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Que Horas Ela Volta?
Média
4,4
1147 notas e 108 críticas
40% (43 críticas)
41% (44 críticas)
12% (13 críticas)
3% (3 críticas)
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Você assistiu Que Horas Ela Volta? ?

108 críticas do leitor

Kamila A.
Kamila A.

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5,0
Enviada em 02/09/15
Meus pais, quando se casaram, ainda jovens, tiveram que deixar para trás a sua cidade (Campina Grande-PB), para firmar residência em Natal-RN, onde eles poderiam ter mais oportunidades nas suas recém-iniciadas trajetórias profissionais. Na viagem, foram acompanhados por Nina, empregada doméstica da família, também paraibana, analfabeta, e que, ao decidir seguir meus pais, deixou também para trás a sua família (mãe, irmãos, um filho). Em Natal, meus pais constituíram família, tiveram três filhas, as quais foram cuidadas e criadas com muito amor e carinho por Nina. Minha mãe, que era bancária e tinha uma rotina de trabalho muito atribulada, não conseguia, muitas vezes, acompanhar tarefas escolares, preparar a farda do colégio, brincar com a gente, conversar... Nina é parte de nossa família. Mas, ao mesmo tempo, Nina sabia que existia um limite que ela nunca deveria ultrapassar. A história que contei rapidamente aqui é a de Nina. Mas a trajetória dela e a de muitas outras empregadas domésticas anônimas foi retratada de uma maneira emocionante e singela pela diretora e roteirista Anna Muylaert no filme “Que Horas Ela Volta?”. Na estrutura narrativa do filme, é importante ressaltar o paralelismo que existe entre as figuras das mães do filme. Bárbara (Karine Teles), uma profissional de sucesso, que fez da profissão a sua prioridade e que não consegue se aproximar do filho Fabinho (Michel Joelsas); não é muito diferente de Val (Regina Casé), que deixou o Estado de Pernambuco para se mudar para São Paulo, com o objetivo de poder proporcionar melhores condições de vida para sua filha Jéssica (Camila Márdila), o que, obviamente, acabou fazendo com que ela se distanciasse da menina. Val, assim como Nina, morava integralmente na casa de seus patrões. Por estar sempre ali, presente, acabou se transformando na referência de Fabinho. Por estar sempre ali, presente, provavelmente Val acabou transferindo todo o amor que daria para Jéssica para o filho de seus patrões. Inconscientemente, talvez, mas por amor à sua filha, para se manter fiel ao propósito que a levou à São Paulo, Val aguentava todo e qualquer sacrifício (o quarto minúsculo, apertado, quente, a rotina puxada de trabalho). Nesse sentido, “Que Horas Ela Volta?” é um filme sobre a mudança cultural e social vista no nosso país em anos recentes. Val é o produto de um Brasil patriarcal, dominado por relações injustas de trabalho, por papeis sociais pré-determinados, por diferenças exacerbadas entre as classes sociais. Isso fica nitidamente explícito quando, treze anos após deixar Pernambuco, Val recebe a notícia de que Jéssica quer vir à São Paulo, assim como ela, em busca de melhores oportunidades, da chance de poder prestar vestibular em uma boa universidade. Aí está a principal e notável diferença. Se, no Brasil patriarcal, a mudança vinha por meio do esforço físico, do trabalho duro e dedicado; hoje, o motor principal para a transformação social vem da educação, da instrução, das oportunidades iguais de acesso ao ensino. Jéssica revoluciona, não só o mundo da sua mãe, como também o mundo hipócrita dos patrões dela. Para Jéssica, que teve a sua mente expandida por meio do contato com professores que incutiram nela a necessidade da reflexão do mundo que se encontra à nossa volta, todos somos iguais e somos donos dos nossos próprios destinos. Entender as nuances desse conflito é compreender a beleza que existe por trás de “Que Horas Ela Volta?”. O longa é um tributo aos avanços sociais vistos nos últimos anos, mas, além disso, é uma homenagem às Val e às Nina desse nosso país que, com seus sacrifícios, abriram as portas para que as Jéssicas do Brasil pudessem ter as oportunidades que têm hoje em dia. O que chama a atenção no trabalho de Anna Muylaert, nesse filme, além de trazer dignidade a essas personagens (que saem do mundo de invisibilidade para o de visibilidade), é que a diretora faz um retrato cultural e social muito particular do nosso país, de uma maneira universal – o que explica o grande sucesso que a obra tem obtido no mundo inteiro.
Felipi V.
Felipi V.

