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Boston Globe
"Corrente do Mal" não reinventa os clichês operados em "Halloween" e seus infinitos imitadores tanto quanto acrescenta-lhe um novo tipo de medo - um sentimento de culpa e vergonha da Geração Y que se espalha como mancha de sangue. Um filme independente, seguro de si e assustador como o diabo.
Chicago Sun-Times
O que há de mais inquietante em "Corrente do Mal" é a forma como apresenta o sexo nem como anormal, nem como benéfico. Por outro lado, o sexo em "Corrente do Mal" draga, indiscriminadamente, emoções pré-existentes para fora, como um gênio cruel que nunca pode ser devolvido à sua lâmpada.
Papo de Cinema
Contando também com uma trilha sonora que remete diretamente aos filmes de John Carpenter – o que por si só já é um feito no estabelecimento de tensão – "Corrente do Mal" ainda chega a um desfecho tão incomodativo quanto o resto de sua duração...
ScreenCrush
"Corrente do Mal" é um comentário surpreendentemente complexo sobre a sexualidade dos jovens adultos, usando um simples conceito de modo tão eficiente que o terror metafórico é ao mesmo tempo provocante e fácil de despertar identificação, sem ser alarmante ou condescendente.
The Guardian
O conto de David Robert Mitchell sobre uma maldição fatal que só pode ser transmitida para um amante inconsciente toca em sentimentos primitivos de forma tão eficiente que você não consegue fazer nada além de ficar traumatizado.
Télérama
Com uma rara economia de recursos e um sentido do espaço fora de quadro que lembra o cinema de Jacques Tourneur, David Robert Mitchell constrói um filme de zumbis ultra assustador, porque desprovido da ironia que parasita este gênero tão explorado.
Cinema com Rapadura
“Corrente do Mal” é, além de um suspiro de inspiração dentro de um gênero que dá poucos sinais de novidade, um filme que faz com que o espectador siga refletido a respeito do que assistiu por um bom tempo.
Cinepop
"Corrente do Mal" pode ser considerado um filme de terror minimalista – minimalista inclusive na caracterização das entidades – que cumpre com louvou a missão principal de um filme do gênero: deixar o espectador com um mal-estar ao sair da sala de cinema.
Cinepop
Não é só na narrativa e roteiro que "Corrente do Mal" surpreende com um sopro de originalidade dentro do cinema do gênero. A obra vai além caprichando em outros itens. [...] é uma baita veneração aos filmes da década de 1970...
Almanaque Virtual
Uma alegoria sobrenatural onde trechos de "O Idiota" de Dostoievsky são usados para sublinhar uma situação assustadora e muito atual. Fruto de um cineasta antenado, "Corrente do Mal" é um filme de terror por excelência, mas repleto de conceitos minimalistas.
Chronic'art.com
David Robert Mitchell aprendeu com os mestres que, para fazer um belo filme de terror, é menos importante fazer um bom monstro do que construir o medo - no caso, de uma pequena sociedade de adolescentes condenados a viver, uns com os outros, seu último pesadelo de infância.
CineClick
A tensão é construída pela movimentação da câmera e o objetivo não é causar sustos gratuitos, como os atuais títulos do gênero costumam fazer. Assim, a produção consegue sustentar uma atmosfera de tensão que deixa o espectador na beira da poltrona.
Cinema em Cena
Impecável também em seu desfecho [...], "A Corrente do Mal" é uma obra que comprova que, nas mãos de um bom diretor, um longa de terror é uma obra de arte tão digna e memorável quanto o mais lacrimoso dos dramas de época.
Cineweb
O diretor abusa das tomadas amplas e planos longos para proporcionar ao espectador uma visão completa do cenário para identificar por onde o mal está chegando. Nada de sustos, gritos, muito sangue. Só a vaga ideia de que algo está vindo, devagar, inabalável e fatal.
Collider
"Corrente do Mal" é um estudo de personagem particularmente contundente. Não se trata apenas da novidade da situação, e sim sobre a maneira como Jay lida com sua personalidade. Um bom motivo pelo qual esse filme funciona tão bem é a atuação incrivelmente natural de Monroe no papel.
Critikat.com
O filme dilui a sua angústia em uma longa trajetória vertiginosa, onde a ameaça não para de surgir como um bumerangue: alternando entre a espera e a fuga sem destino, Jay não pode escapar ao horror pela simples razão que ele está dentro dela.
New York Times
Age segundo um princípio que poucos filmes de terror têm a coragem de abraçar: o desconhecido é o desconhecido. Pistas para a fonte e os motivos desta ameaça são lançadas, mas não somam. Como o mal em um filme de horror de David Lynch, ele está lá fora, no meio da noite, esperando para te pegar.
