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    Dólares de Areia
    Críticas AdoroCinema
    3,0
    Legal
    Dólares de Areia

    Salvo por uma atriz

    por Lucas Salgado

    Dólares de Areia é um daqueles casos de filmes salvos por seu/sua protagonista. O longa conta com uma narrativa problemática, com elenco irregular e roteiro com falhas, mas tudo parece em segundo plano diante de uma atuação realmente especial da veterana Geraldine Chaplin. Filha de Charles Chaplin e atriz de clássicos como Doutor JivagoNashville, Geraldine nunca foi uma diva do cinema americano e também não foi uma grade musa da nouvelle vague. Ainda assim, construiu uma carreira com vários projetos de destaque, como os recentes Fale com Ela e O Orfanato.

    Dólares de Areia - FotoO novo longa está longe de ser um de seus principais trabalhos no que diz respeito a qualidade da produção, mas oferece sim uma de suas melhores atuações. A atriz interpreta Anne, uma senhora francesa que está de passagem pela República Dominicana e acaba se encantando pela jovem Noeli (Yanet Mojica), que vive de explorar turistas que visitam o país em busca de diversão e prazer.

    A relação entre Anne e Noeli é bem desenvolvida e as duas atrizes possuem uma boa química em cena. O espectador se envolve na jornada de entrega de Anne, que já está com uma idade avançada e parece em busca de uma companhia. A postura de Noeli, no entanto, tira um pouco o público da trama, uma vez que a personagem claramente possui segundas intenções.

    Trata-se de uma obra simples, mas que trata de temas sérios, como o turismo sexual. A direção de Israel Cárdenas e Laura Amelia Guzmán tem como mérito a escolha de cenários pouco convencionais. Como estamos falando de exploração e turismo, é claro que as belezas naturais da República Dominicana ganham espaço, mas o filme também oferece um olhar para as dificuldades locais e os problemas que enfrentam a população.

    Cárdenas e Guzmán também são responsáveis pelo roteiro, que é um dos problemas da produção. O ritmo também é algo que compromete o filme, afinal uma obra de 80 minutos não deveria deixar o espectador entediado, como acontece aqui em alguns momentos. 

    Não fosse Geraldine Chaplin, o filme provavelmente não existiria.

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