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5,0
Enviada em 24/08/15
“Que Horas Ela Volta?” (2015) vem impressionando com sua repercussão internacional de forma a empolgar todos que torcem para que um dia algum de nossos longas-metragens seja reconhecido com um Oscar de Melhor Filme Estrangeiro ou até de Melhor Atriz. Prova disso é que foi mencionado, como forte candidato ao prêmio da academia norte-americana, pelo blog Indiewire, um dos mais conceituados veículos independentes sobre cinema dos Estados Unidos. Desde “Central do Brasil” (1998) que nosso cinema não tinha um candidato tão forte e unânime entre a crítica internacional, recebendo aplausos a cada exibição. Tanto que Regina Casé e Camila Márdila ganharam o Prêmio Especial do Júri na categoria de Interpretação de Cinema Mundial no Festival de Sundance e o Prêmio de Melhor Filme para o público no Festival de Berlim, ambos em 2015. - - / / - - Anna Muylaert demonstra toda sua experiência adquirida com trabalhos anteriores, que já impressionavam por sua qualidade e diversidade de gêneros. Em “Durval Discos” (2002) apresentou uma narrativa cômica e nostálgica, com os cativantes Ary França e Etty Fraser nos papéis principais e com uma trilha sonora marcante. Com “É Proibido Fumar” (2009) se arriscou satisfatoriamente no suspense, um tipo de narrativa pouco explorado na cinematografia nacional, extraindo ótimas atuações de Glória Pires e Paulo Miklos. “Chamada à Cobrar” (2012) foi um thriller, que apesar de soar caricato em alguns momentos, não deixa de ser inovador e corajoso se destacando por sua narrativa pouco comum no cinema brasileiro e que já abordava um conflito de classes, mesmo que de maneira específica. - - / / - - Ela tem ainda no currículo filmes para TV, como “E Além de Tudo Me Deixou Mudo o Violão” (2013/TVE) e o seriado “Preamar” (2012/HBO). Além disso já era conhecida como roteirista de obras audiovisuais que atestam sua qualidade como contadora de histórias. Geralmente em parceria com o diretor Cao Hamburger, começou nos anos noventa com o saudoso “Castelo Rá-tim-bum” (1999), passando por longas-metragens como “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias” (2006), “Xingu” (2012) e “Irmã Dulce” (2013). - - / / - - ‘Que Horas Ela Volta?’ é uma produção tecnicamente impecável, que explora temas historicamente relevantes para a sociedade brasileira, representados de forma sintonizada com nosso tempo. O pós-eleições de 2014 e as discussões e embates entre as classes sociais estão presentes de forma didática e realista, remetendo as mais diversas camadas da sociedade. Temos a empregada retirante que convive em uma simbiose artificial com os patrões da classe média alta, mas deixando claro as diferenças de cotidiano. Uma relação que só desperta conflito, devido a evolução geracional presente na mudança de pensamento que a personagem da filha dela encarna. Posicionamento esse que só se tornou possível com a recente possibilidade de acesso das classes mais pobres a uma educação básica e superior. Seu ponto mais forte está na construção da interpretação da personagem Val (Regina Casé), que consegue se expressar tanto de maneira contida, quanto engraçada, nunca parecendo exagerada e nos fazendo relembrar de trabalhos anteriores como o excelente “Eu Tu Eles” (2000). Qualquer um que já tenha convivido com as incontáveis domésticas do nosso país, vai reconhecer a verdade dos seus trejeitos e diálogos. Principalmente nos momentos em que contracena com a filha Jéssica (Camila Márdila), ambas conseguem transmitir verdade na relação mãe e filha presente em todas as famílias. - - / / - - E quando as duas se juntam à patroa Barbara (Karine Teles) - atriz premiada por “Riscado” (2010) – são os momentos em que o filme atinge seu ápice como instrumento de reflexão. As cenas que envolvem as “brigas sociais domésticas” deixam o espectador desconfortável, logo após os recompensando com inteligentes alívios cômicos, de forma que que o público não consiga se sentir indiferente ao que vê, efeito que só obras de excelência narrativa conseguem obter. E quando entramos no quarto em que a empregada dorme é que fica evidente que ainda temos diferenças na forma superior e inferior que cada pessoa é tratada em nossa sociedade. A doméstica que é considerada como “quase da família”, não senta na mesma mesa para as refeições com a família e nunca desfrutou da piscina da casa ou do quarto de hóspedes onde ficaria mais humanamente acomodada. - - / / - - O conceito social eternizado por Gilberto Freyre, “Casa Grande e Senzala”, ainda não foi totalmente posto em desuso em nossas cidades. Ainda restam fronteiras sociais, étnicas e financeiras, de forma muito evidente, dentro dos nossos lares. Muitas casas ainda mantém o “quartinho da empregada nos fundos”, quase como uma senzala moderna e em muitos casos com jornadas de trabalho análogos ao de escravos. E essa não é uma prática contemporânea, que ainda não tivemos tempo de modificar, vide “O Primo Basílio” lá no longínquo ano de 1878, mas parece que ainda restam rastros do comportamento da família burguesa urbana do século XIX. Barreiras que só são quebradas nos momentos em que o filho dos empregadores troca o conforto de seu quarto, pelos carinhos maternos da empregada que o criou e o trata com mais compreensão. - - / / - - Essa temática já havia sido abordada em longas anteriores, como em “Domésticas: O Filme” (2001), de Fernando Meireles, no documentário “Doméstica” (2012), nas adaptações de ‘O Primo Basílio’ (1988 e 2007) e até mesmo em outro excelente destaque de 2015 “Casa Grande”. Até em produções estrangeiras, como “La Nana / A Criada” (2009/Chile) e “The Help / Histórias Cruzadas” (2011/EUA). Mas, sem sombra de dúvidas ‘Que Horas Ela Volta? ’ é mais efetivo em comunicar seu discurso e provavelmente vai conseguir unir a profundidade do roteiro, com um sucesso de público que só as repetitivas comédias nacionais têm obtido nos últimos anos. Entretanto, nele o humor é só um recurso a mais, dentre todos que a obra oferece, por isso tem sido reconhecido fora do Brasil e com certeza vai deixar sua marca na história como um dos melhores de 2015 e das últimas décadas do cinema brasileiro.
Sandra Gracieti
Sandra Gracieti

