterna com a violência, enquanto o vilão interpretado por Pilou Asbæk balanceia os dois lados da narrativa.

    Operação Overlord sabe exatamente a que veio. É um prato cheio para o cinema de horror e não oscila ao reunir componentes humanos e sobrehumanos na mesma narrativa, que por sua vez é enérgica e rende momentos de ação grandiosos. Poderia ter dado muito errado, mas a presença do gore venceu a batalha de entreter em pleno Terceiro Reich.
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    Comentários

    • Giancarlo C
      Mas que povo sem tipo. O filme desde o trailer se mostra um terror gore com pano de fundo da guerra da Normandia. Ponto final. Não é filme histórico, não é hollywoodiano com fórmulas de terror clichê. Achei muito bom. Não é uma obra prima, mas prende a atenção sim.
    • fornmenga
      Deixa de chorar, por acaso você viu quanta gente concordou com a crítica? pelo jeito não. E dês de quando se precisa fazer um filme pra poder criticar outro? deixa de retardado, esse é o tipo de argumento que uma criança de 10 anos tem. Uma coisa ser difícil de se criar não é nenhum motivo pra se fazer ela ruim.
    • Carlos Alberto
      Querem guerra, passem umas horas na biblioteca. É filme minha gente, para entreter, divertir. Vão lá fazer um filme então, Produzir, dirigir. Há, me poupe. Critica é a pior porcaria que existe. Cada um tem que tirar suas próprias conclusões
    • Drailton Lima de Andrade
      Eu já sabia que se tratava de uma Ficção baseada na Segunda Guerra. Pelo Trailer e Título, parece algo do Outro Mundo, mas apesar da premissa, o desenvolvimento é bem FRACO. Sinceramente, esperava muito mais....
    • GTR TELEFONIA
      Primeiro filme de guerra que gosto e não e parado,tem ação do início ao fimUma sacada muito boa juntar terror com a guerra .
    • Bruno [FM]
      Repitam comigo 15 vezes: Atitudes de heroísmo não devem ser burras. Atitudes de heroísmo não devem ser burras. Atitudes de heroísmo não devem ser burras. Atitudes de heroísmo não devem...(15x não se esqueçam! Que é mais ou menos o valor que estamos pagando na meia entrada dos cinemas. Para a próxima vez termos uma premonição econômica)Filme com uma premissa muito boa, mas que o roteiro infelizmente não foi maduro o suficiente pra manter a qualidade do início ao fim. Acaba sendo um passeio de montanha-russa onde o frio na barriga acontece só na primeira descida.A cena de abertura faz o espectador se sentir dentro da Segunda Guerra Mundial. Coisa que muito filme de guerra indicado a Oscar não conseguiu. Um plano-sequência de explosões que consegue agradar no final. E uma maquiagem de halloween impecável. Fora isso, o restante poderia ter sido lançado direto em streaming ou em dvd mesmo.Digo tudo isso com um grande infelizmente. Porque se a ideia-núcleo tivesse sido elaborada com a cabeça FORA dos games, esse filme teria obtido um resultado que seria de bom à excelente. Mas infelizmente, (sim meus caros, INFELIZMENTE) não passou de regular essa operação bem descarada.
    • cincerus
      Poxa, o título do filme é falacioso. Dá a impressão, pelo título, de ser um filme de guerra com fundo histórico (invasão da Normandia no dia D), mas é mais um pastiche de terror tão em voga nos dias de hoje. Querem mesmo é alienar as pessoas da realidade histórica!
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