O Globo
Por meio da trama, Mitchell retrata metaforicamente as doenças sexuais transmissíveis, principalmente a Aids. Em “It follows” (no original), o diretor recria com assinatura autoral um estilo de terror característico dos anos 1970 e 1980, em que o subconsciente é o primeiro a ser acionado.
Pipoca Moderna
Ao deixar todas as explicações no ar, o diretor Mitchell deixa tanto seus personagens como o espectador num estado constante de tensão – um terreno desconhecido no qual tudo e todos podem ser elementos de ameaça.
Screen International
Há efeitos especiais no filme, claro, mas Mitchell trabalha [...] para criar a maior parte do suspense por meio de luz, atmosfera e som. Sua vizinhança parece uma colônia persistente nos arredores de algo em ruínas, com uma podridão que avança com a lentidão de zumbis.
The Guardian
Aos alfabetizados em truques cinematográficos, "Corrente do Mal" se apropria de tantos clichês de gênero manipulativos quanto explora, embora com um senso de distância de filme de arte que se esforça para negar suas emoções mais vulgares.
The Hollywood Reporter
Assustador, cheio de suspense e cadenciado, este habilidoso pequeno filme de horror usa conscientemente as metáforas de gênero sem nunca ceder ao público, dando-lhe uma original expressão de seriedade que faz dele ainda mais envolvente.
The Playlist
Existe um profundo terror associado à ideia bizarra de algo lentamente vindo te matar, caminhando em sua direção. Cada um desses personagens, no processo de passagem á fase adulta, consegue se relacionar com isso.
Variety
Com um início forte e perdendo a força no final, este suspense elegante e assustador deve ampliar significativamente o público de Mitchell sem decepcionar seus primeiros fãs.
Washington Post
Um dos filmes mais assustadores que eu já vi. E também é um dos mais belos. [...] O filme tem um ritmo sagaz e deliberado que coincide com o langor metódico de seu vilão. Se há partes em que a ação abranda, eles nunca são torpes ou maçantes. O desconforto está sempre lá, mesmo que invisível.
Blogs Pop
Se há um porém, sua raiz está justamente em um dos trunfos, que é a falta de definições claras para a maldição. O mesmo medo do desconhecido que é explorado por Mitchell por não termos ideia de como a criatura irá atacar, pode ser interpretado – não sem um pouco de má vontade – como desleixo.http://www.pop.com.br/cinema-e-series/critica-o-clima-de-paranoia-de-corrente-do-mal/
Cineplayers
"Corrente do Mal" não é um filme inovador ou de grandes ideias. E talvez nem seja o responsável por algum tipo de revolução que o gênero possa vir a sofrer no futuro. Mas é certamente um projeto louvável pela inversão inteligente que faz dos clichês do gênero, indo contra a maré do marasmo...
Screen Rant
Este será sem dúvidas um dos mais assustadores, estilosos e bem-feitos filmes de terror de 2015, apesar de algumas falhas. [...] O filme consegue criar uma atmosfera perturbadora, para deixar o espectador sempre desconfortável.
Estado de Minas
Apesar de tratar o sexo como elemento-chave do roteiro, "Corrente do Mal" é bastante assexuado. [...] A câmera de Mitchell, pelos enquadramentos escolhidos, passa a sensação de que todos ali estão sendo observados. Como todo bom terror psicológico, a tensão está no vazio, o que é mais angustiante.
Omelete
Embora "Corrente do Mal" incorra em clichês fáceis de filme indie [...] e não consiga sustentar por muito tempo seu suspense sem cair no humor involuntário, o filme consegue identificar bem esse mal que assola os EUA pós-crise: o mal da nostalgia enquanto condição social.
Cinemascope
Usa bem a construção do suspense, se pautando nos tradicionais clichês do terror. Outro aspecto positivo é que, mesmo sem efeitos especiais mirabolantes e monstros de aparências terríveis, garante alguns bons sustos. [...] mas pelo frisson que causou, o longa poderia (e deveria) ser mais ousado.
Folha de São Paulo
Mitchell alude ao temor adolescente em relação às doenças sexualmente transmissíveis e critica de passagem o puritanismo da sociedade americana. Apesar da novidade, o resultado não empolga: os atores são limitados e a manipulação do suspense tem altos e baixos...
Télérama
O mais incômodo é o roteiro. David Robert Mitchell imaginou uma solução para os personagens se livrarem deste vírus mortal: passando a outras pessoas através do sexo! Uma ideia que o olhar ambíguo do diretor torna completamente asquerosa.