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5,0
Enviada em 25/09/15
O filme é tocante, na Val reconheci a simplicidade, os trejeitos e a naturalidade da pessoa q presta serviço de diarista em minha casa, lembrou-me também minha mãe quando exercia esta função. A Jéssica remeteu-me a minha adolescência e os questionamentos q fazia sobre o tratamento dado a minha mãe pelos patrões dela e cada um deles contribuiu pra q eu quisesse estudar, trabalhar e tirá-la daquela "vida" assim como aconteceu no filme. Gostei muito do q vi, a carência afetiva daquele menino suprida pela empregada, a arrogância e a falta de noção da patroa pra tratar com as situações, dando importância ao q não tinha e deixando de dar ao q realmente importava, o marido infeliz, deprimido buscando a alternativa errada como tábua de salvação, enfim, vários temas tão atuais em nossa sociedade q estão gritando nos nossos ouvidos todos os dias mas q preferimos ignorá-los e fingir q está tudo bem. Daqui um tempo vou assisti-lo novamente, pra não esquecer o passado e acordar para o futuro caso esteja dormindo.
Sidnei C.
Sidnei C.

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4,5
Enviada em 21/09/15
A primeira vez que ouvi falar no filme foi com a notícia que a dupla principal de atrizes, Regina Casé e Camila Márdila, haviam ganho o prêmio de interpretação feminina no Festival de Sundance, nos Estados Unidos. Ninguém duvida do talento de Regina Casé (embora mais conhecida pela veia cômica que dramática), que tem neste filme provavelmente o ponto alto de sua carreira como intérprete. Mas é também uma grata surpresa descobrir o talento da jovem Camila Márdila, que no filme interpreta sua filha, cuja chegada vai representar uma sacudida na vida da mãe. Que Horas Ela Volta? é o terceiro filme da diretora Muylaert, que já havia demonstrado grande sensibilidade nos anteriores Durval Discos e É Proibido Fumar. Mas nada neles podia antever o nivel de qualidade de roteiro e direção que ela demonstra no filme. É a própria Muylaert que revela o segredo: o roteiro levou 4 anos para ser escrito, revisado várias vezes, e discutido com os atores envolvidos. Não há receita mágica para os bons filmes, e estudando a história por trás dos grandes clássicos do cinema, vamos encontrar métodos parecidos. Um bom roteiro, um excelente roteiro, é a base de qualquer bom filme. Que Horas Ela Volta? tem uma história aparentemente simples, mas é desenvolvido de forma que flui com perfeição, com ótimos diálogos e atenção aos detalhes: pequenas cenas e observações dentro da história que fazem toda a diferença. Muylaert também é muito econômica e inteligente no uso das ferramentas do cinema. Não por acaso, o filme tem poucos movimentos de câmera, estruturado mais em cortes de planos/contra-planos, como se a diretora quisesse acentuar que a casa é como uma prisão para Val, impedindo sua mobilidade, que vai além da simplesmente física. A forma como a diretora constrói visualmente as cenas também é muito interessante, como na cena em que Val resolve usar o presente que deu à patroa para servir os convidados. Depois que ela fecha a porta, a câmera se mantém no mesmo enquadramento, fazendo a cena se construir apenas na nossa imaginação. Com um excelente elenco de apoio, um roteiro enxuto e bem trabalhado, mesclando na dose certa o drama de observação social e a comédia, o filme aponta para uma nova possibilidade para o cinema brasileiro. Que horas Ela Volta? tem o grande mérito de dar voz aos seus personagens, não os transformando em clichês ou caricaturas. Na verdade, o filme vai além disso. Invertendo a lógica comum do cinema brasileiro, feito com o olhar do diretor classe média sobre a periferia da sociedade brasileira, no filme a empregada doméstica e sua filha ajudam a enxergarmos o ócio, a vida de aparências e falta de afeto entre seus patrões. Apesar de suas observações tão específicas sobre um Brasil que ainda não deixou totalmente pra trás os tempos de Casagrande & Senzala, sua história consegue ser simples, singela e tocante, o que justifica o enorme sucesso que vem tendo no exterior. Fale de sua aldeia, fale para o mundo.
Sandrinha L.
Sandrinha L.

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1,5
Enviada em 12/01/16
Filme em que a única que realmente se destaca é a Regina Casé. História comum do cotidiano de quem vem de longe para se instalar nas grandes cidades. Não gostei, não prendeu a minha atenção, texto chato.
Vilmar O.
Vilmar O.

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5,0
Enviada em 26/01/16
Filmaço 100% família, o qual demonstra um relação distante, digamos até que meio omissa de pai e filho, mãe e filho, além de mãe e filha. Outras pessoas fazendo o papel de pai e mãe, porém com os pais ainda vivos, mas as coisas funcionando, mesmo que possa ser visto como distorcido para alguns. Além de tudo vemos uma forte relação de empregado e patrão, com uma espécie de devoção, algo muito mais difícil hoje em dia, pois vivemos numa sociedade do descolamento, ninguém mais se apega a nada, tudo é efêmero, o presente praticamente não existe mais, ninguém se importa, só olha-se para o passado e pensa-se no futuro. Confiram esta obra-prima do cinema nacional que deveria estar entre as finalistas do Oscar 2016. Injustiça. :(
Thiago T.
Thiago T.

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5,0
Enviada em 23/01/16
Filme simplesmente belíssimo, com atuações impecáveis, cenas que se descorem perfeitamente ao longo do filme. Regina Case me deixou bastante surpreendido por sua linda atuação e sua espontaneidade. A mensagem que o filme retrata é de um tema que não é dado a devida importância que se merece atualmente, onde a emprega cria filhos de patrões, são considerados quase que da família, mas não se pode sentar na mesma mesa que seus patrões, colocando assim uma gigante é clara barreira entre as classes sociais! À chegada da filha da empregada também mostra como a dona de casa se sente com ciúmes de empregadas, optando assim por contratar empregadas feias e barangas. Nessa mesma fase do filme e mostrado como os patrões se aproveitam do poder sobre empregadas para meio que tornarem elas uma "sobremesa" pra depois do almoço! O filme também mostra a criação de um menino rico que desde de criança tem visto seus pais folgados e mimados, mas além de tudo se torna um menino humilde e respeitoso por ter sido criado por uma empregada que tem a humildade em primeiro lugar! O filme consegue passar várias mensagens que depois de assistirmos passamos horas e horas pensando sobre o tema! Uma pena não ter sido escolhido pra concorrer ao Oscar como melhor filme estrangeiro. Mas parabéns a todos os envolvidos nessa obra de arte, pois a muito tempo não tinha visto um filme brasileiro tão espetacular!
Francisco P.
Francisco P.

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5,0
Enviada em 17/01/16
É uma forte crítica à superficialidade do relacionamento entre uma mulher "moderna" que só pensa em suas ocupações profissionais e que relega a família, filho e marido a um segundo plano.
Pedro L.
Pedro L.

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4,0
Enviada em 14/01/16
Filme muito bom, achei apenas que os atores da patroa e do patrão deixam a desejar muito, fazendo com que Regina Casé leve o filme nas costas.
Lucas V.
Lucas V.

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5,0
Enviada em 02/11/15
Que horas ela volta? é o melhor filme brasileiro que assisti esse ano. Um tapa delicado... Trata, de um modo sensível, das muralhas (grosseiras ou sutis) que separam nossa triste sociedade e de como, lenta, mas inexoravelmente, elas vem sendo erodidas pelos "de baixo", para o pasmo de nossa sofisticada "gente fina". Regina Casé captura lindamente a alma dessas milhões de Vals, relegadas a uma discreta invisibilidade. A personagem de sua filha, Jéssica, por sua vez, representa essa nova força que pulsa em nosso país, dessa gente que não se acha "melhor que todo mundo", mas que certamente não é "pior do que ninguém"... Lindo, lindo!
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